
A Bienal do Livro de São Paulo está movimentando o mundo literário nesta semana. A feira acontece até 13 de setembro, no Distrito Anhembi, e reúne 269 expositores.
A 28ª edição do evento reúne centenas de editoras, livrarias e distribuidoras, além de autores brasileiros e internacionais que movimentam diferentes comunidades de leitores
Neste ano, romance, fantasia, suspense, literatura jovem e fenômenos que nasceram ou cresceram nas redes sociais dividem espaço com nomes importantes da literatura brasileira.
Para quem vai visitar o evento, ou descobrir o que está chamando atenção no mercado editorial, reunimos alguns livros para ficar de olho:
1. A Estranha na Cama, de Raphael Montes
Um dos nomes brasileiros que mais movimentaram a Bienal é Raphael Montes. O escritor apresentou seu novo romance, A Estranha na Cama, lançado pela Companhia das Letras no fim de agosto.
A história acompanha um casal que, depois de 15 anos juntos, decide convidar uma desconhecida para um ménage. O que deveria ser uma experiência para apimentar o relacionamento, porém, rapidamente ganha contornos sombrios.
A história, inclusive, já ganhou adaptação para a Netflix com Paolla Oliveira, Bella Campos e Emílio Dantas no elenco com tem previsão de estreia para 2027.

2. Alchemised, de SenLinYu
Quem acompanha o BookTok, provavelmente já conhece Alchemised. A fantasia sombria de SenLinYu nasceu da trajetória da autora na fanfiction e se transformou em um fenômeno internacional.
A história acompanha uma curandeira em meio aos horrores de uma guerra e combina fantasia, magia e uma atmosfera bastante sombria.
O livro é publicado no Brasil pela Intrínseca, que levou SenLinYu pela primeira vez à Bienal de São Paulo. A autora participa do evento nos dias 12 e 13 de setembro, justamente no último fim de semana da feira.

3. Escreviventes, de Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz
Para quem procura uma leitura brasileira que vá além dos fenômenos das redes sociais, Escreviventes é um dos títulos do ano.
O livro reúne uma conversa entre Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz sobre literatura, memória, racismo, maternidade, envelhecimento e amizade. A obra inaugura a coleção Memórias Brasileiras, da Pallas, e chega em um momento simbólico: em 2026, Conceição completa 80 anos e Eliana, 60.
As duas autoras também estiveram entre os destaques da programação da Bienal, com uma conversa que lotou a Arena Cultural no primeiro dia do evento.

4. O Livro da Democracia, de Cármen Lúcia e Mariana Oliveira
O Livro da Democracia, escrito pela ministra Cármen Lúcia em parceria com a jornalista Mariana Oliveira, será lançado na Bienal nesta sexta-feira (11), pela Editora Mostarda.
Voltada para crianças de 8 a 11 anos, a publicação explica conceitos relacionados à democracia, passando pela Grécia Antiga, pela ditadura militar brasileira, pelo voto e pela organização dos Três Poderes. A proposta usa uma linguagem acessível, com perguntas, respostas, curiosidades e elementos visuais.

5. Melhor do que nos Filmes, de Lynn Painter
O romance jovem também é um dos grandes protagonistas desta edição da Bienal e Lynn Painter é um dos nomes que melhor representa esse movimento.
Melhor do que nos Filmes virou um fenômeno entre leitores jovens e ganhou ainda mais atenção com a adaptação para a Netflix. A autora norte-americana esteve entre as atrações que provocaram grande movimentação no evento.
Painter também voltou ao Brasil para apresentar dois novos títulos: 13 Histórias de Amor: Uma Antologia Inspirada nas Músicas de Taylor Swift e Nada é por acaso.

6. De Volta para Mim, de Elena Armas
Outro nome forte do romance contemporâneo que aparece na Bienal é Elena Armas, autora espanhola que conquistou leitores com histórias românticas e personagens adultos.
De Volta para Mim ganhou destaque na programação do evento, onde a autora conversou sobre sua carreira e revelou planos para uma nova fase de sua produção, incluindo histórias com vampiros.
A presença de Armas também combina com um dos grandes temas desta edição: a literatura espanhola. A Espanha é o país homenageado da Bienal de 2026, com uma programação dedicada a diferentes regiões, idiomas e gerações de escritores.

7. A Fate Inked in Blood, de Danielle L. Jensen
A fantasia também ganhou bastante espaço nesta edição. Danielle L. Jensen é uma das autoras internacionais convidadas e chega ao Brasil com uma legião de leitores que acompanha seus universos fantásticos.
A Fate Inked in Blood combina fantasia, mitologia nórdica, romance e batalhas de poder. A autora também é conhecida pelas séries The Bridge Kingdom, Dark Shores e Malediction.

8. Heartstopper, de Alice Oseman
Mesmo para quem já conhece a história, os livros de Heartstopper continuam entre os títulos que vale procurar na Bienal.
Alice Oseman, autora da graphic novel que deu origem à série da Netflix, foi uma das grandes atrações internacionais da edição. A presença da escritora também levou a Bienal a discutir temas como representatividade, amizade, identidade e saúde mental.

9. Os livros de Ana Huang
O romance que viraliza nas redes sociais também tem presença forte na Bienal, e Ana Huang é um dos nomes que ajudam a explicar esse fenômeno.
A autora norte-americana, conhecida por romances como Twisted Love, participa da programação dedicada ao gênero e representa uma geração de escritoras que conquistou um público enorme a partir das comunidades literárias da internet.
A presença de Huang faz parte de uma Bienal em que o romance contemporâneo e os livros impulsionados pelo BookTok ganharam espaço significativo.

10. Literatura brasileira contemporânea
Nem tudo na Bienal precisa ser lançamento ou fenômeno das redes. Uma das melhores coisas para fazer durante a visita é justamente garimpar autores brasileiros.
Conceição Evaristo, Carla Madeira, Itamar Vieira Jr., José Falero, Aline Bei, Ana Paula Maia, Carina Rissi e Socorro Acioli estão entre os nomes brasileiros presentes na programação desta edição.
E quais editoras merecem uma visita?
A variedade de editoras é um dos pontos fortes da Bienal. Entre os grandes grupos e selos que aparecem no evento estão Companhia das Letras, Intrínseca, Planeta, Record, HarperCollins, Globo, Aleph, Panini, Jangada, Faro, Pallas e Mostarda, entre muitas outras.
A Aleph, por exemplo, chega com foco especial em ficção científica e reúne autores clássicos do gênero, como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Ursula K. Le Guin, Philip K. Dick e William Gibson, além de novas vozes da literatura especulativa.
Já a Intrínseca aposta forte em fenômenos internacionais como Lynn Painter e SenLinYu, enquanto a Companhia das Letras tem entre seus destaques o novo livro de Raphael Montes.
Para quem gosta de garimpar, também vale olhar para editoras menores e independentes. A própria lista oficial da Bienal reúne casas como Lote 42, Caxinguelê, Aleph, Catapulta e diversas editoras universitárias e independentes.

