
Nos dias que antecederam a final do Big Brother Brasil 26, o luto atravessou o programa de um jeito inesperado e impossível de ignorar.
Dois dias antes da decisão, Ana Paula Renault foi informada da morte do pai, Gerardo Renault, e decidiu permanecer no reality. Ao vivo, o apresentador Tadeu Schmidt também compartilhou sua própria perda recente, criando um momento emocionante e histórico no jogo.
Quando a literatura vira um lugar possível
O luto é uma experiência difícil de explicar e, muitas vezes, difícil de compartilhar. Nem sempre há palavras prontas, nem respostas claras.
É nesse espaço que a literatura costuma aparecer. Não como solução, mas como companhia. Como um jeito de se reconhecer em outras histórias, de organizar pensamentos ou simplesmente de encontrar silêncio em meio ao excesso de tudo.
Pensando nisso, reunimos alguns livros tratam da perda de forma direta ou indireta e podem ajudar a lidar com o vazio:
O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion
Sinopse:
Após terem visitado sua única filha, Quintana, internada depois de sofrer de pneumonia seguida por um choque séptico, Joan Didion e seu marido, o escritor e diretor John Gregory Dunne, sentam-se para jantar. A noite é interrompida quando John sofre um ataque cardíaco fulminante, colocando fim na parceria de quarenta anos com Didion. Dois meses depois, Quintana se recupera, apenas para sofrer um colapso no aeroporto de Los Angeles e passar por seis horas de cirurgia para remover um hematoma cerebral.

Tudo bem não estar tudo bem, de Megan Devine
Sinopse:
“Precisamos falar sobre o luto. Precisamos entendê-lo como um processo natural, não como algo a ser evitado, consertado, apressado ou julgado. Precisamos começar a falar sobre como enfrentar a realidade de levar uma vida que foi totalmente modificada pela perda.” — Megan Devine. Depois de vivenciar o luto como terapeuta e, sobretudo, com a morte de seu companheiro, Megan Devine se tornou uma voz expressiva para desconstruir a cobrança de “voltar à vida normal” após a perda de um ente querido. Muitas pessoas que sofreram uma grande perda se sentem julgadas, ignoradas ou incompreendidas por uma cultura que tenta “resolver” o luto e “curar” uma dor que não pode ser remediada.

A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero
Sinopse:
“A verdadeira dor é indizível. […] Quando a dor cai sobre você sem paliativos, a primeira coisa que ela lhe arranca é a #palavra.” Em 2009, Rosa Montero ainda aprendia a lidar com a dor da morte de Pablo Lizcano, seu companheiro por 21 anos, quando foi convidada a escrever o prólogo das páginas do diário de Marie Curie (1867-1934), redigidas após a perda de seu marido, o também cientista Pierre Curie (1859-1906). Ao se debruçar sobre as palavras e a biografia da polonesa, Montero sentiu vontade de contar, à sua maneira, a história dessa grande cientista e, a partir dela, refletir sobre assuntos que rondavam sua cabeça. Assim nasceu “A ridícula ideia de nunca mais te ver”.

Não vai doer assim para sempre, de Clare Mackintosh
Sinopse:
Um abraço de esperança para quem enfrenta o luto Em Não vai doer assim para sempre, Clare Mackintosh, que enfrentou a perda de seu filho de apenas cinco semanas, oferece conforto e clareza para aqueles que atravessam momentos de dor. Inspirado em um post viral que Clare escreveu no aniversário de morte de seu filho, este livro de memórias profundamente honesto e compassivo trará consolo e alento para quem convive com o luto, seja ele recente ou não. Com uma voz acolhedora, Clare mostra que não existe uma forma única ou “certa” de sofrer.

A morte é um dia que vale a pena viver, Ana Claudia Quintana Arantes
Sinopse:
Em 2012, Ana Claudia Quintana Arantes deu uma palestra ao TED que rapidamente viralizou, ultrapassando a marca de 3,8 milhões de visualizações. A última fala do vídeo, "A morte é um dia que vale a pena viver", se tornou o título do livro que, desde seu lançamento em 2016, vem conquistando um público cada vez maior. Uma das maiores referências sobre Cuidados Paliativos no Brasil, a autora aborda o tema da finitude sob um ângulo surpreendente. Segundo ela, o que deveria nos assustar não é a morte em si, mas a possibilidade de chegarmos ao fim da vida sem aproveitá-la, de não usarmos nosso tempo da maneira que gostaríamos. Invertendo a perspectiva do senso comum, somos levados a repensar nossa própria existência e a oferecer às pessoas ao re dor a oportunidade de viverem bem até o dia de sua partida. Em vez de medo e angústia, devemos aceitar nossa essência para que o fim seja apenas o término natural de uma caminhada.


