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10 rappers brasileiras que estão transformando o cenário do hip hop nacional

Conheça artistas que vêm renovando o rap brasileiro com letras potentes, diferentes influências musicais e milhões de ouvintes nas plataformas digitais.

07/07/2026 - 13h37min

Reprodução
Nova geração do rap feminino brasileiro reúne artistas que conquistam milhões de ouvintes e ampliam a representatividade no hip hop nacional.

O rap feminino brasileiro começou a ganhar força no fim da década de 1980, principalmente em São Paulo, com nomes pioneiros como Negra Li, Sharylaine, Dina Di e Rubia. Desde então, o gênero passou por diversas transformações e abriu espaço para uma nova geração de artistas que ampliaram os temas, as sonoridades e a representatividade dentro do hip hop nacional.

Embora o rap ainda seja um cenário predominantemente masculino, cada vez mais mulheres conquistam espaço com trabalhos autorais que misturam rap, trap, R&B, funk, MPB e outros estilos.

Com letras que abordam empoderamento feminino, autoestima, vivências periféricas, identidade, amor e crítica social, essas artistas acumulam milhões de ouvintes nas plataformas e ajudam a redefinir os rumos da música urbana brasileira. Confira dez rappers nacionais que merecem sua atenção.

1. Ajuliacosta

Natural de São Paulo, Ajuliacosta é um dos principais nomes da nova geração do rap brasileiro. A artista ganhou destaque por unir letras de forte crítica social, reflexões sobre identidade racial e vivências da periferia com uma sonoridade contemporânea que mistura rap, trap e R&B.

Atualmente, reúne centenas de milhares de ouvintes mensais no Spotify e vive uma fase de crescimento constante, impulsionada por apresentações em festivais e novos lançamentos. Entre seus trabalhos de maior destaque estão músicas como "Homens Como Você".

2. Duquesa

Natural de Salvador (BA), Jeysa Ribeiro, conhecida artisticamente como Duquesa, iniciou a carreira em 2015 participando da música "Só Guardei Pra Mim", do grupo Sincronia Primordial. Desde então, consolidou-se como uma das principais representantes do rap e do R&B nacional.

Com milhões de ouvintes mensais, lançou os álbuns Taurus (2023), Taurus Vol. 2 (2024) e Six (2025), reunindo sucessos como "99 Problemas", "Fuso" e "Purple Rain". Atualmente, vive o melhor momento da carreira, figurando entre os principais nomes do hip hop brasileiro.

3. LAI$ROSA

Representando a nova geração do trap nacional, LAI$ROSA vem conquistando espaço ao combinar influências do rap, funk e R&B em produções marcadas pela estética urbana e letras sobre autoestima, relacionamentos e independência.

Natural de São Paulo, a cantora acumula uma base crescente de ouvintes nas plataformas digitais e tem ampliado sua presença em festivais e colaborações com outros artistas da cena.

4. MC Luanna

Natural de São Paulo, MC Luanna tornou-se um dos principais nomes do trap feminino brasileiro. Suas músicas abordam protagonismo feminino, sexualidade, liberdade e autoestima, sempre acompanhadas por produções que dialogam com o funk e o trap contemporâneo.

A artista soma milhões de reproduções nas plataformas digitais e tem entre seus maiores sucessos músicas como "Meio Pá" e outras colaborações que ganharam destaque nas redes sociais.

5. Tasha & Tracie

As irmãs gêmeas Tasha Okereke e Tracie Okereke, de São Paulo, formam uma das duplas mais influentes do rap brasileiro atual. O sucesso começou com o EP Rouff (2019), seguido por Diretoria (2021) e Serena & Venus (Lado A) (2025), projetos que consolidaram a identidade musical das artistas.

Misturando rap, funk e elementos da música eletrônica, elas cantam sobre cultura negra, moda, vivência periférica, autoestima, sexualidade e empoderamento. Atualmente, acumulam milhões de ouvintes mensais e estão entre os nomes mais requisitados da cena urbana nacional.

6. Ebony

Carioca, Ebony construiu sua carreira dentro do trap brasileiro com letras diretas, atitude marcante e produções que dialogam com diferentes vertentes do hip hop. A artista ganhou notoriedade por abordar temas como independência, autoestima e vivências femininas, tornando-se uma das principais representantes da nova geração do rap nacional.

Seus lançamentos acumulam milhões de reproduções e ampliam constantemente sua presença nas plataformas digitais.

7. Cristal

Natural de Porto Alegre (RS), Cristal é cantora, compositora e rapper. Sua música mistura rap, soul, jazz e R&B, criando uma identidade sofisticada e bastante autoral.

Reconhecida pelas letras introspectivas e pela forte presença artística, vem conquistando espaço dentro da música brasileira contemporânea.

8. Flora Matos

Brasiliense, Flora Matos é uma das rappers mais respeitadas do país. Atuando desde a adolescência, foi uma das artistas responsáveis por aproximar o rap nacional de influências como reggae, MPB e jazz.

Com milhões de reproduções nas plataformas de streaming, possui sucessos como "Pretin", "Piloto" e "Verdade", além de uma carreira consolidada tanto no Brasil quanto em apresentações internacionais.

9. Brisa Flow

Nascida em Minas Gerais e descendente do povo mapuche, Brisa Flow desenvolveu uma trajetória singular dentro do rap brasileiro. Sua obra mistura hip hop, música indígena, jazz, música eletrônica e sonoridades latino-americanas, abordando ancestralidade, feminismo, identidade e questões ambientais.

Reconhecida pela originalidade de seu trabalho, tornou-se referência quando o assunto é experimentação dentro da música urbana.

10. Lourena

Natural do Rio de Janeiro, Lourena ganhou projeção nacional ao unir rap, R&B e pop em uma sonoridade acessível e contemporânea. Dona de uma voz marcante, participou de colaborações com grandes nomes do hip hop brasileiro e conquistou milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais.

Entre seus maiores sucessos estão "Eles Não Querem", além de diversas participações que ampliaram sua presença na cena nacional. Atualmente, segue investindo na carreira solo e em novos projetos.

O crescimento do rap feminino no Brasil

O crescimento dessas artistas mostra como o rap brasileiro se tornou mais diverso nas últimas décadas. Ao ocuparem espaços historicamente dominados por homens, elas ampliam as possibilidades do gênero, apresentam novas narrativas e aproximam diferentes públicos da cultura hip hop.

Com carreiras em ascensão e uma produção cada vez mais diversa, essas rappers ajudam a construir um cenário mais plural para a música brasileira.



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