
O novo álbum do BTS, intitulado Arirang, causou comoção entre os fãs de k-pop após receber uma nota 5,3 da revista Pitchfork, em uma avaliação publicada na terça-feira (24). A pontuação, em uma escala que vai até 10, ficou abaixo das expectativas de parte do público e gerou indignação entre admiradores do grupo nas redes sociais.
O disco marca o primeiro trabalho do BTS em quatro anos, período em que os integrantes se afastaram das atividades coletivas para cumprir o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul.
As críticas da Pitchfork ao álbum
Na análise publicada pela revista, o veículo afirma que o disco não corresponde ao peso do retorno do grupo. Segundo o texto, Arirang apresenta composições que soam pouco inspiradas.
Há muita expectativa em torno do primeiro álbum do sensacional grupo de K-pop em quatro anos, mas suas músicas genéricas soam vazias e carecem do vigor e da energia dos melhores trabalhos da banda.
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A crítica também interpreta o álbum dentro de um contexto cultural mais amplo, sugerindo que parte do projeto dialoga com a busca por reconhecimento global.
Considerando tudo isso, a música pop genérica de Arirang representa, de certa forma, uma faceta da cultura coreana em geral: o desejo por validação ocidental e domínio global.
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As músicas que se destacam no disco
Apesar das críticas, a publicação destaca algumas faixas específicas do álbum. Entre elas está “Hooligan”, citada como um dos poucos momentos realmente marcantes do projeto.
De acordo com a Pitchfork, a música chama atenção pelo arranjo de cordas amplo e fragmentado, que contrasta com efeitos sonoros que lembram espadas se chocando.
Já a faixa “Body to Body”, que abre o álbum, é apontada como a música que melhor explora os temas ligados à identidade cultural coreana. A crítica destaca o momento em que a canção incorpora uma interpretação da tradicional música folclórica “Arirang”, considerada uma das mais conhecidas do país.
A curiosa escolha de “N° 29”
Outro ponto mencionado na análise é a faixa “N° 29”, apontada como a melhor do álbum. Mesmo assim, a escolha vem acompanhada de uma observação curiosa: segundo a Pitchfork, a música apresenta mais de 98 segundos de silêncio em sua duração.
Para a revista, esse recurso acaba reforçando a sensação de que o álbum possui apenas “pequenos ornamentos deslumbrantes”, mas carece de consistência ao longo das faixas.
A conclusão da crítica
No trecho final da análise, a Pitchfork apresenta uma avaliação bastante dura sobre o projeto, sugerindo que o álbum não sustenta o peso das expectativas criadas em torno do retorno do grupo.
Para um álbum tão vazio, brandir ‘Arirang’ como um estandarte de triunfo faz com que qualquer orgulho pareça vazio — uma aceitação do ‘bom o suficiente’ como identidade nacional. [...] Com tanto peso sobre seus ombros e tanto dinheiro a ganhar, o BTS só poderia desmoronar sob a pressão. Arirang é o som do seu colapso.
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Mesmo com a recepção dividida da crítica especializada, Arirang continua sendo um dos lançamentos mais comentados do ano no universo do k-pop, principalmente por marcar o retorno do BTS após anos de pausa.
A reação intensa dos fãs nas redes sociais mostra que, independentemente da nota da Pitchfork, o impacto cultural do grupo permanece forte no cenário global.

