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Sepultura: uma viagem pela história e pelos discos da banda

Da formação em Belo Horizonte à consolidação como uma das bandas brasileiras mais importantes da história do metal, relembre a trajetória do Sepultura e confira a discografia completa do grupo.

05/09/2026 - 18h26min

Reprodução/Divulgação
História e discografia do Sepultura.

A história do Sepultura começou em 1984, em Belo Horizonte, quando os irmãos Max e Igor Cavalera formaram a banda que se tornaria um dos principais nomes do metal brasileiro. Ao longo das décadas seguintes, o grupo passou pelo death metal, thrash metal, groove metal e incorporou elementos da música brasileira e de diferentes culturas à sua sonoridade.

O nome "Sepultura" foi inspirado na música "Dancing Your Grave", do Motörhead. A primeira formação contou com os irmãos Cavalera e Paulo Xisto, além de Jairo Guedz. Após mudanças nos primeiros anos, Andreas Kisser entrou para a banda em 1987, formação que ajudou a estabelecer uma nova fase na trajetória do grupo.

O projeto começou no circuito underground de Belo Horizonte e rapidamente ganhou espaço fora de Minas Gerais. Com Morbid Visions e Schizophrenia, o Sepultura desenvolveu uma identidade mais definida e chamou a atenção internacional. A contratação pela Roadrunner Records, ainda nos anos 1980, abriu caminho para a projeção mundial da banda.

O início da banda

Reprodução/Internet
Sepultura durante formação de 1996, com Andreas, Igor Cavalera, Max Cavalera, Jairo Guedes e Paulo Jr..

O álbum de estreia, Morbid Visions, chegou ao público em 1986 e apresentou uma sonoridade fortemente influenciada pelo death e pelo black metal. O disco foi lançado pela Cogumelo Records e ajudou a estabelecer o Sepultura dentro da cena extrema brasileira. "Troops of Doom" se tornou uma das primeiras músicas de destaque da banda.

A partir de Schizophrenia, lançado em 1987, o Sepultura passou a apresentar uma evolução significativa em composição, técnica e produção. A chegada de Andreas Kisser à guitarra ampliou as possibilidades musicais do grupo, enquanto músicas como "Escape to the Void", "Inquisition Symphony" e "Troops of Doom" ajudaram a chamar a atenção de gravadoras internacionais.

Ao longo dos anos seguintes, a banda ampliou sua presença internacional e passou a incorporar novas influências ao metal extremo. Beneath the Remains, de 1989, e Arise, de 1991, consolidaram o Sepultura como um dos principais nomes do thrash metal internacional.

O reconhecimento

A consolidação internacional veio acompanhada de reconhecimento dentro da própria cena do metal. Beneath the Remains foi o primeiro álbum lançado pelo Sepultura após a assinatura com a Roadrunner Records e representou um importante salto na carreira do grupo. O disco levou a banda a um público internacional maior e marcou sua transição para uma produção mais sofisticada.

Com Arise, o Sepultura ampliou ainda mais sua presença no exterior. O álbum combinou a velocidade característica do thrash metal com elementos mais técnicos e progressivos, consolidando músicas como "Arise", "Dead Embryonic Cells", "Desperate Cry" e "Under Siege (Regnum Irae)" no repertório do grupo.

A evolução continuou em Chaos A.D., lançado em 1993. O disco trouxe uma abordagem mais pesada e cadenciada e abriu espaço para elementos que seriam aprofundados em Roots. "Refuse/Resist", "Territory", "Slave New World" e "Propaganda" estão entre as faixas que definiram essa fase.

Em 1996, Roots levou ainda mais longe a mistura entre metal e elementos da música brasileira. O álbum se tornou o trabalho mais vendido da carreira do Sepultura e incorporou percussões, ritmos brasileiros e a participação de músicos como Carlinhos Brown. A experiência ajudou a transformar o grupo em uma referência internacional do metal brasileiro.

A saídas dos irmãos Cavalera

No fim de 1996, após a turnê de Roots, Max Cavalera deixou o Sepultura. A saída marcou uma das maiores mudanças na história da banda e abriu uma nova etapa para o grupo.

Andreas Kisser, Paulo Jr. e Igor Cavalera decidiram continuar as atividades e, em 1997, o norte-americano Derrick Green assumiu os vocais. A nova formação estreou em estúdio com Against, lançado em 1998.

O álbum apresentou uma sonoridade diferente dos trabalhos anteriores e marcou o início de uma nova fase. Mas a banda ainda passaria por novas mudanças. 

Igor Cavalera deixou o grupo em 2006, sendo posteriormente substituído por Jean Dolabella. Eloy Casagrande assumiu a bateria em 2011 e permaneceu até 2024, quando deixou a banda para seguir outro projeto. Greyson Nekrutman entrou em seu lugar durante a turnê de despedida.

A nova fase

A chegada de Derrick Green abriu uma das fases mais longas da história do Sepultura. Desde Against, o grupo lançou trabalhos que mantiveram a identidade do metal da banda ao mesmo tempo em que exploraram novas possibilidades sonoras.

Álbuns como Nation, Roorback, Dante XXI, A-Lex, Kairos e The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart mostraram diferentes abordagens para a música do grupo. A banda também continuou incorporando referências sociais, políticas e culturais às letras.

A despedida

Em dezembro de 2023, o Sepultura anunciou que encerraria suas atividades após uma última turnê mundial. Intitulada Celebrating Life Through Death, a excursão foi planejada para celebrar os 40 anos da banda e marcar sua despedida dos palcos.

Pouco antes do início da turnê, Eloy Casagrande deixou o grupo para assumir a bateria da Avenged Sevenfold. Greyson Nekrutman assumiu a bateria e passou a integrar a formação ao lado de Derrick Green, Andreas Kisser e Paulo Xisto.

A turnê de despedida também levou o Sepultura novamente a diferentes cidades brasileiras. Em 2024, a segunda etapa da passagem pelo país incluiu apresentações em Fortaleza, Belém, Campinas, Brasília, João Pessoa, Santo André, Santos, Campo Grande, Santa Bárbara D'Oeste, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo.

O grupo anunciou a intenção de registrar 40 músicas ao vivo em 40 cidades diferentes durante a turnê, transformando o encerramento da carreira em um projeto que também preservaria parte da história construída nos palcos.

O Sepultura se despediu do Rock in Rio 2026, neste sábado (5) com uma apresentação que celebrou a trajetória de Derrick Green na banda. O turnê de despedida da banda termina em novembro.

A seguir, confira a discografia do Sepultura, dos primeiros registros de Belo Horizonte ao último álbum de estúdio lançado pela banda.

Discografia do Sepultura: álbuns de estúdio

Morbid Visions (1986)

  • Lançamento: 1986
  • Principais hits: "Morbid Visions", "Troops of Doom", "Mayhem" e "Crucifixion".

O álbum de estreia do Sepultura apresentou as primeiras características do som que transformaria a banda em uma referência do metal extremo brasileiro. Gravado ainda durante a fase inicial do grupo, Morbid Visions combinava influências de death e black metal com uma produção típica do underground dos anos 1980.

"Troops of Doom" se destacou como uma das primeiras músicas do grupo a conquistar atenção dentro e fora do Brasil. O sucesso da faixa contribuiu para que a banda buscasse novos caminhos profissionais e posteriormente se transferisse para São Paulo.

Tracklist de Morbid Visions:

  1. "Morbid Visions"
  2. "May Hem"
  3. "Troops of Doom"
  4. "War"
  5. "Crucifixion"
  6. "Show Me the Wrath"
  7. "Funeral Rites"
  8. "Empire of the Damned"
  9. "The Curse"
  10. "Bestial Devastation"
  11. "Antichrist"
  12. "Necromancer"
  13. "Warriors Of Death"
  14. "Necromancer (Demo Version)"
  15. "Anticorp (Live)"

Schizophrenia (1987)

  • Lançamento: 1987
  • Principais hits: "Escape to the Void", "Inquisition Symphony", "Troops of Doom" e "From the Past Comes the Storms".

Schizophrenia marcou uma evolução significativa do Sepultura. Com Andreas Kisser na guitarra, o grupo ampliou a complexidade das composições e começou a desenvolver uma sonoridade mais próxima do thrash metal.

O álbum também chamou a atenção da Roadrunner Records, que posteriormente assinou contrato com o grupo e lançou o trabalho internacionalmente.

Tracklist de Schizophrenia:

  1. "Intro"
  2. "From the Past Comes the Storms"
  3. "To the Wall"
  4. "Escape to the Void"
  5. "Inquisition Symphony"
  6. "Screams Behind the Shadows"
  7. "Septic Schizo"
  8. "The Abyss"
  9. "R.I.P. (Rest in Pain)"
  10. "Troops of Doom"
  11. "The Past Reborns The Storms (Demo Version)"
  12. "To The Wall (Rough Mix)" - Bônus Track

Beneath the Remains (1989)

  • Lançamento: 1989
  • Principais hits: "Beneath the Remains", "Inner Self", "Stronger Than Hate" e "Mass Hypnosis".

Beneath the Remains foi o primeiro álbum do Sepultura lançado pela Roadrunner Records e representou um salto importante na carreira internacional do grupo. A produção de Scott Burns ajudou a dar maior definição ao som da banda.

Tracklist de Beneath the Remains:

  1. "Beneath the Remains"
  2. "Inner Self"
  3. "Stronger Than Hate"
  4. "Mass Hypnosis"
  5. "Sarcastic Existence"
  6. "Slaves of Pain"
  7. "Lobotomy"
  8. "Hungry"
  9. "Primitive Future"
  10. "A Hora E A Vez do Cabelo Crescer"
  11. "Inner Self" [Drum Tracks]
  12. "Mass Hypnosis" [Drum Tracks]

Arise (1991)

  • Lançamento: 1991
  • Principais hits: "Arise", "Dead Embryonic Cells", "Desperate Cry" e "Under Siege (Regnum Irae)".

Arise consolidou o Sepultura entre os grandes nomes do thrash metal internacional. O álbum combinou velocidade, peso e maior elaboração nas composições, ampliando a dimensão da banda fora do Brasil.

Tracklist de Arise:

  1. "Arise"
  2. "Dead Embryonic Cells"
  3. "Desperate Cry"
  4. "Murder"
  5. "Subtraction"
  6. "Altered State"
  7. "Under Siege (Regnum Irae)"
  8. "Meaningless Movements"
  9. "Infected Voice"
  10. "Orgasmatron"
  11. Intro
  12. "C.i.u. (criminals In Uniform)" - Faixa bônus
  13. "Desperate Cry (Scott Burns mix)" - Faixa bônus

Chaos A.D. (1993)

Lançamento: 1993

Principais hits: "Refuse/Resist", "Territory", "Slave New World", "Propaganda" e "Biotech Is Godzilla".

Chaos A.D. representou uma mudança importante na sonoridade do Sepultura. O grupo reduziu parte da velocidade característica dos primeiros trabalhos e apostou em riffs mais cadenciados, grooves e elementos experimentais.

O álbum também aprofundou o interesse da banda por questões sociais e políticas, característica que permaneceria presente nos trabalhos seguintes.

Tracklist de Chaos A.D.:

  1. "Refuse/Resist"
  2. "Territory"
  3. "Slave New World"
  4. "Amen"
  5. "Kaiowas"
  6. "Propaganda"
  7. "Biotech Is Godzilla"
  8. "Nomad"
  9. "We Who Are Not as Others"
  10. "Manifest"
  11. "The Hunt"
  12. "Clenched Fist"
  13. "Chaos B.C."
  14. "Territory (Live)"
  15. "Amen/Inner Self (Live)"
  16. "Polícia"

Roots (1996)

  • Lançamento: 1996
  • Principais hits: "Roots Bloody Roots", "Attitude", "Ratamahatta" e "Roots".

Roots levou a experimentação do Sepultura a outro nível. O álbum incorporou percussões e elementos da música brasileira à estrutura pesada da banda, criando uma das combinações mais reconhecíveis da carreira do grupo.

Tracklist de Roots:

  1. "Roots Bloody Roots"
  2. "Attitude"
  3. "Cut-Throat"
  4. "Ratamahatta"
  5. "Breed Apart"
  6. "Straighthate"
  7. "Spit"
  8. "Lookaway"
  9. "Dusted"
  10. "Born Stubborn"
  11. "Jasco"
  12. "It'sári"
  13. "Ambush"
  14. "Endangered Species"
  15. "Dictatorshit"

Against (1998)

  • Lançamento: 1998
  • Principais hits: "Against", "Choke", "Tribus" e "Boycott".

Against inaugurou uma nova fase para o Sepultura após a saída de Max Cavalera. Com Derrick Green nos vocais, o álbum apresentou uma formação renovada e manteve a banda em atividade apesar da mudança.


Tracklist de Against:

  1. "Against"
  2. "Choke"
  3. "Rumors"
  4. "Old Earth"
  5. "Floaters in Mud"
  6. "Boycott"
  7. "Tribus"
  8. "Common"
  9. "F.O.E."
  10. "Reza"
  11. "Unconscious"
  12. "Kamaitachi"
  13. "Drowned Out"
  14. "Hatred Aside"
  15. "T3rcermillennium"
  16. "Gene Machine/Don’t Bother Me"
  17. "Prenuncio"

Nation (2001)

  • Lançamento: 2001
  • Principais hits: "Sepulnation", "One Man Army" e "The Ways of Faith".

Em Nation, o Sepultura aprofundou a abordagem política e social presente em seus trabalhos anteriores. O álbum manteve a formação com Derrick Green nos vocais e explorou uma combinação de groove metal, thrash e elementos experimentais.

O trabalho reforçou a continuidade da banda depois das mudanças ocorridas no fim dos anos 1990.

Tracklist de Nation:

  1. "Sepulnation"
  2. "Revolt"
  3. "Border Wars"
  4. "One Man Army"
  5. "Vox Populi"
  6. "The Ways of Faith"
  7. "Uma Cura"
  8. "Who Must Die?"
  9. "Saga"
  10. "Tribe to a Nation"
  11. "Politricks"
  12. "Human Case"
  13. "Reject"
  14. "Water"
  15. "Valtio"
  16. "Bela Lugosi’s Dead" - Bônus
  17. "Annihilation" - Bônus
  18. "Rise Above" - Bônus
  19. "Revolt (Demo)" - Bônus

Roorback (2003)

  • Lançamento: 2003
  • Principais hits: "Come Back Alive", "Godless", "Apes of God" e "Mind War".

Roorback marcou uma nova tentativa do Sepultura de aproximar sua sonoridade das raízes mais agressivas. Produzido por Steve Evetts, o disco apresentou faixas mais diretas e pesadas.

O período também ficou marcado por Revolusongs, projeto de versões lançado em 2002/2003, que transformou músicas de outros artistas em interpretações características do Sepultura. O material incluiu versões de U2, Devo e Public Enemy.

Tracklist de Roorback:

  1. "Come Back Alive"
  2. "Godless"
  3. "Apes of God"
  4. "More of the Same"
  5. "Urge"
  6. "Corrupted"
  7. "As It Is"
  8. "Mind War"
  9. "Leech"
  10. "The Rift"
  11. "Bottomed Out"
  12. "Activist"
  13. "Outro"

Dante XXI (2006)

  • Lançamento: 2006
  • Principais hits: "Convicted in Life", "Ostia", "Dark Wood of Error" e "Still Flame".

Dante XXI foi inspirado na Divina Comédia, de Dante Alighieri, e utilizou elementos da obra literária como base conceitual. O álbum manteve a abordagem pesada da banda e aprofundou a presença de elementos atmosféricos e experimentais.

O disco também marcou uma fase de mudanças na formação, com Jean Dolabella assumindo a bateria após a saída de Igor Cavalera.

Tracklist de Dante XXI:

  1. "Lost (Intro)"
  2. "Dark Wood of Error"
  3. "Convicted in Life"
  4. "City of Dis"
  5. "False"
  6. "Fighting on"
  7. "Limboi (Intro)"
  8. "Ostia"
  9. "Buried Words"
  10. "Nuclear Seven"
  11. "Repeating the Horror"
  12. "Eunoé (Intro)"
  13. "Crown and Miter"
  14. "Primium Mobile (Intro)"
  15. "Still Flame"

A-Lex (2009)

  • Lançamento: 2009
  • Principais hits: "A-Lex I", "We’ve Lost You", "The Treatment" e "The Experiment".

A-Lex foi inspirado no romance Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, e continuou a tradição do Sepultura de utilizar obras literárias e conceitos externos como ponto de partida para seus discos.

O álbum também marcou a estreia de Jean Dolabella nas gravações de estúdio com a banda.

Tracklist de A-Lex:

  1. "A-Lex I"
  2. "Moloko Mesto"
  3. "Filthy Rot"
  4. "We’ve Lost You"
  5. "What I Do"
  6. "A-Lex II"
  7. "The Treatment"
  8. "Metamorphosis"
  9. "Sadistic Values"
  10. "Forceful Behavior"
  11. "Conform"
  12. "A-Lex III"
  13. "The Experiment"
  14. "Strike"
  15. "Enough Said"
  16. "Ludwig Van"
  17. "A-Lex IV"
  18. "Paradox"

Kairos (2011)

  • Lançamento: 2011
  • Principais hits: "Kairos", "Relentless", "Mask" e "Born Strong".

Em Kairos, o Sepultura voltou a trabalhar com uma abordagem conceitual. O título faz referência à ideia grega de um momento específico ou oportuno, enquanto as letras exploram temas relacionados à passagem do tempo e às experiências humanas.

O álbum foi produzido por Roy Z e gravado nos Estúdios Trama, em São Paulo, segundo os registros oficiais da banda.

Tracklist de Kairos:

  1. "Spectrum"
  2. "Kairos"
  3. "Relentless"
  4. "2011"
  5. "Just One Fix"
  6. "Dialog"
  7. "Mask"
  8. "1433"
  9. "Seethe"
  10. "Born Strong"
  11. "Embrace the Storm"
  12. "5772"
  13. "No One Will Stand"
  14. "Structure Violence (Azzes)"
  15. "4648"
  16. "Firestarter" - Bônus
  17. "Point of No Return" - Bônus

The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013)

  • Lançamento: 2013
  • Principais hits: "The Vatican", "Manipulation of Tragedy", "The Bliss of Ignorants" e "The Age of the Atheist".

O álbum foi inspirado no filme Metropolis, de Fritz Lang, e apresentou uma sonoridade mais pesada e agressiva. A produção ficou a cargo de Ross Robinson, conhecido por trabalhos com nomes importantes do metal e do rock alternativo.

O disco também marcou a estreia de Eloy Casagrande em um álbum de estúdio do Sepultura.

Tracklist de The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart:

  1. "Trauma of War"
  2. "The Vatican"
  3. "Impending Doom"
  4. "Manipulation of Tragedy"
  5. "Tsunami"
  6. "The Bliss of Ignorants"
  7. "Grief"
  8. "The Age of the Atheist"
  9. "Obsessed"
  10. "Da Lama ao Caos"

Machine Messiah (2017)

  • Lançamento: 2017
  • Principais hits: "Machine Messiah", "I Am the Enemy", "Phantom Self" e "Resistant Parasites".

Machine Messiah apresentou uma combinação entre o peso tradicional do Sepultura e elementos progressivos e melódicos. O álbum foi produzido por Jens Bogren e gravado no Fascination Street Studios, na Suécia.

Tracklist de Machine Messiah:

  1. "Machine Messiah"
  2. "I Am the Enemy"
  3. "Phantom Self"
  4. "Alethea"
  5. "Iceberg Dances"
  6. "Sworn Oath"
  7. "Resistant Parasites"
  8. "Silent Violence"
  9. "Vandals Nest"
  10. "Cyber God"

Quadra (2020)

  • Lançamento: 2020
  • Principais hits: "Isolation", "Last Time", "Guardians of Earth" e "Quadra".

Quadra é o último álbum de estúdio lançado pelo Sepultura. Produzido por Jens Bogren, o disco foi gravado entre o Brasil e a Suécia e reúne diferentes elementos desenvolvidos pela banda ao longo de sua carreira.

O título faz referência à ideia de um sistema ou conjunto de regras que determina a vida de cada indivíduo. Musicalmente, o álbum combina thrash metal, groove, elementos progressivos e referências à identidade brasileira.

Tracklist de Quadra:

  1. "Isolation"
  2. "Means To An End"
  3. "Last Time"
  4. "Capital Enslavement"
  5. "Ali"
  6. "Raging Void"
  7. "Guardians Of Earth"
  8. "The Pentagram"
  9. "Autem"
  10. "Quadra"
  11. "Agony Of Defeat"
  12. "Fear; Pain; Chaos; Suffering"

Além dos álbuns de estúdio

A discografia do Sepultura também reúne EPs, registros ao vivo, coletâneas e projetos especiais que complementam a trajetória da banda.

  • Bestial Devastation (EP, 1985)
  • Third World Posse (EP, 1992)
  • Refuse/Resist (EP, 1995)
  • Natural Born Blasters (EP, 1996)
  • B-Sides (compilado, 1997)
  • Blood Rooted (compilado, 1997)
  • Tribus (EP, 1999)
  • Revolusongs (EP, 2002)
  • Under a Pale Grey Sky (Ao vivo, 2002)
  • Live In São Paulo (Ao vivo, 2006)

A importância do Sepultura

Mais de quatro décadas após sua formação em Belo Horizonte, o Sepultura se consolidou como uma das bandas brasileiras de maior impacto internacional. O grupo passou pelo death metal, thrash metal e groove metal e incorporou elementos brasileiros à música pesada, ajudando a colocar o metal produzido no país no mapa mundial.

A trajetória também foi marcada por mudanças profundas de formação, diferentes fases criativas e uma constante busca por novas sonoridades.

Em 2023, o Sepultura anunciou sua despedida dos palcos e iniciou, em 2024, a turnê Celebrating Life Through Death, planejada para celebrar os 40 anos da banda antes do encerramento de suas atividades.

O legado, porém, permanece registrado em uma discografia que ajudou a transformar o Sepultura em um dos nomes mais reconhecidos do metal mundial e em um dos principais representantes da música brasileira no gênero.



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