
Para começarmos a falar sobre Lollapalooza, precisamos esquecer aquele molde de festival que era movido por geradores a diesel. Até porque este já é o segundo ano consecutivo que o Lolla é carbono neutro.
Aí tu vai me perguntar: “Lari, mas como eles conseguem compensar todo o carbono?”. Isso acontece porque a energia que alimenta o Autódromo de Interlagos faz parte de uma engenharia de descarbonização liderada pela Comerc Energia. Uma empresa que promove a transição energética e possui o Selo Ouro GHG Protocol — que é tipo aquele selo azul de verificado do Instagram, só que pra certificar a transparência climática.
Quando um festival está atrelado a esse selo, significa que o inventário de emissões dele é auditado por gente de fora (auditores independentes). O que garante segurança total de que todas as fontes de emissão — o que queima de combustível, a energia que compra e até as emissões da sua cadeia de fornecedores — foram verificadas por completo.
Para onde vai esse dinheiro da compensação?
O Lollapalooza se mostra preocupado em investir em projetos que têm o que a gente chama de Selo Diamond do Global Carbon Council - que é tipo o Oscar da sustentabilidade. E pra um projeto ganhar ele, não basta só gerar energia limpa e não poluir. Ele tem que provar que está mudando a vida das pessoas de verdade.
É o caso do Complexo Solar Bon Nome, lá em Pernambuco, que é de onde vem a maior parte da compensação do festival. Esse projeto é importante porque, além de gerar energia limpa para o país, ele foca em investimento real em educação (ODS 4) e igualdade de gênero (ODS 5).
- Fato histórico: O Complexo Bon Nome foi o primeiro do Brasil, e o quarto no mundo, a conseguir nota máxima em responsabilidade social. É o rastro do Lolla virando impacto positivo no mundo real.
Agora, o Lolla Brasil tem logística reversa
Se a descarbonização da energia é invisível para o público, a gestão de resíduos é o rastro mais nítido de um festival. Nesta edição do Lolla Brasil a operação de Lixo Zero foca em não gerar resíduos na fonte e garantir que nada que possa ser reaproveitado pare num aterro sanitário. E para ter essa garantia, eles contam com um sistema de logística reversa, em parceria com o Rock & Recycle.
Esta iniciativa, que incentiva os fãs a coletarem materiais recicláveis em troca de benefícios (brindes do Lolla ou créditos para a próxima edição), nós já conhecemos desde 2022. Então, o que muda? O foco saiu de fazer apenas a coleta e entrou na logística reversa de ciclo fechado. Que é quando o plástico é coletado, reciclado e volta para a fábrica de reciclagem avançada. Eles conseguem "desmontar" o plástico no nível molecular e montar de novo, criando um material idêntico ao novo. - Sim, idêntico mesmo.
O que acontece quando a fome (no festival) acaba?
No Chef’s Stage, 100% dos resíduos orgânicos gerados na praça de alimentação são segregados na origem. Aquela sobra de comida não vai para o lixo comum gerar gás metano, é encaminhada para a compostagem, onde vira adubo orgânico de alta qualidade ou biogás. - Eu acho incrível, porque é literalmente devolver os nutrientes para a terra em vez de apenas descartar.
E agora, com os portões abertos, a operação para neutralizar as 12,6 mil toneladas de CO2, que é a meta deste ano, já tá rolando. Assim como, o Rock & Recycle já registra as primeiras movimentações. A gente, consegue perceber que dá pra curtir um festival sem deixar um rastro de lixo. - Isso também serve pra tua consciência, viu gata?

