
Vai cruzar as fronteiras do Brasil em 2026? É hora de conferir qual documento não pode faltar na mala.
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passou a ser o documento oficial exigido para embarques internacionais nos casos em que o passaporte não é obrigatório, como em países do Mercosul. Na prática, o modelo antigo do RG deixa de valer para esse tipo de viagem.
A mudança faz parte do processo de unificação da identificação civil no Brasil, previsto no Decreto nº 10.977/2022. A proposta é transformar o CPF no número único nacional, aumentando a segurança, reduzindo fraudes e modernizando o sistema de dados do país.
O que muda para quem ainda tem o RG antigo?
Calma: dentro do Brasil, o RG tradicional continua válido até 2032.
Isso significa que ele pode ser usado normalmente para:
- viagens nacionais;
- identificação em órgãos públicos e privados;
- atos civis em geral.
A única exigência é que o documento esteja em bom estado de conservação, com foto e dados legíveis que permitam a identificação clara do titular.
Atenção: versão digital não vale para embarque
Embora a CIN tenha versão digital integrada ao aplicativo Gov.br, ela não substitui o documento físico em processos de imigração.
Para viagens internacionais, inclusive para países que aceitam identidade no lugar do passaporte, é obrigatório apresentar a versão física da nova carteira.
Como solicitar a CIN gratuitamente
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita. O processo começa pela plataforma Gov.br (com conta nível prata ou ouro), onde é possível iniciar a solicitação e acompanhar o protocolo.
Depois, é necessário comparecer ao posto de atendimento, quando agendado, para coleta de biometria, validação de dados e foto.
Ao final, o cidadão passa a contar com um documento com padrão internacional de segurança, que facilita a mobilidade e unifica a identificação civil no país.
Para quem pretende viajar ao exterior nos próximos meses, a recomendação é simples: não deixe para a última hora. A transição para a nova identidade já está em curso e garantir a emissão da CIN com antecedência pode evitar transtornos no aeroporto e começar a viagem com o pé direito.

