De quatro em quatro anos, milhões de pessoas assistem à Copa do Mundo e muitas vezes surge aquela pulga atrás da orelha: como a FIFA decide onde o torneio vai acontecer?
A resposta passa por estádios, aeroportos, hotéis, transporte, investimentos bilionários e uma boa dose de política esportiva.
Tudo começa com uma candidatura oficial. Os países interessados apresentam projetos detalhados mostrando como pretendem receber milhões de torcedores e organizar o maior evento esportivo do planeta.
A FIFA então avalia uma série de critérios, como infraestrutura disponível, segurança, capacidade de hospedagem e logística. Depois disso, os países membros da entidade participam da votação que define o vencedor.

Nem sempre o processo de escolha foi igual
Durante alguns anos, a FIFA adotou uma política de rotação continental. A ideia era garantir que diferentes regiões do planeta tivessem a oportunidade de receber o Mundial.
Foi assim que o continente africano recebeu sua primeira Copa em 2010, com a marcante edição realizada na África do Sul. Posteriormente, a entidade abandonou o sistema e voltou a permitir disputas mais abertas entre candidaturas de diferentes continentes.
Nesse quesito, a Copa de 2026 também representa um marco histórico.
Pela primeira vez, o torneio está sendo realizado em três países ao mesmo tempo: Estados Unidos, México e Canadá. Até então, o recorde era de duas nações-sede, algo que aconteceu apenas na Copa de 2002, o penta do Brasil, organizada por Japão e Coreia do Sul.
A explicação é simples: a competição cresceu
A edição atual é a primeira com 48 seleções e mais de uma centena de partidas, exigindo uma estrutura ainda maior para receber equipes, imprensa e torcedores.
Mas se a Copa de 2026 já parece gigante, a de 2030 promete ser ainda mais curiosa.
A edição que celebrará os 100 anos do Mundial terá sede principal em Espanha, Portugal e Marrocos. Porém, para homenagear o torneio inaugural de 1930, partidas comemorativas também serão disputadas em Uruguai, Argentina e Paraguai. Na prática, a Copa passará por seis países e três continentes diferentes: Europa, África e América do Sul.
Ou seja: em pouco mais de uma década, a Copa passou de um torneio sediado por um único país para um evento espalhado por continentes inteiros. Se continuar nesse ritmo, a preocupação para 2042 talvez não seja escolher a sede, e sim descobrir em qual fuso horário a final acontece.
A cobertura de Copa em Atlântida tem patrocínio de FATAL MODEL | HS CONSÓRCIOS | SNICKERS e apoio de FRANGOS NAT | KEEP COOLER.

