
A história do Sepultura começou em 1984, em Belo Horizonte, quando os irmãos Max e Igor Cavalera formaram a banda que se tornaria um dos principais nomes do metal brasileiro. Ao longo das décadas seguintes, o grupo passou pelo death metal, thrash metal, groove metal e incorporou elementos da música brasileira e de diferentes culturas à sua sonoridade.
O nome "Sepultura" foi inspirado na música "Dancing Your Grave", do Motörhead. A primeira formação contou com os irmãos Cavalera e Paulo Xisto, além de Jairo Guedz. Após mudanças nos primeiros anos, Andreas Kisser entrou para a banda em 1987, formação que ajudou a estabelecer uma nova fase na trajetória do grupo.
O projeto começou no circuito underground de Belo Horizonte e rapidamente ganhou espaço fora de Minas Gerais. Com Morbid Visions e Schizophrenia, o Sepultura desenvolveu uma identidade mais definida e chamou a atenção internacional. A contratação pela Roadrunner Records, ainda nos anos 1980, abriu caminho para a projeção mundial da banda.
O início da banda

O álbum de estreia, Morbid Visions, chegou ao público em 1986 e apresentou uma sonoridade fortemente influenciada pelo death e pelo black metal. O disco foi lançado pela Cogumelo Records e ajudou a estabelecer o Sepultura dentro da cena extrema brasileira. "Troops of Doom" se tornou uma das primeiras músicas de destaque da banda.
A partir de Schizophrenia, lançado em 1987, o Sepultura passou a apresentar uma evolução significativa em composição, técnica e produção. A chegada de Andreas Kisser à guitarra ampliou as possibilidades musicais do grupo, enquanto músicas como "Escape to the Void", "Inquisition Symphony" e "Troops of Doom" ajudaram a chamar a atenção de gravadoras internacionais.
Ao longo dos anos seguintes, a banda ampliou sua presença internacional e passou a incorporar novas influências ao metal extremo. Beneath the Remains, de 1989, e Arise, de 1991, consolidaram o Sepultura como um dos principais nomes do thrash metal internacional.
O reconhecimento
A consolidação internacional veio acompanhada de reconhecimento dentro da própria cena do metal. Beneath the Remains foi o primeiro álbum lançado pelo Sepultura após a assinatura com a Roadrunner Records e representou um importante salto na carreira do grupo. O disco levou a banda a um público internacional maior e marcou sua transição para uma produção mais sofisticada.
Com Arise, o Sepultura ampliou ainda mais sua presença no exterior. O álbum combinou a velocidade característica do thrash metal com elementos mais técnicos e progressivos, consolidando músicas como "Arise", "Dead Embryonic Cells", "Desperate Cry" e "Under Siege (Regnum Irae)" no repertório do grupo.
A evolução continuou em Chaos A.D., lançado em 1993. O disco trouxe uma abordagem mais pesada e cadenciada e abriu espaço para elementos que seriam aprofundados em Roots. "Refuse/Resist", "Territory", "Slave New World" e "Propaganda" estão entre as faixas que definiram essa fase.
Em 1996, Roots levou ainda mais longe a mistura entre metal e elementos da música brasileira. O álbum se tornou o trabalho mais vendido da carreira do Sepultura e incorporou percussões, ritmos brasileiros e a participação de músicos como Carlinhos Brown. A experiência ajudou a transformar o grupo em uma referência internacional do metal brasileiro.
A saídas dos irmãos Cavalera
No fim de 1996, após a turnê de Roots, Max Cavalera deixou o Sepultura. A saída marcou uma das maiores mudanças na história da banda e abriu uma nova etapa para o grupo.
Andreas Kisser, Paulo Jr. e Igor Cavalera decidiram continuar as atividades e, em 1997, o norte-americano Derrick Green assumiu os vocais. A nova formação estreou em estúdio com Against, lançado em 1998.
O álbum apresentou uma sonoridade diferente dos trabalhos anteriores e marcou o início de uma nova fase. Mas a banda ainda passaria por novas mudanças.
Igor Cavalera deixou o grupo em 2006, sendo posteriormente substituído por Jean Dolabella. Eloy Casagrande assumiu a bateria em 2011 e permaneceu até 2024, quando deixou a banda para seguir outro projeto. Greyson Nekrutman entrou em seu lugar durante a turnê de despedida.
A nova fase
A chegada de Derrick Green abriu uma das fases mais longas da história do Sepultura. Desde Against, o grupo lançou trabalhos que mantiveram a identidade do metal da banda ao mesmo tempo em que exploraram novas possibilidades sonoras.
Álbuns como Nation, Roorback, Dante XXI, A-Lex, Kairos e The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart mostraram diferentes abordagens para a música do grupo. A banda também continuou incorporando referências sociais, políticas e culturais às letras.
A despedida
Em dezembro de 2023, o Sepultura anunciou que encerraria suas atividades após uma última turnê mundial. Intitulada Celebrating Life Through Death, a excursão foi planejada para celebrar os 40 anos da banda e marcar sua despedida dos palcos.
Pouco antes do início da turnê, Eloy Casagrande deixou o grupo para assumir a bateria da Avenged Sevenfold. Greyson Nekrutman assumiu a bateria e passou a integrar a formação ao lado de Derrick Green, Andreas Kisser e Paulo Xisto.
A turnê de despedida também levou o Sepultura novamente a diferentes cidades brasileiras. Em 2024, a segunda etapa da passagem pelo país incluiu apresentações em Fortaleza, Belém, Campinas, Brasília, João Pessoa, Santo André, Santos, Campo Grande, Santa Bárbara D'Oeste, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo.
O grupo anunciou a intenção de registrar 40 músicas ao vivo em 40 cidades diferentes durante a turnê, transformando o encerramento da carreira em um projeto que também preservaria parte da história construída nos palcos.
O Sepultura se despediu do Rock in Rio 2026, neste sábado (5) com uma apresentação que celebrou a trajetória de Derrick Green na banda. O turnê de despedida da banda termina em novembro.
A seguir, confira a discografia do Sepultura, dos primeiros registros de Belo Horizonte ao último álbum de estúdio lançado pela banda.
Discografia do Sepultura: álbuns de estúdio
Morbid Visions (1986)
- Lançamento: 1986
- Principais hits: "Morbid Visions", "Troops of Doom", "Mayhem" e "Crucifixion".
O álbum de estreia do Sepultura apresentou as primeiras características do som que transformaria a banda em uma referência do metal extremo brasileiro. Gravado ainda durante a fase inicial do grupo, Morbid Visions combinava influências de death e black metal com uma produção típica do underground dos anos 1980.
"Troops of Doom" se destacou como uma das primeiras músicas do grupo a conquistar atenção dentro e fora do Brasil. O sucesso da faixa contribuiu para que a banda buscasse novos caminhos profissionais e posteriormente se transferisse para São Paulo.
Tracklist de Morbid Visions:
- "Morbid Visions"
- "May Hem"
- "Troops of Doom"
- "War"
- "Crucifixion"
- "Show Me the Wrath"
- "Funeral Rites"
- "Empire of the Damned"
- "The Curse"
- "Bestial Devastation"
- "Antichrist"
- "Necromancer"
- "Warriors Of Death"
- "Necromancer (Demo Version)"
- "Anticorp (Live)"
Schizophrenia (1987)
- Lançamento: 1987
- Principais hits: "Escape to the Void", "Inquisition Symphony", "Troops of Doom" e "From the Past Comes the Storms".
Schizophrenia marcou uma evolução significativa do Sepultura. Com Andreas Kisser na guitarra, o grupo ampliou a complexidade das composições e começou a desenvolver uma sonoridade mais próxima do thrash metal.
O álbum também chamou a atenção da Roadrunner Records, que posteriormente assinou contrato com o grupo e lançou o trabalho internacionalmente.
Tracklist de Schizophrenia:
- "Intro"
- "From the Past Comes the Storms"
- "To the Wall"
- "Escape to the Void"
- "Inquisition Symphony"
- "Screams Behind the Shadows"
- "Septic Schizo"
- "The Abyss"
- "R.I.P. (Rest in Pain)"
- "Troops of Doom"
- "The Past Reborns The Storms (Demo Version)"
- "To The Wall (Rough Mix)" - Bônus Track
Beneath the Remains (1989)
- Lançamento: 1989
- Principais hits: "Beneath the Remains", "Inner Self", "Stronger Than Hate" e "Mass Hypnosis".
Beneath the Remains foi o primeiro álbum do Sepultura lançado pela Roadrunner Records e representou um salto importante na carreira internacional do grupo. A produção de Scott Burns ajudou a dar maior definição ao som da banda.
Tracklist de Beneath the Remains:
- "Beneath the Remains"
- "Inner Self"
- "Stronger Than Hate"
- "Mass Hypnosis"
- "Sarcastic Existence"
- "Slaves of Pain"
- "Lobotomy"
- "Hungry"
- "Primitive Future"
- "A Hora E A Vez do Cabelo Crescer"
- "Inner Self" [Drum Tracks]
- "Mass Hypnosis" [Drum Tracks]
Arise (1991)
- Lançamento: 1991
- Principais hits: "Arise", "Dead Embryonic Cells", "Desperate Cry" e "Under Siege (Regnum Irae)".
Arise consolidou o Sepultura entre os grandes nomes do thrash metal internacional. O álbum combinou velocidade, peso e maior elaboração nas composições, ampliando a dimensão da banda fora do Brasil.
Tracklist de Arise:
- "Arise"
- "Dead Embryonic Cells"
- "Desperate Cry"
- "Murder"
- "Subtraction"
- "Altered State"
- "Under Siege (Regnum Irae)"
- "Meaningless Movements"
- "Infected Voice"
- "Orgasmatron"
- Intro
- "C.i.u. (criminals In Uniform)" - Faixa bônus
- "Desperate Cry (Scott Burns mix)" - Faixa bônus
Chaos A.D. (1993)
Lançamento: 1993
Principais hits: "Refuse/Resist", "Territory", "Slave New World", "Propaganda" e "Biotech Is Godzilla".
Chaos A.D. representou uma mudança importante na sonoridade do Sepultura. O grupo reduziu parte da velocidade característica dos primeiros trabalhos e apostou em riffs mais cadenciados, grooves e elementos experimentais.
O álbum também aprofundou o interesse da banda por questões sociais e políticas, característica que permaneceria presente nos trabalhos seguintes.
Tracklist de Chaos A.D.:
- "Refuse/Resist"
- "Territory"
- "Slave New World"
- "Amen"
- "Kaiowas"
- "Propaganda"
- "Biotech Is Godzilla"
- "Nomad"
- "We Who Are Not as Others"
- "Manifest"
- "The Hunt"
- "Clenched Fist"
- "Chaos B.C."
- "Territory (Live)"
- "Amen/Inner Self (Live)"
- "Polícia"
Roots (1996)
- Lançamento: 1996
- Principais hits: "Roots Bloody Roots", "Attitude", "Ratamahatta" e "Roots".
Roots levou a experimentação do Sepultura a outro nível. O álbum incorporou percussões e elementos da música brasileira à estrutura pesada da banda, criando uma das combinações mais reconhecíveis da carreira do grupo.
Tracklist de Roots:
- "Roots Bloody Roots"
- "Attitude"
- "Cut-Throat"
- "Ratamahatta"
- "Breed Apart"
- "Straighthate"
- "Spit"
- "Lookaway"
- "Dusted"
- "Born Stubborn"
- "Jasco"
- "It'sári"
- "Ambush"
- "Endangered Species"
- "Dictatorshit"
Against (1998)
- Lançamento: 1998
- Principais hits: "Against", "Choke", "Tribus" e "Boycott".
Against inaugurou uma nova fase para o Sepultura após a saída de Max Cavalera. Com Derrick Green nos vocais, o álbum apresentou uma formação renovada e manteve a banda em atividade apesar da mudança.
Tracklist de Against:
- "Against"
- "Choke"
- "Rumors"
- "Old Earth"
- "Floaters in Mud"
- "Boycott"
- "Tribus"
- "Common"
- "F.O.E."
- "Reza"
- "Unconscious"
- "Kamaitachi"
- "Drowned Out"
- "Hatred Aside"
- "T3rcermillennium"
- "Gene Machine/Don’t Bother Me"
- "Prenuncio"
Nation (2001)
- Lançamento: 2001
- Principais hits: "Sepulnation", "One Man Army" e "The Ways of Faith".
Em Nation, o Sepultura aprofundou a abordagem política e social presente em seus trabalhos anteriores. O álbum manteve a formação com Derrick Green nos vocais e explorou uma combinação de groove metal, thrash e elementos experimentais.
O trabalho reforçou a continuidade da banda depois das mudanças ocorridas no fim dos anos 1990.
Tracklist de Nation:
- "Sepulnation"
- "Revolt"
- "Border Wars"
- "One Man Army"
- "Vox Populi"
- "The Ways of Faith"
- "Uma Cura"
- "Who Must Die?"
- "Saga"
- "Tribe to a Nation"
- "Politricks"
- "Human Case"
- "Reject"
- "Water"
- "Valtio"
- "Bela Lugosi’s Dead" - Bônus
- "Annihilation" - Bônus
- "Rise Above" - Bônus
- "Revolt (Demo)" - Bônus
Roorback (2003)
- Lançamento: 2003
- Principais hits: "Come Back Alive", "Godless", "Apes of God" e "Mind War".
Roorback marcou uma nova tentativa do Sepultura de aproximar sua sonoridade das raízes mais agressivas. Produzido por Steve Evetts, o disco apresentou faixas mais diretas e pesadas.
O período também ficou marcado por Revolusongs, projeto de versões lançado em 2002/2003, que transformou músicas de outros artistas em interpretações características do Sepultura. O material incluiu versões de U2, Devo e Public Enemy.
Tracklist de Roorback:
- "Come Back Alive"
- "Godless"
- "Apes of God"
- "More of the Same"
- "Urge"
- "Corrupted"
- "As It Is"
- "Mind War"
- "Leech"
- "The Rift"
- "Bottomed Out"
- "Activist"
- "Outro"
Dante XXI (2006)
- Lançamento: 2006
- Principais hits: "Convicted in Life", "Ostia", "Dark Wood of Error" e "Still Flame".
Dante XXI foi inspirado na Divina Comédia, de Dante Alighieri, e utilizou elementos da obra literária como base conceitual. O álbum manteve a abordagem pesada da banda e aprofundou a presença de elementos atmosféricos e experimentais.
O disco também marcou uma fase de mudanças na formação, com Jean Dolabella assumindo a bateria após a saída de Igor Cavalera.
Tracklist de Dante XXI:
- "Lost (Intro)"
- "Dark Wood of Error"
- "Convicted in Life"
- "City of Dis"
- "False"
- "Fighting on"
- "Limboi (Intro)"
- "Ostia"
- "Buried Words"
- "Nuclear Seven"
- "Repeating the Horror"
- "Eunoé (Intro)"
- "Crown and Miter"
- "Primium Mobile (Intro)"
- "Still Flame"
A-Lex (2009)
- Lançamento: 2009
- Principais hits: "A-Lex I", "We’ve Lost You", "The Treatment" e "The Experiment".
A-Lex foi inspirado no romance Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, e continuou a tradição do Sepultura de utilizar obras literárias e conceitos externos como ponto de partida para seus discos.
O álbum também marcou a estreia de Jean Dolabella nas gravações de estúdio com a banda.
Tracklist de A-Lex:
- "A-Lex I"
- "Moloko Mesto"
- "Filthy Rot"
- "We’ve Lost You"
- "What I Do"
- "A-Lex II"
- "The Treatment"
- "Metamorphosis"
- "Sadistic Values"
- "Forceful Behavior"
- "Conform"
- "A-Lex III"
- "The Experiment"
- "Strike"
- "Enough Said"
- "Ludwig Van"
- "A-Lex IV"
- "Paradox"
Kairos (2011)
- Lançamento: 2011
- Principais hits: "Kairos", "Relentless", "Mask" e "Born Strong".
Em Kairos, o Sepultura voltou a trabalhar com uma abordagem conceitual. O título faz referência à ideia grega de um momento específico ou oportuno, enquanto as letras exploram temas relacionados à passagem do tempo e às experiências humanas.
O álbum foi produzido por Roy Z e gravado nos Estúdios Trama, em São Paulo, segundo os registros oficiais da banda.
Tracklist de Kairos:
- "Spectrum"
- "Kairos"
- "Relentless"
- "2011"
- "Just One Fix"
- "Dialog"
- "Mask"
- "1433"
- "Seethe"
- "Born Strong"
- "Embrace the Storm"
- "5772"
- "No One Will Stand"
- "Structure Violence (Azzes)"
- "4648"
- "Firestarter" - Bônus
- "Point of No Return" - Bônus
The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013)
- Lançamento: 2013
- Principais hits: "The Vatican", "Manipulation of Tragedy", "The Bliss of Ignorants" e "The Age of the Atheist".
O álbum foi inspirado no filme Metropolis, de Fritz Lang, e apresentou uma sonoridade mais pesada e agressiva. A produção ficou a cargo de Ross Robinson, conhecido por trabalhos com nomes importantes do metal e do rock alternativo.
O disco também marcou a estreia de Eloy Casagrande em um álbum de estúdio do Sepultura.
Tracklist de The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart:
- "Trauma of War"
- "The Vatican"
- "Impending Doom"
- "Manipulation of Tragedy"
- "Tsunami"
- "The Bliss of Ignorants"
- "Grief"
- "The Age of the Atheist"
- "Obsessed"
- "Da Lama ao Caos"
Machine Messiah (2017)
- Lançamento: 2017
- Principais hits: "Machine Messiah", "I Am the Enemy", "Phantom Self" e "Resistant Parasites".
Machine Messiah apresentou uma combinação entre o peso tradicional do Sepultura e elementos progressivos e melódicos. O álbum foi produzido por Jens Bogren e gravado no Fascination Street Studios, na Suécia.
Tracklist de Machine Messiah:
- "Machine Messiah"
- "I Am the Enemy"
- "Phantom Self"
- "Alethea"
- "Iceberg Dances"
- "Sworn Oath"
- "Resistant Parasites"
- "Silent Violence"
- "Vandals Nest"
- "Cyber God"
Quadra (2020)
- Lançamento: 2020
- Principais hits: "Isolation", "Last Time", "Guardians of Earth" e "Quadra".
Quadra é o último álbum de estúdio lançado pelo Sepultura. Produzido por Jens Bogren, o disco foi gravado entre o Brasil e a Suécia e reúne diferentes elementos desenvolvidos pela banda ao longo de sua carreira.
O título faz referência à ideia de um sistema ou conjunto de regras que determina a vida de cada indivíduo. Musicalmente, o álbum combina thrash metal, groove, elementos progressivos e referências à identidade brasileira.
Tracklist de Quadra:
- "Isolation"
- "Means To An End"
- "Last Time"
- "Capital Enslavement"
- "Ali"
- "Raging Void"
- "Guardians Of Earth"
- "The Pentagram"
- "Autem"
- "Quadra"
- "Agony Of Defeat"
- "Fear; Pain; Chaos; Suffering"
Além dos álbuns de estúdio
A discografia do Sepultura também reúne EPs, registros ao vivo, coletâneas e projetos especiais que complementam a trajetória da banda.
- Bestial Devastation (EP, 1985)
- Third World Posse (EP, 1992)
- Refuse/Resist (EP, 1995)
- Natural Born Blasters (EP, 1996)
- B-Sides (compilado, 1997)
- Blood Rooted (compilado, 1997)
- Tribus (EP, 1999)
- Revolusongs (EP, 2002)
- Under a Pale Grey Sky (Ao vivo, 2002)
- Live In São Paulo (Ao vivo, 2006)
A importância do Sepultura
Mais de quatro décadas após sua formação em Belo Horizonte, o Sepultura se consolidou como uma das bandas brasileiras de maior impacto internacional. O grupo passou pelo death metal, thrash metal e groove metal e incorporou elementos brasileiros à música pesada, ajudando a colocar o metal produzido no país no mapa mundial.
A trajetória também foi marcada por mudanças profundas de formação, diferentes fases criativas e uma constante busca por novas sonoridades.
Em 2023, o Sepultura anunciou sua despedida dos palcos e iniciou, em 2024, a turnê Celebrating Life Through Death, planejada para celebrar os 40 anos da banda antes do encerramento de suas atividades.
O legado, porém, permanece registrado em uma discografia que ajudou a transformar o Sepultura em um dos nomes mais reconhecidos do metal mundial e em um dos principais representantes da música brasileira no gênero.

