Rashid volta às origens do hip-hop em Cumulonimbus: “Não é boom bap versus trap, é sobre cultura”
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Rashid volta às origens do hip-hop em Cumulonimbus: “Não é boom bap versus trap, é sobre cultura”

Na batalha do Rashid, a intuição entrou no ringue. o Rap brasileiro é o prêmio.

10/09/2026 - 12h45min

Atualizada em: 10/09/2026 - 17h10min

A batalha de rima é um dos pilares do hip-hop no Brasil. Não há número oficial, mas basta citar nomes que despontaram nesse cenário para entender sua força. Um deles é o de Rashid. Foi na Batalha de Santa Cruz, em São Paulo, que Michel Dias Costa deu os primeiros passos. Aos 37 anos, com duas décadas de carreira, ele lança Cumulonimbus, sexto álbum de estúdio, para questionar os rumos da cena atual diante dos valores e da essência do hip-hop.

Reprodução/Spotify

Para o rapper, nunca houve um modelo tão padronizado de artista como hoje: do tipo de foto ao relacionamento, do sorriso ao carro, elementos que ultrapassam a obra e viram mercadoria. As músicas, por sua vez, encurtaram para introduções mínimas e duração entre 1m50 e 2m10. É nesse contexto que Rashid resgata narrativas longas:

No disco eu trago histórias que grandes músicas do rap brasileiro são histórias e tem ficado cada vez mais difícil contar histórias com músicas ficando mais curtas. [...] E eu discordo de tudo isso, porque aí a gente está perdendo a dimensão mais preciosa, aí falando estritamente da música rap, que é a arte, a liberdade e o senso de contracultura, que foi o que nos trouxe até onde estamos agora.

RASHID

Rapper

O resultado? Uma cena homogênea, onde músicas e atitudes se confundem. Artistas se tornam intercambiáveis com a mesma opinião, roupas, posturas e comportamentos. O senso de contracultura cede espaço a um lifestyle esvaziado, movido apenas por engajamento.

Por que as coisas são como são? Por que o rap é como é? Por que as batidas são assim? Por que as gírias são assim? Por que as correntes que se usam são assim?

RASHID

Rapper

A intenção não é criticar, apesar de parecer, mas provocar reflexões sobre o que o gênero ensinou em 20 anos de trajetória e como seu trabalho pode ensinar quem chega agora.

Eu estou tentando oferecer tudo aquilo que o rap sempre me ofereceu fora desse escopo do que é ideal para as pessoas. E deixando que elas mesmas falem: ‘Pô, estava sentindo falta disso aqui’. Porque não é contra ninguém. Não é boom bap versus trap. Não é velho rapper contra novo rapper. Não. É apenas: quem é comprometido com a cultura, eu quero falar com você. Eu quero me comunicar com você que está interessado em fazer isso acontecer — independente do dia que você entrou no rap, independente do gênero de rap que você faz, da ramificação de rap que você gosta. Eu quero me comunicar com você que está interessado em fazer isso aqui e adiante, entendeu?

RASHID

Rapper

Em entrevista à Rádio Atlântida, Rashid contou bastidores sobre as músicas e como foi o processo de construção desse projeto de resgate tão importante para sua vida pessoal e profissional.

Renato Nascimento/Divulgação
Rashid lança o álbum 'Cumulonimbus' com 15 faixas.

A Capa: intuição, chevette e tempestade própria 

A capa de Cumulonimbus veio antes do disco existir. Rashid recebeu a foto do amigo fotógrafo Marco Gomes, do Gama (DF), há cerca de um ano e meio. Ela mostra um homem num Chevette, fazendo fumaça com o carro na periferia. Quando terminou o álbum, pediu mais de 60 fotos de amigos fotógrafos com temas como “nimbus”, “tempestade”, “densidade” e “caos”. No fim, voltou para a primeira.

Divulgação/Marcelo Gomes
Capa do álbum 'Cumulonimbus', de Rashid

Essa capa veio parar no meu disco porque passei a escutar mais a minha intuição… Essa foto tanto tem a ver quanto foge do óbvio, porque é um cara num Chevette, que não tem coisa mais Brasil do que isso, fazendo a própria fumaça dele. Tem até um texto no disco onde falo sobre isso: quantas vezes nós somos nós mesmos a criarmos nossas próprias tempestades. A pessoa tá criando sua própria nuvem ao mesmo tempo que tenta sair dela, e todo mundo em volta tá filmando, assistindo, enquanto você dá suas piruetas pra se livrar dos seus problemas.

RASHID

Rapper

O design final ficou com Marcelo Lima, diretor de arte, que criou a tipografia do nome “Rashid” e “Cúmulo Nimbus” sobre a imagem.

Participações: uma convocação de Rashid

Cumulonimbus traz 15 faixas e participações estratégicas: Emicida, Projota, Luedji Luna, Kamau, Rael, Paula Lima, MC Neguinho do Kaxeta, Jota Ghetto, Slim Rimografia, Flávia K e Pai David Dias.

Nunca parto do lugar de "preciso fazer uma música com a Liniker". Sempre entendo o que a música está pedindo, em que lugar do disco ela vai entrar. Às vezes o disco precisa dessa nuance: minha voz sai um pouco pra outra pessoa entrar, e isso vira um respiro pra quem tá ouvindo. Mas no Cumulonimbus, além disso, tinha um outro crivo: a mensagem do disco, muito explícita, sobre a cultura de rua, sobre um olhar pra chama inicial do hip-hop.

Cada nome foi escolhido como símbolo cultural, não por cálculo de mercado e engajamento. Rashid partiu da pergunta: “O que a música pede?

Eu precisava de pessoas que me ajudassem a transmitir essa mensagem com propriedade. As parcerias do Cumulonimbus são muito baseadas nessa intimidade com a cultura, e na maioria dos casos, intimidade com a minha própria caminhada. As pessoas que talvez mais fugiram do óbvio foram o Neguinho do Kaxeta e a Luedji, só que a Luedji está dentro de um lugar de cultura preta, de música preta do Brasil, o que é muito menos discutível e mais próximo do que as pessoas já veem da minha movimentação musical. Já o Kaxeta é um símbolo cultural das ruas do Brasil, de São Paulo, da Baixada Santista ele é uma bandeira também, e me ajuda a contar essa história pra pessoas que talvez não olhassem pro que eu estivesse fazendo normalmente. Dentro dessa intimidade com a minha caminhada, acabei trazendo muitos amigos mesmo. mas era sobre essa veracidade.

RASHID

Rapper

Referências: o lado racional com Emicida

Seguindo na linha de referências, o disco sampleia Racionais MC’s em “Defensores da Arte do Gueto” (com Slim Rimografia) e outras faixas, num caminho de redescoberta do rap. O diálogo com Emicida também aparece como uma chave importante para entender o momento atual de Rashid. Os dois, que atravessaram fases próximas na carreira, parecem retomar uma relação mais direta com a composição, a força da rima e a identidade do rap. Ao comentar a proximidade entre  e Cumulonimbus e Racional - Mesmas Cores, Mesmos Valores, álbum de Emicida lançado em novembro de 2025, Rashid afirma que não foi exatamente influenciado pelo álbum do amigo, mas pelas conversas que cercaram sua criação:

O álbum não, mas todas as conversas em volta do álbum dele sim. Conversas de opiniões que joguei na mesa junto com as dele, das nossas esposas que trabalham com a gente, da equipe toda, todo mundo preocupado e sentindo falta de determinada coisa dentro da música rap: um olhar voltado pra composição, pra escola, pra riqueza da rima”. Segundo o rapper, os dois perceberam depois que estavam trabalhando “o mesmo direcionamento em diferentes camadas

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Rashid resume esse movimento como uma tentativa de recuperar a riqueza e a complexidade do gênero: “A gente veio conversar depois que meu disco saiu […] estamos trabalhando em diferentes camadas pra me comunicar com o coletivo e provocar essa reflexão: rapaziada, será que estamos rimando tudo que podíamos rimar? Ou será que essa coisa do esforço mínimo está tomando conta da forma como a gente faz arte: a ideia de que fazer música rápido é legal, de que parecer fácil é legal? Fazer parecer fácil é uma coisa que vem com muitos anos de estudo.”

Ouro, mirra e incenso: três magos

O controle do ego é uma marca do álbum e uma das características do Rashid mais conhecida pelo público. Na faixa “Ouro, Mirra e Incenso”, com Emicida e Projota, ele dispara:

Reprodução/Spotify

Eu acho que essa imolação do ego faz parte do sacrifício, do entendimento de que o Rashid é uma causa, não é uma carreira só. Então assim, é um sacrifício, é um esforço constante, novamente consciente. Então a consciência está sendo muito voltada aqui.

RASHID

Rapper

Aliás, essa faixa “Ouro, Mirra e Incenso” funciona como um ponto de reencontro simbólico entre Rashid, Emicida e Projota: são os  “três magos” do rap brasileiro voltando a dividir o mesmo verso, depois de da música “A Mesma Praça”, presente em Emicida Racional. Para Rashid, esse reencontro não é apenas nostálgico, mas reenergizante: é o tipo de encontro que reafirma a força da composição, da rima trabalhada e da identidade do gênero. Ele descreve essas conversas e parcerias como parte de um movimento coletivo para resgatar a densidade do rap:

A gente foi indo pra um lugar onde parecia que talvez tivesse que se afastar da raiz pra transparecer grandeza: ‘agora cresci porque estou fazendo músicas palacianas’ e não é isso. A preocupação agora é fazer o grande disco, o grande espetáculo rap, e a pessoa sair falando: ‘uma das coisas mais rap que eu vi na minha vida foi isso aqui’ de fato preocupado com a dimensão do que o rap, mostrar toda essa riqueza

RASHID

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Segundo o rapper, esse direcionamento aparece tanto em Cumulonimbus quanto em Racional, álbum de Emicida que também traz a faixa com Projota: “Algumas coisas a gente nem chegou a conversar diretamente antes,  veio depois que o meu álbum saiu, e a gente percebeu que estava trabalhando o mesmo direcionamento em diferentes camadas”.

Para Rashid, a energia desse reencontro alimenta uma reflexão sobre o estado atual do rap: “Estamos trabalhando em diferentes camadas pra me comunicar com o coletivo e provocar essa reflexão: rapaziada, será que estamos rimando tudo que podíamos rimar? Ou será que essa coisa do esforço mínimo está tomando conta da forma como a gente faz arte? a ideia de que fazer música rápido é legal, de que parecer fácil é legal? Fazer parecer fácil é uma coisa que vem com muitos anos de estudo”.

Referências: o disco também é sobre isso

Em “Olha Bem”, Rashid usa um sample de Gonzaguinha. Foi uma coincidência, mas virou conexão. O cantor escreveu a letra sem saber da origem do sample, e só depois descobriu que as histórias das duas músicas conversavam.

Essa música é um absurdo, porque a história da minha música parece conversar com a do Gonzaguinha tendo eu escrito a minha sem saber de onde vinha aquele sample. Recebi esse instrumental do Tayob J, produtor de Portugal, um grande amigo. Me apaixonei pela batida ela tem um certo sarcasmo, e eu fiquei pensando o que falar ali. Pensei: poderia contar uma história, mas com um pequeno sarcasmo, um leve humor, ao mesmo tempo com peso. Escrevi e fui embora. Quando a gente começou a trabalhar pro disco, tinha um sample com uma voz que parecia do Gonzaguinha. Fomos atrás, o produtor confirmou qual era a música, e fomos atrás da liberação, porque a coisa do sample é muito importante pra cultura do hip-hop. Quanto mais a gente entende que é possível ampliar e liberar isso, mais existe um caminho onde todas as partes são beneficiadas, a família da obra original também, e a obra do Gonzaguinha é relembrada, a memória passada adiante. O sample não é uma coisa obscura e errada como muita gente pensa: ele eterniza artistas, porque as músicas vão ganhando novas camadas, e quem escuta o Rashid hoje pode se apaixonar pela obra do Gonzaguinha, um dos pilares da composição no Brasil. Só depois fui entender a relação entre a minha música que trata sobre um final e ‘Olha Bem’, que está atrelada ao começo, que é essa faixa do Gonzaguinha. Em geral eu debruço, esmiúço as ideias dos meus discos como se fossem uma tese, mas de vez em quando acontecem coisas que tinham que acontecer, e esse é um desses casos.

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Legado e paternidade

Essa consciência dita por Rashid em diversos momentos do álbum tem ligação com sua proximidade da literatura. Ele cita Krenak e Da Vinci, além de citar mitologia grega e egípcia com frequência, mesmo sem perceber. Parece intrínseco.

A mitologia egípcia tem uma curiosidade natural, meu próprio nome, Rashid, já vem de uma pesquisa que esbarra muito no norte da África. E o nome do meu filho é Cairo (capital do Egito). Já tem uma curiosidade natural, um desejo talvez de fato uma coisa ancestral. Uns dois anos depois que meu filho nasceu, descobri que no Delta do Nilo, na parte de cima, tem uma cidade chamada Rashid. O Nilo corre do Cairo pro Rashid. Os europeus depois rebatizaram essa cidade como Roseta, por existir um artefato chamado Pedra de Roseta, mas os egípcios seguem chamando essa cidade de Rashid.

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Em faixas como O que dizem os números fica claro qual mundo ele quer deixar pro filho:

É muito louco porque isso conversa com a música ‘Cairo’, que fiz pro meu filho e por mais que pareçam universos diferentes, essas músicas se conversam. Na época eu falei muito sobre a evasão paterna, o abandono dos pais, quantas lacunas isso deixa pra quantas gerações da família. Falo numa das músicas do disco que são algo em torno de 5 milhões de registros gerais sem o nome do pai no Brasil. É um ciclo desafiador no Brasil ainda. Ontem mesmo eu estava conversando com um parceiro sobre uma música do meu primeiro disco, que fala da separação dos meus pais e falei que esse não é um tema muito tratado no rap, porque a gente já tem esse problema dos pais ausentes, não tem nem espaço pra falar de separações na maioria das vezes. Coloco esse diálogo por essa lógica: o desafio de quebrar esse ciclo é uma coisa que precisa ser consciente, um esforço consciente. Deixar a vida te levar, ela leva mesmo, pra qualquer lugar, é uma maré. Você precisa agir conscientemente pra determinadas coisas, principalmente a presença na vida dos seus filhos. Não é sem querer, é consciente, é proposital: porque tudo é cansativo, demanda atenção e energia. E quebrar esse ciclo também é uma forma de reconhecimento ao esforço das mulheres das nossas vidas.

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Rashid foi criado por mulheres

Esse também foi um assunto abordado por Rashid em Cumulonimbus. Em “Criado por Mulheres”, o cantor homenageia mulheres fundamentais em sua trajetória, sejam elas da família (avó, mãe, sogra, esposa Dani Rodrigues), sejam elas da família artística, suas referências do rap (Negra Li, Dina Di, Nega Gizza, Cris SNJ). Ele também destaca as desigualdades enfrentadas pelas mulheres na cena, como disparidade de cachês e cobrança social.

A entrega delas é ainda maior. Se eu sair da minha casa agora, do jeito que eu estou aqui, para fazer um show, é perfeitamente aceitável para as pessoas. As meninas não podem fazer isso; vão ser julgadas. Então, elas acabam movimentando mais gente em torno da carreira delas. Quando eu vou fazer um show grande, eu movimento entre 22 a 30 pessoas na equipe. As meninas, provavelmente, devem movimentar em torno de 40 pessoas.

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Quem defende o gueto?

Durante a entrevista, uma das faixas mais citadas por Rashid foi Defensores do Gueto, em parceria com Slim Rimigorafia e Grou, que sintetiza esse trabalho e como o Rashid quis se expressar em partes como:

Esse disco é também para lembrar que a nossa cultura não nasceu para ser apenas um produto, ela nasceu para mudar vidas. Existe uma coisa difícil de explicar para quem nunca viveu isso: quando o hip-hop te encontra, alguma coisa muda para sempre. É como ser picado por um bicho que não te deixa em paz. Você passa a enxergar o mundo através dessa lente, e tudo o que faz carrega um pouco desse sentimento. Esse disco nasce dessa chama que continua acesa depois de todos esses anos. Eu tenho um compromisso com a cultura que me deu terra firme para pisar. Tudo o que construí nasceu desse encontro com o Hip-Hop. Então, em algum momento, senti que precisava devolver para a próxima geração um pouco daquilo que recebi. Não como alguém que tem todas as respostas, mas como alguém que continua fazendo perguntas.

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Imune: do ego e da cena atual

A faixa que encerra o álbum, “Imune”, em parceria com Rael, é onde tudo deságua: as preocupações e defesas acerca da cultura:

esse debate que tento levantar, deságua nesse lugar de imunidade a fatores que estão aí pra descaracterizar a gente, romantizar ou esvaziar nossa cultura e vender pras pessoas: aquela coisa de ter tanto turista que a coisa deixa de ser nossa. É uma junção de coisas que me deixa, pelo menos, sentindo imune dessas preocupações: ter essa noção, consciência, conscientes, o estudo, a conversa, o encontro, a postura, a resistência, a educação, a disciplina. A gente coloca a viagem nesse lugar, pegar a estrada, de carro, ônibus ou avião, como um apelo para que as pessoas não deixem de fazer aquilo que as deixa imunes às coisas do mundo. Fazer sua arte, sua música, desenhar, andar de bike, de skate fazer aquilo que te deixa imune. Parece um grande mal hoje você ter tempo livre, dedicar tempo pra você mesmo essa mentalidade da sociedade da performance, de que você precisa performar, produzir, ser mais produtivo, às vezes sem nem saber por quê. Quando valeria mais parar e pensar por que você tem que fazer tudo aquilo: a partir desse tempo livre de pensamento, aquilo tudo passa a valer muito mais, porque você trabalha com um objetivo. Mas não é um movimento em cima do outro, você não pode parecer estar parado ou derrotado, porque todo mundo na internet parece estar melhor que você. Isso explica a grande crise emocional da sociedade a ‘sociedade do cansaço’, do Byung-Chul Han, tem muito a ver com isso. Cada um vai ter o seu lugar de descompressão — é mais importante que cada um faça o seu do que busque fazer o meu. Enfim, é uma dissertação pra dizer que é importante a gente fazer aquilo que gosta de fazer, de ser humano. Ainda é bom demais.

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