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Como Sabrina Carpenter construiu uma das discografias mais afiadas do pop atual

Cantora saiu do universo teen para dominar charts com uma discografia 

11/04/2026 - 10h03min

Reprodução
A discografia completa de Sabrina Carpenter.

A discografia de Sabrina Carpenter é praticamente um estudo de evolução artística dentro do pop. Desde 2014, a cantora lançou 7 álbuns de estúdio, 2 EPs e dezenas de singles, navegando entre pop, dance-pop e R&B com cada vez mais personalidade.

O que começa como um projeto teen ligado à Disney rapidamente se transforma em uma carreira sólida, marcada por identidade estética, narrativa pessoal e, claro, polêmicas que ajudaram a amplificar seu alcance.

Confira a discografia completa de Sabrina Carpenter

Eyes Wide Open (2015)

Lançado em 14 de abril de 2015 pela Hollywood Records, o álbum de estreia chegou quando Sabrina ainda era conhecida principalmente pela série Garota Conhece o Mundo (Girl Meet World) do Disney Channel.

O projeto debutou na posição #43 da Billboard 200 e apresentou uma sonoridade pop leve, com forte influência teen. Os destaques do álbum foram "Eyes Wide Open" e "We’ll Be the Stars".

Evolution (2016)

Lançado em 14 de outubro de 2016, marcou o primeiro grande salto na carreira da artista. Mais madura, a sonoridade trouxe elementos de pop contemporâneo e R&B, consolidando Sabrina fora da bolha Disney.

O single "Thumbs" foi certificado Platina nos Estados Unidos e virou um hit nas rádios.

Singular: Act I (2018)

Lançado em 9 de novembro de 2018, foi um divisor de águas na sua identidade artística. Foi o primeiro álbum em que Sabrina participa da composição de todas as faixas.

Nessa fase, sua estética muda: menos teen, mais pop/dance sofisticado. E a faixa "Sue Me" gerou especulações sobre possíveis indiretas para nomes como Olivia Rodrigo e Joshua Bassett, embora nada tenha sido confirmado oficialmente.

Singular: Act II (2019)

Lançado em 19 de julho de 2019, funciona como continuação direta do projeto anterior. Apesar de manter a identidade sonora, a decisão de dividir o álbum em duas partes foi criticada por parte do público, que viu a estratégia como comercial.

Ainda assim, o disco reforça o lado mais introspectivo da artista, com os principais destaques tendo sido "In My Bed", "Looking at Me" e "Exhale".

Emails I Can’t Send (2022)

Lançado em 15 de julho de 2022, é o álbum que marca a transição definitiva para uma imagem adulta, tanto sonora quanto estética. "Nonsense", "Feather" e "Because I Liked a Boy" foram os hits que mais se destacaram na era.

O projeto ganhou atenção por diferentes motivos:

  • O suposto triângulo amoroso envolvendo Olivia Rodrigo e Joshua Bassett (2021–2022), que alimentou narrativas entre fãs;
  • O clipe de “Feather”, gravado dentro de uma igreja católica em Nova York, gerando críticas e polêmica;
  • “Nonsense”, que viralizou no TikTok graças aos versos improvisados (e frequentemente sugestivos) nos shows.

Short n’ Sweet (2024)

Lançado em 23 de agosto de 2024, é o álbum que transforma Sabrina em uma superestrela global.

"Please Please Please" se torna seu primeiro #1 na Billboard Hot 100, enquanto "Espresso" e "Taste" consolidam sua presença no topo. O feito de manter múltiplas faixas simultaneamente no Top 10 reforça seu impacto, algo ainda raro entre artistas femininas.

Man’s Best Friend (2025)

Lançado em 29 de agosto de 2025, o álbum chega cercado de debate. A faixa “Manchild” estreia direto no topo da Billboard Hot 100, reafirmando seu poder comercial.

Apesar das críticas, principalmente pela capa considerada “sexualizada demais”, o álbum foi um sucesso absoluto.

EPs que ajudaram a construir a narrativa

  • Can’t Blame a Girl for Trying (2014): primeiro lançamento oficial, incluindo o single homônimo que apresentou Sabrina ao público.
  • Fruitcake (2023): EP natalino que teve bom desempenho nas paradas sazonais, mostrando sua versatilidade até em projetos temáticos.

Mais do que números ou hits virais, a discografia de Sabrina Carpenter revela uma artista que soube usar cada era como construção de narrativa. Entre polêmicas, reinvenções e acertos estéticos, Sabrina deixou de ser “ex-Disney” para se firmar como uma das vozes mais estratégicas, e relevantes, do pop da geração Z.


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