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Milagre? Entenda o que fez a jaqueta de Dinho, do Mamonas Assassinas, permanecer intacta depois de 30 anos

Peça enterrada com o vocalista foi encontrada quase intacta durante exumação para construção de memorial da banda; e a explicação está na ciência.

06/03/2026 - 19h01min

Reprodução/G1
Peça enterrada com o Dinho, do Mamonas Assassinas, foi encontrada quase intacta durante exumação

Se você rolou o feed das redes sociais nos últimos dias, provavelmente se deparou com fotos da jaqueta que foi enterrada com Dinho, vocalista do Mamonas Assassinas. A imagem da peça, praticamente preservada após três décadas, despertou curiosidade, surpresa e até teorias sobre o que teria permitido que ela resistisse tanto tempo.

Em 1996, uma notícia parou o Brasil: um acidente aéreo interrompeu tragicamente a vida dos cinco integrantes da banda, Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec. No auge do sucesso, o grupo havia conquistado o país com seu humor irreverente e músicas que rapidamente viraram fenômeno popular.

Na época do enterro, os integrantes foram sepultados com objetos de valor sentimental. Agora, cerca de 30 anos depois, a exumação realizada para a construção do memorial em homenagem à banda revelou um detalhe inesperado: a jaqueta azul que acompanhava Dinho foi encontrada praticamente intacta. 

A única mudança perceptível foi na cor, a peça perdeu parte da pigmentação original e hoje apresenta um tom rosado.

Seria um milagre? Na verdade, a explicação é bem mais científica: o material da jaqueta é nylon, uma fibra sintética derivada do petróleo que pode levar mais de 200 anos para se decompor completamente.

O que é nylon?

O nylon é uma fibra sintética produzida a partir de derivados do petróleo. Diferentemente de tecidos naturais, como algodão ou lã, que são biodegradáveis e tendem a se decompor com mais rapidez, o nylon pertence à família dos plásticos. Por isso, trata-se de um material extremamente resistente e estável, capaz de permanecer preservado por muitos anos, mesmo quando armazenado em condições consideradas adversas.

No caso da jaqueta, o cenário era ainda mais favorável para a conservação. Como estava enterrada, sem exposição direta à luz solar e em um ambiente relativamente isolado, a peça acabou protegida de alguns dos principais fatores que aceleram a degradação de tecidos e materiais sintéticos, como radiação ultravioleta, variações climáticas e contato constante com o ar.

Ou seja, apesar da aparência impressionante, a preservação da jaqueta não tem nada de sobrenatural. O que parece um mistério nas redes sociais é, na verdade, resultado das características do próprio material e das condições em que a peça permaneceu ao longo de três décadas, um detalhe curioso que acabou reacendendo a memória de uma das bandas mais marcantes da música brasileira.


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