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GOLPE INACREDITÁVEL

Mulher de 37 anos fingiu ter 12, ganhou festa de aniversário e acabou presa após farsa

Mulher adulta vive como filha adotiva após fingir ter 12 anos; polícia revela detalhes do golpe.

03/06/2026 - 18h24min

Reprodução/Polícia Civil
Mulher de 37 anos viveu por mais de um ano como uma suposta adolescente de 12 anos antes de ser descoberta pela polícia.

Uma história que parece roteiro de série policial virou caso real em Santa Catarina. Uma mulher de 37 anos conseguiu convencer uma família de Joinville de que era uma adolescente de apenas 12 anos que havia fugido de casa após sofrer maus-tratos. 

O plano deu tão certo que ela foi acolhida, ganhou quarto decorado, presentes, festa de aniversário e passou mais de um ano sendo tratada como filha.

A "menina" que virou filha da família

Apresentando-se como Gabriele, a mulher construiu uma história capaz de despertar a empatia da família. Segundo a Polícia Civil, ela contou que havia fugido do Pará para escapar de uma realidade de violência e abandono.

Durante 14 meses, ela viveu sob a identidade falsa, participando da rotina familiar e fortalecendo os laços afetivos com os adotantes.

Além de ganhar uma festa para comemorar os supostos 12 anos, a falsa adolescente recebeu um quarto decorado com brinquedos e objetos infantis. De acordo com a polícia, ela também mantinha comportamentos infantilizados, usando mamadeiras, chupetas e até um "cheirinho" para dormir.

Para sustentar a aparência mais madura, alegava sofrer de autismo e outras condições médicas. Também dizia que os traços físicos adultos eram consequência de um suposto uso forçado de hormônios.

O detalhe que derrubou a farsa

A história começou a ruir depois que uma denúncia feita por um parente levou a família a procurar a polícia.

Durante a investigação, os agentes descobriram que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher adulta com histórico semelhante em outros estados brasileiros. Há registros de ocorrências envolvendo a suspeita em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Segundo a polícia, ela também simulava crises de pânico, afinava a voz e criava situações para despertar proteção e atenção dos familiares.

Outro detalhe curioso revelado pela investigação foi a justificativa usada para não frequentar a escola.

A falsa adolescente teria convencido a família de que seu suposto pai abusador poderia encontrá-la caso ela fosse matriculada em uma instituição de ensino. Com isso, conseguiu evitar qualquer contato que pudesse colocar sua verdadeira identidade em risco.

O caso chamou atenção pela complexidade da encenação e pelo tempo em que a mulher conseguiu manter a identidade falsa. Agora presa por suspeita de estelionato e falsa identidade, ela deverá responder judicialmente pelas acusações enquanto a polícia continua investigando possíveis episódios semelhantes em outros estados.



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