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Megan Fox revisita "Garota Infernal" e desabafa: “Eu me sentia perseguida naquela época”

Atriz relembra como o filme virou uma catarse emocional em meio à pressão da fama e dos paparazzis 

29/10/2025 - 17h27min

Durante uma sessão especial de Garota Infernal (2009) em Los Angeles, Megan Fox abriu o coração sobre o que realmente acontecia nos bastidores e dentro dela. Em entrevista à People, a atriz revelou que vivia um momento de colapso emocional no auge da fama, cercada pela imprensa e pela pressão de ser o novo rosto de Hollywood.

Eu sentia que estava sendo perseguida naquela época da minha carreira e estava lutando muito com a fama

CONTOU EM ENTREVISTA

Aos 23 anos, Megan era um fenômeno mundial depois de Transformers (2007), mas por trás das câmeras enfrentava ataques pessoais e assédio dos paparazzi. Ela lembra de um episódio marcante na estreia de Garota Infernal:

Eu só estava tentando chegar ao meu carro e um fotógrafo gritou: ‘Megan, por que você é tão vadia?’. Eu estava apenas tentando fazer meu trabalho

“Jennifer Check era o meu espelho”

Na época, a personagem Jennifer Check, a garota popular possuída por um demônio, acabou se tornando mais do que um papel. “Havia um lado de mim completamente descontrolado que eu nem sabia como expressar”, explicou Fox. Interpretar a personagem foi, segundo ela, um jeito de canalizar a raiva e o medo acumulados.

O filme, dirigido por Karyn Kusama e escrito por Diablo Cody (Juno), foi recebido de forma morna na estreia, mas anos depois se tornou um ícone cult especialmente entre mulheres e pessoas queer. Megan diz que entende o motivo: “Acho que todos nós, de alguma forma, já fomos Jennifer e já fomos Needy (Amanda Seyfried) também.”

Do horror à cura

Mais de uma década depois, a atriz reconhece que Garota Infernal foi uma espécie de terapia forçada. “Foi curativo, porque eu estava realmente lutando naquela época”, admitiu. Hoje, com 39 anos, ela escolhe papéis mais pessoais e fala abertamente sobre o impacto da fama precoce.

O desabafo também reacende o debate sobre como Hollywood tratava (e ainda trata) mulheres jovens que viram ícones de desejo e polêmica ao mesmo tempo. Em um cenário em que os paparazzi pareciam caçadores e o público, juiz, Megan Fox encontrou no terror adolescente um jeito de sobreviver transformando o trauma em arte.



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