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Sentimos muito, Nanda, mas se você ganhar o Oscar, nós vamos, sim, comemorar como Copa do Mundo (e, também, é Carnaval)!
A contagem regressiva para o Oscar 2025 está chegando ao fim e a cada minuto que passa estamos mais perto de saber se o prêmio será acrescentado ou não na página da Wikipédia da Fernanda Torres. Brincadeiras à parte, independentemente do resultado, já estamos totalmente orgulhosos.
Fernanda Torres nasceu em setembro de 1965, é do signo de virgem, casada com o diretor Andrucha Waddington, com quem tem dois filhos, Joaquim e Antônio, e é filha de Fernanda Montenegro e Fernando Torres. Por ser filha de dois grandes atores, cresceu em meio às coxias dos teatros acompanhando-os enquanto trabalhavam.
Ela já possui mais de quatro décadas de trabalho, o que resultou em um currículo extenso. Mas além de atuar, Fernanda tem sete livros publicados e é apresentadora e roteirista. Ela é multifacetada!
A sua carreira começou cedo, aos 13 anos, com a formação no Tablado, tradicional escola de atores do Rio de Janeiro. Estreou no teatro com a mesma idade, na peça “Um Tango Argentino”, de Maria Clara Machado, começou na televisão aos 14 anos e no cinema, aos 16.
Com 19 anos, estrelou a comédia caipira “A marvada carne” (1985), dirigido por André Klotzel. O longa ganhou 11 Kikitos no Festival de Cinema de Gramado, incluindo o de Melhor Atriz de Comédia para ela.
Aos 20 anos, ela se tornou a primeira brasileira a ganhar o Palma de Ouro de Melhor Atriz por seu papel em “Eu sei que vou te amar”, de Arnaldo Jabor. Porém, ela não pôde participar da cerimônia de entrega do prêmio pois estava gravando o remake da novela “Selva de pedra”, em que era a protagonista.
Em 2001, fez sua última participação em novelas. Depois de “As filhas da mãe”, ela percebeu que não queria mais seguir no formato e comentou que “não nasceu para ser uma donzela em perigo”. E seus trabalhos seguintes provaram isso.
Hoje, aos 59 anos, ela segue os passos de sua mãe com a indicação de Melhor Atriz no Oscar por seu papel em “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles. E, por ironia do destino, Salles também foi o diretor de “A central do Brasil”, longa que resultou na indicação de Fernanda Montenegro.
Relembre personagens marcantes de Fernanda Torres no cinema e TV
Vani - “Os normais” (2001 – 2003)
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Na série, Vani e Rui (Luiz Fernando Guimarães) são um casal de noivos que vivem um relacionamento caótico e hilário enquanto tentam levar uma vida “normal”. As crises cômicas do relacionamento em conjunto com o humor ácido, sinceridade extrema e impulsividade de Vani tornaram a série um marco geracional.
Frase icônica: "Rui, você não está entendendo! Isso aqui não é um simples mal-entendido… é um desastre!"
Fátima - “Tapas & Beijos” (2011 – 2015)
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Fátima é uma mulher determinada, divertida e de temperamento forte que não tem paciência para romantismos exagerados e que tem uma vida amorosa nada romântica. O irônico é que ela trabalha como vendedora de vestidos de noiva na loja Djalma Noivas, em Copacabana, junto com sua melhor amiga Sueli (Andréa Beltrão).
Seu jeito sincero, sua personalidade impulsiva e sua amizade inseparável com Sueli garantem momentos hilários e emocionantes ao longo da série.
Frase icônica: "Sueli, amiga, a gente vende casamento todo dia, mas quem disse que sabe como é que faz?"
Marina - "Saneamento Básico" (2007)
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Marina vive em uma pequena comunidade no interior do Rio Grande do Sul e, junto de seu marido Joaquim (Wagner Moura), se mobiliza para conseguir a construção de uma fossa para o tratamento de esgoto na vila.
Porém, ela descobre que a prefeitura não libera verbas para obras de saneamento, somente para a produção de filmes. Então tem a ideia inusitada de produzir um filme fictício sobre um monstro no esgoto, apenas para conseguir o dinheiro necessário.
Frase icônica: "A gente não quer fazer um filme, a gente quer fazer uma fossa!"
Eunice Paiva - “Ainda Estou Aqui” (2024)
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Eunice Paiva é uma mulher forte e resiliente, inspirada na ativista real que enfrentou a repressão da ditadura militar brasileira. Dona de casa e mãe dedicada, Eunice precisa assumir a criação de seus cinco filhos sozinha quando seu marido, o advogado Luiz Eduardo Merlino (Selton Mello), desaparece após ser preso pelo regime.
A partir desse momento, ela se transforma em uma voz ativa na luta por justiça, enfrentando ameaças e a censura enquanto busca respostas sobre o paradeiro do marido. Sua trajetória é marcada pela dor, mas também pela coragem de desafiar um sistema opressor.
Frase icônica: "O silêncio deles não vai nos calar."