10 livros para ficar de olho na Bienal do Livro de São Paulo 2026
logo atlântida

AO VIVO

Livros

DESTAQUES

10 livros para ficar de olho na Bienal do Livro de São Paulo 2026

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece de 4 a 13 de setembro de 2026

10/09/2026 - 12h58min

10 livros para ficar de olho na Bienal do Livro de São Paulo 2026 / Reprodução

A Bienal do Livro de São Paulo está movimentando o mundo literário nesta semana. A feira acontece até 13 de setembro, no Distrito Anhembi, e reúne 269 expositores

A 28ª edição do evento reúne centenas de editoras, livrarias e distribuidoras, além de autores brasileiros e internacionais que movimentam diferentes comunidades de leitores

Neste ano, romance, fantasia, suspense, literatura jovem e fenômenos que nasceram ou cresceram nas redes sociais dividem espaço com nomes importantes da literatura brasileira.

Para quem vai visitar o evento, ou descobrir o que está chamando atenção no mercado editorial, reunimos alguns livros para ficar de olho:

1. A Estranha na Cama, de Raphael Montes

Um dos nomes brasileiros que mais movimentaram a Bienal é Raphael Montes. O escritor apresentou seu novo romance, A Estranha na Cama, lançado pela Companhia das Letras no fim de agosto.

A história acompanha um casal que, depois de 15 anos juntos, decide convidar uma desconhecida para um ménage. O que deveria ser uma experiência para apimentar o relacionamento, porém, rapidamente ganha contornos sombrios.

A história, inclusive, já ganhou adaptação para a Netflix com Paolla Oliveira, Bella Campos e Emílio Dantas no elenco com tem previsão de estreia para 2027.

Reprodução

2. Alchemised, de SenLinYu

Quem acompanha o BookTok, provavelmente já conhece Alchemised. A fantasia sombria de SenLinYu nasceu da trajetória da autora na fanfiction e se transformou em um fenômeno internacional.

A história acompanha uma curandeira em meio aos horrores de uma guerra e combina fantasia, magia e uma atmosfera bastante sombria.

O livro é publicado no Brasil pela Intrínseca, que levou SenLinYu pela primeira vez à Bienal de São Paulo. A autora participa do evento nos dias 12 e 13 de setembro, justamente no último fim de semana da feira.

Reprodução

3. Escreviventes, de Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz

Para quem procura uma leitura brasileira que vá além dos fenômenos das redes sociais, Escreviventes é um dos títulos do ano.

O livro reúne uma conversa entre Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz sobre literatura, memória, racismo, maternidade, envelhecimento e amizade. A obra inaugura a coleção Memórias Brasileiras, da Pallas, e chega em um momento simbólico: em 2026, Conceição completa 80 anos e Eliana, 60.

As duas autoras também estiveram entre os destaques da programação da Bienal, com uma conversa que lotou a Arena Cultural no primeiro dia do evento.

Reprodução

4. O Livro da Democracia, de Cármen Lúcia e Mariana Oliveira

O Livro da Democracia, escrito pela ministra Cármen Lúcia em parceria com a jornalista Mariana Oliveira, será lançado na Bienal nesta sexta-feira (11), pela Editora Mostarda.

Voltada para crianças de 8 a 11 anos, a publicação explica conceitos relacionados à democracia, passando pela Grécia Antiga, pela ditadura militar brasileira, pelo voto e pela organização dos Três Poderes. A proposta usa uma linguagem acessível, com perguntas, respostas, curiosidades e elementos visuais.

Reprodução

5. Melhor do que nos Filmes, de Lynn Painter

O romance jovem também é um dos grandes protagonistas desta edição da Bienal  e Lynn Painter é um dos nomes que melhor representa esse movimento.

Melhor do que nos Filmes virou um fenômeno entre leitores jovens e ganhou ainda mais atenção com a adaptação para a Netflix. A autora norte-americana esteve entre as atrações que provocaram grande movimentação no evento.

Painter também voltou ao Brasil para apresentar dois novos títulos: 13 Histórias de Amor: Uma Antologia Inspirada nas Músicas de Taylor Swift e Nada é por acaso.

Reprodução

6. De Volta para Mim, de Elena Armas

Outro nome forte do romance contemporâneo que aparece na Bienal é Elena Armas, autora espanhola que conquistou leitores com histórias românticas e personagens adultos.

De Volta para Mim ganhou destaque na programação do evento, onde a autora conversou sobre sua carreira e revelou planos para uma nova fase de sua produção, incluindo histórias com vampiros.

A presença de Armas também combina com um dos grandes temas desta edição: a literatura espanhola. A Espanha é o país homenageado da Bienal de 2026, com uma programação dedicada a diferentes regiões, idiomas e gerações de escritores.

Reprodução

7. A Fate Inked in Blood, de Danielle L. Jensen

A fantasia também ganhou bastante espaço nesta edição. Danielle L. Jensen é uma das autoras internacionais convidadas e chega ao Brasil com uma legião de leitores que acompanha seus universos fantásticos.

A Fate Inked in Blood combina fantasia, mitologia nórdica, romance e batalhas de poder. A autora também é conhecida pelas séries The Bridge Kingdom, Dark Shores e Malediction.

Reprodução

8. Heartstopper, de Alice Oseman

Mesmo para quem já conhece a história, os livros de Heartstopper continuam entre os títulos que vale procurar na Bienal.

Alice Oseman, autora da graphic novel que deu origem à série da Netflix, foi uma das grandes atrações internacionais da edição. A presença da escritora também levou a Bienal a discutir temas como representatividade, amizade, identidade e saúde mental.

Reprodução

9. Os livros de Ana Huang

O romance que viraliza nas redes sociais também tem presença forte na Bienal, e Ana Huang é um dos nomes que ajudam a explicar esse fenômeno.

A autora norte-americana, conhecida por romances como Twisted Love, participa da programação dedicada ao gênero e representa uma geração de escritoras que conquistou um público enorme a partir das comunidades literárias da internet.

A presença de Huang faz parte de uma Bienal em que o romance contemporâneo e os livros impulsionados pelo BookTok ganharam espaço significativo.

Reprodução

10. Literatura brasileira contemporânea

Nem tudo na Bienal precisa ser lançamento ou fenômeno das redes. Uma das melhores coisas para fazer durante a visita é justamente garimpar autores brasileiros.

Conceição Evaristo, Carla Madeira, Itamar Vieira Jr., José Falero, Aline Bei, Ana Paula Maia, Carina Rissi e Socorro Acioli estão entre os nomes brasileiros presentes na programação desta edição.

E quais editoras merecem uma visita?

A variedade de editoras é um dos pontos fortes da Bienal. Entre os grandes grupos e selos que aparecem no evento estão Companhia das Letras, Intrínseca, Planeta, Record, HarperCollins, Globo, Aleph, Panini, Jangada, Faro, Pallas e Mostarda, entre muitas outras.

A Aleph, por exemplo, chega com foco especial em ficção científica e reúne autores clássicos do gênero, como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Ursula K. Le Guin, Philip K. Dick e William Gibson, além de novas vozes da literatura especulativa.

Já a Intrínseca aposta forte em fenômenos internacionais como Lynn Painter e SenLinYu, enquanto a Companhia das Letras tem entre seus destaques o novo livro de Raphael Montes.

Para quem gosta de garimpar, também vale olhar para editoras menores e independentes. A própria lista oficial da Bienal reúne casas como Lote 42, Caxinguelê, Aleph, Catapulta e diversas editoras universitárias e independentes.


MAIS SOBRE