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Pitchfork dá nota 5,3 para “Arirang”, novo álbum do BTS, e provoca reação de fãs; entenda o caso

Disco marca o retorno do grupo após quatro anos de hiato, mas recebeu críticas duras da tradicional revista musical.

25/03/2026 - 18h31min

Reprodução
Álbum Arirang, do BTS, recebeu nota 5,3 da revista Pitchfork e provocou debate entre fãs de k-pop.

O novo álbum do BTS, intitulado Arirang, causou comoção entre os fãs de k-pop após receber uma nota 5,3 da revista Pitchfork, em uma avaliação publicada na terça-feira (24). A pontuação, em uma escala que vai até 10, ficou abaixo das expectativas de parte do público e gerou indignação entre admiradores do grupo nas redes sociais.

O disco marca o primeiro trabalho do BTS em quatro anos, período em que os integrantes se afastaram das atividades coletivas para cumprir o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul.

As críticas da Pitchfork ao álbum

Na análise publicada pela revista, o veículo afirma que o disco não corresponde ao peso do retorno do grupo. Segundo o texto, Arirang apresenta composições que soam pouco inspiradas.

Há muita expectativa em torno do primeiro álbum do sensacional grupo de K-pop em quatro anos, mas suas músicas genéricas soam vazias e carecem do vigor e da energia dos melhores trabalhos da banda.

PITCHFORK

A crítica também interpreta o álbum dentro de um contexto cultural mais amplo, sugerindo que parte do projeto dialoga com a busca por reconhecimento global.

Considerando tudo isso, a música pop genérica de Arirang representa, de certa forma, uma faceta da cultura coreana em geral: o desejo por validação ocidental e domínio global.

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As músicas que se destacam no disco

Apesar das críticas, a publicação destaca algumas faixas específicas do álbum. Entre elas está “Hooligan”, citada como um dos poucos momentos realmente marcantes do projeto.

De acordo com a Pitchfork, a música chama atenção pelo arranjo de cordas amplo e fragmentado, que contrasta com efeitos sonoros que lembram espadas se chocando.

Já a faixa “Body to Body”, que abre o álbum, é apontada como a música que melhor explora os temas ligados à identidade cultural coreana. A crítica destaca o momento em que a canção incorpora uma interpretação da tradicional música folclórica “Arirang”, considerada uma das mais conhecidas do país.

A curiosa escolha de “N° 29”

Outro ponto mencionado na análise é a faixa “N° 29”, apontada como a melhor do álbum. Mesmo assim, a escolha vem acompanhada de uma observação curiosa: segundo a Pitchfork, a música apresenta mais de 98 segundos de silêncio em sua duração.

Para a revista, esse recurso acaba reforçando a sensação de que o álbum possui apenas “pequenos ornamentos deslumbrantes”, mas carece de consistência ao longo das faixas.

A conclusão da crítica

No trecho final da análise, a Pitchfork apresenta uma avaliação bastante dura sobre o projeto, sugerindo que o álbum não sustenta o peso das expectativas criadas em torno do retorno do grupo.

Para um álbum tão vazio, brandir ‘Arirang’ como um estandarte de triunfo faz com que qualquer orgulho pareça vazio — uma aceitação do ‘bom o suficiente’ como identidade nacional. [...] Com tanto peso sobre seus ombros e tanto dinheiro a ganhar, o BTS só poderia desmoronar sob a pressão. Arirang é o som do seu colapso.

PITCHFORK

Mesmo com a recepção dividida da crítica especializada, Arirang continua sendo um dos lançamentos mais comentados do ano no universo do k-pop, principalmente por marcar o retorno do BTS após anos de pausa. 

A reação intensa dos fãs nas redes sociais mostra que, independentemente da nota da Pitchfork, o impacto cultural do grupo permanece forte no cenário global.


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