
Em um país onde já houve processo por vaga de estacionamento, árvore na divisa do terreno e até cheiro de churrasco, agora chegou a vez de um galo virar protagonista de uma disputa judicial.
O motivo? Cantar demais.
O caso aconteceu em São Marcos, na Serra Gaúcha, e envolveu o galo Kannemann, uma moradora incomodada com o barulho e uma audiência de conciliação que terminou com um acordo digno de comédia.
Segundo a reclamação registrada pela vizinha, o animal cantava sem cerimônia durante o dia, à noite e também na madrugada.
A situação teria chegado a comprometer o sono da família, que tentou resolver o problema por meio de conversas informais antes de buscar ajuda de órgãos públicos e, posteriormente, da Justiça.
Sem consenso entre os vizinhos, o caso avançou até chegar ao Ministério Público.
Kannemann, o astro da confusão
O personagem principal dessa história atende pelo nome de Kannemann, uma homenagem ao zagueiro do Grêmio.
De acordo com o tutor, o galo não é apenas um animal de criação, mas um verdadeiro integrante da família. Ele foi recebido ainda filhote como presente de um parente e acabou se tornando um animal de estimação.
O problema é que sua paixão por cantar não agradava a todos os moradores da vizinhança.
A sentença mais curiosa do ano
Durante a audiência de conciliação realizada em maio, as partes chegaram a um acordo.
A partir de agora, Kannemann pode circular normalmente pelo pátio durante o dia. Já no período noturno, deverá ficar recolhido em um espaço fechado dentro da residência para reduzir o impacto sonoro.
Nas palavras do próprio dono, o galo passou a cumprir um "regime semiaberto".
Paz selada entre os vizinhos
Com o acordo firmado, a moradora decidiu retirar a queixa e o processo foi encerrado.
O episódio termina sem vencedores ou derrotados, mas com um desfecho que dificilmente será esquecido pelos envolvidos — e que provavelmente garantiu ao galo Kannemann um lugar de destaque entre as histórias mais curiosas do Judiciário brasileiro.
