Se você cresceu acompanhando a Copa do Mundo de 2014, provavelmente o primeiro mascote que vem à cabeça é o Fuleco. O tatu-bola azul virou febre entre crianças, estampou produtos oficiais e acabou se tornando um dos símbolos daquele Mundial.
Mas a história dos mascotes da Copa começou muito antes disso.
Hoje, eles fazem parte da identidade de cada edição do torneio, ajudam a divulgar a cultura dos países-sede e acabam entrando para a memória afetiva dos torcedores. O que pouca gente sabe é que essa tradição existe desde a década de 1960 e acompanha a evolução da própria Copa do Mundo.
Qual foi o primeiro mascote da Copa do Mundo?
O primeiro mascote oficial surgiu na Copa de 1966, disputada na Inglaterra.
Chamado Willie, ele era um leão vestido com as cores da bandeira britânica. A escolha fazia sentido: o leão é um dos principais símbolos nacionais do país e marcou o início de uma tradição que permanece viva até hoje.
Além de representar a Inglaterra, Willie é considerado um dos primeiros mascotes esportivos modernos do mundo.

Os mascotes mais curiosos da história da Copa
Depois de Willie, cada país passou a criar personagens inspirados em sua própria cultura.
O México apresentou Juanito, um garoto usando sombrero, em 1970. Quatro anos depois, a Alemanha Ocidental trouxe os irmãos Tip e Tap. Já a Argentina apostou no Gauchito, inspirado na figura tradicional do gaúcho argentino.
Mas nem todos os mascotes foram pessoas ou animais.
Em 1982, a Espanha surpreendeu ao escolher uma laranja chamada Naranjito para representar o torneio. Quatro anos depois, o México inovou novamente com Pique, uma pimenta de bigode e sombrero.
Outro personagem que divide opiniões até hoje é Ciao, mascote da Copa da Itália em 1990. Formado por barras geométricas coloridas e com uma bola de futebol no lugar da cabeça, ele continua sendo lembrado como um dos mascotes mais diferentes da história dos Mundiais.
Como surgiu o Fuleco?
Para muitos brasileiros, nenhum mascote marcou tanto quanto o Fuleco.
Criado para a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, ele foi inspirado no tatu-bola, espécie típica da fauna brasileira que está ameaçada de extinção.
O nome surgiu da união das palavras "futebol" e "ecologia", reforçando uma mensagem de preservação ambiental durante o torneio.
Além de representar o país, Fuleco conquistou uma geração inteira e continua sendo um dos mascotes mais lembrados da história da Copa.
Quem são os mascotes da Copa do Mundo de 2026?
A edição de 2026 trouxe uma novidade inédita.
Como a Copa acontece simultaneamente em Estados Unidos, México e Canadá, a FIFA apresentou três mascotes oficiais, um para cada país-sede:
- Clutch - Estados Unidos
- Zayu - México
- Maple - Canadá
Cada personagem foi criado para representar aspectos culturais e naturais do seu respectivo país, reforçando o caráter multicultural daquela que é a primeira Copa do Mundo disputada em três nações diferentes.

Todos os mascotes da Copa do Mundo
Ao longo de quase seis décadas, a Copa apresentou personagens que se tornaram parte da história do futebol.

Muito mais do que personagens
Mais do que pelúcias ou itens de colecionador, os mascotes contam um pouco da história de cada Copa do Mundo.
Eles representam a cultura dos países-sede, ajudam a aproximar o torneio do público, movimentam o mercado de produtos oficiais e acabam eternizando momentos que vão muito além dos jogos.
É por isso que, décadas depois, nomes como Willie, Naranjito, Fuleco e La'eeb continuam despertando lembranças em torcedores de diferentes gerações.

