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“Todo Mundo em Pânico 6” prova que o humor sem filtros dos anos 2000 ainda funciona

Novo capítulo da franquia reúne o elenco clássico, satiriza os maiores sucessos recentes do cinema e entrega uma experiência tão caótica quanto divertida

11/06/2026 - 14h30min

Reprodução
“Todo Mundo em Pânico 6” é o novo capítulo da franquia de comédia.

Todo Mundo em Pânico 6 acaba de chegar aos cinemas batendo recordes de bilheteria e mostrando que os irmãos Marlon e Shawn Wayans não perderam a mão quando o assunto é humor escrachado, politicamente incorreto e completamente sem filtros. Exatamente a fórmula que transformou a franquia em um fenômeno dos anos 2000.

Com referências a sucessos recentes do cinema, como A Substância, Guerreiras do Kpop, Pecadores, A Hora do Mal e, claro, à franquia Pânico (especialmente aos seus capítulos mais recentes), o longa funciona como uma continuação natural do universo que os fãs aprenderam a amar. Sem medo de exagerar, ultrapassar limites ou fazer piada de praticamente tudo.

Mas uma coisa fica evidente desde os primeiros minutos: a alma da franquia continua sendo o elenco clássico. Cindy Campbell, interpretada por Anna Faris, Brenda Meeks, vivida por Regina Hall, além de Ray Wilkins e Shorty Meeks, interpretados pelos próprios irmãos Wayans, são responsáveis pelos momentos mais engraçados do filme. 

O retorno dos personagens acaba funcionando também como uma crítica bem-humorada à obsessão de Hollywood por reviver franquias sem conseguir recriar a mesma química que as tornou populares.

Já os novos personagens não conseguem acompanhar o mesmo ritmo. Falta carisma, presença e, principalmente, conexão com o público. Como resultado, é difícil criar qualquer apego emocional a eles, especialmente sobre o final dos personagens.

De forma curiosa, Todo Mundo em Pânico 6 consegue ser ótimo e problemático ao mesmo tempo, e isso não significa que seja um filme ruim. Pelo contrário. Grande parte da diversão está justamente na velocidade com que as piadas, referências e situações absurdas aparecem na tela. Quanto mais referências da cultura pop, maior será a recompensa.

Ao sair da sessão, ouvi comentários que resumem perfeitamente a experiência. Enquanto uma pessoa afirmava que aquele era “o melhor filme que viu no ano”, outra dizia que a produção parecia “rolar o feed do TikTok dentro de um cinema”. E talvez essa seja a melhor definição possível. 

O filme é uma avalanche de informações, referências e absurdos que surgem sem aviso, em um ritmo tão acelerado que, por alguns momentos, parece impossível acompanhar tudo. Ainda assim, de alguma forma, tudo faz sentido dentro daquele caos.

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