Seguro de Celular: A matemática exata de quando compensa contratar (e quando é dinheiro jogado fora) | Atlântida
logo atlântida

AO VIVO

Descomplica

Faça os cálculos

Seguro de Celular: A matemática exata de quando compensa contratar (e quando é dinheiro jogado fora)

Entenda como funciona a relação entre coberturas, custos de franquia e o valor real do seu aparelho para decidir se a proteção vale o investimento

06/02/2026 - 13h26min

Reprodução/Pexels
Entenda se vale a pena contratar um seguro para o seu celular.

Atualmente, o celular deixou de ser um simples telefone para se tornar o centro da vida financeira, profissional e social das pessoas. Com aparelhos que chegam a custar o preço de um veículo, o medo de sofrer um prejuízo repentino faz do seguro uma opção cada vez mais comum.

Entretanto, nem sempre o valor pago mensalmente se traduz em uma vantagem real no momento de um incidente. Diversos fatores, como as letras miúdas dos contratos e as taxas extras, podem tornar a contratação menos atraente do que parece à primeira vista.

A seguir, nós mostramos os fatores que ajudam a entender se essa escolha faz sentido para a sua realidade.

O que a apólice realmente protege

As coberturas básicas geralmente focam em roubo, que envolve ameaça ou violência, e furto qualificado, onde há vestígios de arrombamento. Algumas seguradoras oferecem planos extras para danos acidentais, como telas quebradas ou imersão em líquidos, o que pode ser útil para perfis mais descuidados.

Por outro lado, é crucial estar atento às exclusões comuns, como a perda ou o extravio por esquecimento, que raramente são cobertos. O furto simples (quando o aparelho desaparece sem que a vítima perceba) também costuma estar fora da maioria dos planos básicos e intermediários.

A conta que se precisa fazer

Para saber se o seguro vale a pena, é preciso considerar o custo total do sinistro (ocorrência de um evento previsto na apólice que gera prejuízo, como roubo ou dano), que soma o valor das parcelas anuais à franquia obrigatória. A franquia é uma coparticipação paga pelo segurado no momento do uso, custando normalmente entre 20% e 30% do valor de um aparelho novo.

Nesse cenário, ao analisar um dispositivo de ponta como o iPhone 16 Pro Max, nota-se que, com um seguro que pode chegar a R$ 128 mensais (aproximadamente R$ 1.536 por ano) para cobertura completa e uma franquia que costuma orbitar os 25% do valor do bem, o desembolso total em caso de sinistro ultrapassaria os R$ 4.000.

Embora pareça um valor alto, ele ainda representa menos da metade do preço de mercado de um aparelho novo deste porte. Assim, a matemática do seguro revela que, para itens de luxo, a apólice funciona como um amortecedor de impacto financeiro, transformando uma perda catastrófica de mais de R$ 10.000 em um custo planejado e gerenciável dentro do orçamento anual.

Perfis de risco e alternativas financeiras

A contratação é altamente recomendada para quem possui aparelhos top de linha, onde o custo de reposição é proibitivo, ou para moradores de grandes centros com altos índices de criminalidade. Já para quem utiliza modelos antigos ou de baixo valor, o custo somado do seguro e da franquia pode se aproximar do preço de um aparelho novo, tornando o serviço desvantajoso.

Vale considerar também alternativas como os programas de proteção das próprias fabricantes ou a criação de uma reserva de emergência específica. Se o usuário for disciplinado e guardar o valor do seguro mensalmente, terá o dinheiro em mãos caso precise de um reparo ou de uma troca futura.

O impacto além do hardware

Além da perda material, o roubo de um celular expõe o cidadão a riscos digitais severos, como o acesso a contas bancárias e dados sensíveis. É importante lembrar que o seguro de celular foca na reposição do hardware, mas não costuma cobrir perdas financeiras decorrentes de fraudes ou transferências indevidas.

Por isso, a gestão de riscos deve ser física e digital, incluindo o uso de senhas fortes, biometria e bloqueio remoto. O seguro deve ser visto como uma camada de tranquilidade financeira, mas não substitui a necessidade de prevenção constante e cuidado com os dados.



MAIS SOBRE