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Ácido glicólico: para que serve o ativo que ajuda a renovar a pele e ganhou espaço no skincare

Presente em séruns, cremes e peelings, o ácido glicólico é um dos ativos mais usados para melhorar a textura da pele, suavizar manchas e estimular a renovação celular

23/07/2026 - 18h37min

Atualizada em: 23/07/2026 - 18h38min

O ácido glicólico deixou de ser um ingrediente restrito aos consultórios dermatológicos para se tornar um dos protagonistas das rotinas de skincare. Encontrado em séruns, cremes, tônicos e até sabonetes faciais, o ativo aparece em fórmulas voltadas para quem busca uma pele mais uniforme, luminosa e com menos marcas.

Além de promover uma renovação celular mais intensa, o ácido glicólico também ajuda a suavizar linhas finas, melhorar a textura da pele e contribuir para o clareamento gradual de manchas superficiais.

Mas afinal, como ele funciona? E quais cuidados são necessários para aproveitar seus benefícios sem comprometer a barreira de proteção da pele?

O que é o ácido glicólico?

O ácido glicólico faz parte da família dos alfa hidroxiácidos, conhecidos pela sigla AHA. Ele é obtido a partir da cana de açúcar e se destaca por ter moléculas pequenas, que conseguem penetrar com facilidade nas camadas mais superficiais da pele.

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Sua principal função é promover uma esfoliação química. Em vez de utilizar partículas físicas para remover células mortas, o ativo acelera o processo natural de renovação celular, deixando a pele com aspecto mais uniforme ao longo do uso.

Para que serve o ácido glicólico?

O ingrediente costuma aparecer em produtos desenvolvidos para diferentes objetivos, como:

  • suavizar linhas finas e sinais de envelhecimento
  • melhorar a textura da pele
  • clarear manchas causadas pelo sol ou pela acne
  • reduzir marcas de espinhas
  • controlar parte da oleosidade
  • minimizar a aparência dos poros
  • estimular a produção de colágeno
  • aumentar a luminosidade da pele

Também é bastante utilizado em peelings realizados por dermatologistas, com concentrações superiores às encontradas em produtos de uso doméstico.

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O que o ácido glicólico faz na pele?

Grande parte dos resultados está ligada à renovação celular promovida pelo ativo. Ao remover o acúmulo de células mortas, ele favorece o surgimento de uma camada mais uniforme, melhora o toque da pele e contribui para um aspecto mais iluminado.

Outro benefício é o estímulo à produção de colágeno, proteína responsável por ajudar na firmeza e elasticidade da pele. Por isso, o ácido glicólico costuma fazer parte de rotinas voltadas à prevenção dos sinais do envelhecimento.

Além disso, a pele renovada tende a absorver melhor outros produtos aplicados na sequência, como hidratantes e séruns.

Ácido glicólico ajuda na acne?

Sim, principalmente nos casos de acne leve e de marcas deixadas pelas espinhas.

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Como favorece a renovação celular, o ativo ajuda a evitar o acúmulo de células mortas que podem contribuir para a obstrução dos poros. Também auxilia na melhora da textura da pele e no aspecto das cicatrizes superficiais.

Quem apresenta acne inflamatória intensa deve buscar orientação de um dermatologista antes de incluir o ingrediente na rotina.

Ácido glicólico clareia manchas?

O ácido glicólico não age como um clareador imediato, mas acelera a renovação da pele, o que contribui para suavizar manchas provocadas pelo sol, acne e outros processos inflamatórios ao longo do tratamento.

Em muitos produtos, ele aparece associado a ativos como vitamina C, niacinamida e ácido hialurônico para potencializar os resultados.

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Como usar ácido glicólico no skincare

Sérum com ácido glicólico

É uma das versões mais populares, geralmente apresenta concentrações voltadas para o uso em casa e costuma ser aplicado durante a rotina noturna.

Creme ou loção

Além da renovação celular, oferece hidratação e costuma ser indicado para quem deseja tratar linhas finas e textura irregular.

Sabonete facial

Promove uma limpeza suave e pode ser uma alternativa para quem está começando a usar o ativo.

Peeling químico

Realizado em consultório, utiliza concentrações mais elevadas e deve ser feito apenas com profissionais.

Pode usar ácido glicólico todos os dias?

Depende da concentração do produto e da resposta da pele. Quem está iniciando costuma obter melhor adaptação usando o ativo algumas vezes por semana e aumentando a frequência aos poucos, conforme orientação dermatológica específica para o seu tipo de pele.

Caso apareçam sinais como vermelhidão persistente, ardência intensa ou descamação excessiva, o ideal é interromper o uso e procurar avaliação médica.

O que evitar ao usar ácido glicólico?

Por ser um ativo esfoliante, algumas combinações podem sensibilizar a pele quando utilizadas na mesma rotina, especialmente sem orientação profissional.

Entre elas estão:

  • retinol;
  • outros ácidos esfoliantes, como salicílico e lático;
  • peelings caseiros;
  • esfoliantes físicos de alta abrasão.

A escolha da rotina depende do tipo de pele e dos objetivos do tratamento.

Pode usar ácido glicólico durante o dia?

O uso costuma ser priorizado à noite, quando a pele fica menos exposta aos fatores externos. Independentemente do horário de aplicação, o protetor solar é indispensável durante o dia. Como o ativo acelera a renovação celular, a pele pode ficar mais sensível à radiação solar, aumentando o risco de manchas.

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Quem deve evitar o ácido glicólico?

Embora seja considerado seguro quando usado corretamente, o ingrediente exige atenção em algumas situações, como:

  • peles muito sensíveis ou irritadas;
  • queimaduras solares;
  • eczema ou inflamações ativas
  • infecções na pele;
  • gestação, especialmente em concentrações elevadas, conforme orientação médica.

Antes de iniciar qualquer tratamento com ácidos, a recomendação é consultar um dermatologista para avaliar a concentração mais adequada e a frequência de uso.



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