
Março é o Mês da Mulher. Além das homenagens no dia 8 de Março, o movimento também pode ser uma oportunidade para olhar com mais atenção para as histórias das mulheres, e principalmente, para as vozes que vêm movimentando a literatura brasileira nos últimos anos e dão voz à outras mulheres.
Caso uma das tuas promessas para 2026 seja apostar em livros e atingir metas de leitura, que tal reservar espaço na estante para escritoras brasileiras?
Com romances contemporâneos, poesia, fantasia, livros-reportagem e obras que falam sobre identidade, política e afeto, a produção literária feminina no Brasil segue cada vez mais diversa e cheia de nomes que merecem entrar no nosso radar.
Pensando nisso, reunimos algumas escritoras brasileiras para conhecer e ler em 2026, perfeitas para quem quer aproveitar o Mês da Mulher para renovar a lista de leituras com autoras que têm muito a dizer.
5 escritoras brasileiras para colocar na meta de leitura de 2026
1. Mariana Brecht
Escritora, roteirista, designer de narrativas para jogos digitais e compositora, Mariana Brecht tem trabalhos publicados em diferentes formatos. Entre eles estão o romance Brazza, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, o livro-jogo de poesias Labirinto e o infantojuvenil A menina com os pés no chão, finalista do Prêmio Jabuti.
Entre os lançamentos mais recentes da autora está Foi Acabar Bem na Nossa Vez (Rocco), romance que acompanha dois jovens lidando com escolhas pessoais e instabilidades da vida adulta.

2. Olívia Pilar
Mestra e doutora em Comunicação Social pela UFMG, Olívia Pilar tem se destacado por criar narrativas com protagonismo negro e por abordar temas ligados a identidade, relações afetivas e trajetória profissional.
Em Um Traço Até Você (Intrínseca), a autora apresenta Lina, uma jovem que tenta conciliar a carreira artística, as expectativas familiares e os desafios da vida adulta.

3. Amanda Orlando
Natural de Manaus e criada no Rio de Janeiro, Amanda Orlando é editora de livros e escritora. Estudou Antropologia na UFRJ, com foco em rituais de luto, e Literatura Inglesa na Universidade Veiga de Almeida, com ênfase na Era Vitoriana.
A autora estreou na ficção com Predestinados (Globo Livros), romance histórico com elementos de horror que combina ambientação de época, suspense e disputas ligadas a poder e destino.

4. Iaranda Barbosa
Formada em Letras Português-Espanhol pela UFPE, Iaranda Barbosa também tem mestrado e doutorado em Teoria da Literatura pela mesma universidade. Antes do romance, publicou contos em antologias, revistas de arte e trabalhos acadêmicos em periódicos especializados.
Seu primeiro livro longo de ficção é Salomé (Miranda), obra ambientada no Recife de 1850. A trama acompanha Felipe Alencar Paes, um poeta escravocrata em declínio que transforma a morte da esposa em matéria para sua produção literária.

Giu Domingues
Nome conhecido entre leitores de fantasia nacional, Giu Domingues já vendeu mais de 90 mil exemplares com os livros Luzes do Norte, Sombras do Sul e Canção dos Ossos, publicados pela Galera Record.
Sua produção transita entre fantasia e drama contemporâneo, com histórias centradas em relações pessoais, amadurecimento e conflitos de identidade.

Daniela Arbex
Jornalista e autora premiada, Daniela Arbex é um dos principais nomes da não ficção brasileira. Ao longo da carreira, recebeu mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três prêmios Esso e o Knight International Journalism Award.
Entre seus livros mais conhecidos estão Holocausto Brasileiro (2013), Cova 312 e Todo Dia a Mesma Noite. Em Longe do Ninho, vencedor do Prêmio Jabuti 2025 na categoria não ficção, a autora investiga o incêndio no Ninho do Urubu e reconstitui a história dos jovens atletas mortos na tragédia.

Cristina Fibe
Repórter e escritora, Cristina Fibe atua na área de jornalismo investigativo e tem como principal destaque o livro-reportagem João de Deus – O Abuso da Fé (Globo Livros).
Na obra, a autora reconstitui o caso envolvendo o médium goiano acusado de abusos sexuais, reunindo denúncias, contexto histórico e análise das estruturas que contribuíram para a permanência dos crimes por anos.

Raquel Petersen
Pedagoga, neuropsicopedagoga e terapeuta familiar, Raquel Petersen também tem formação em psicanálise e trabalha com temas ligados a parentalidade, vínculos familiares e desenvolvimento infantil.
Sua estreia como autora aconteceu com Educar Com Jogo de Cintura: Como Escapar das Ciladas da Educação Positiva (Rocco), livro voltado a pais e responsáveis e centrado em limites, rotina e comunicação na educação de crianças.


