
Criado para reconhecer produções fora do eixo hollywoodiano, o Oscar de Melhor Filme Internacional se tornou uma das categorias mais simbólicas da premiação da Academia. Foi ali que muitos dos maiores cineastas da história ganharam projeção mundial e que diferentes cinematografias nacionais conquistaram espaço no cenário global.
A primeira versão do prêmio surgiu em 1956, quando a Academia concedeu um Oscar honorário ao longa japonês Samurai: O Guerreiro Dominante. No ano seguinte, a categoria passou a ser competitiva, então com o nome de Melhor Filme Estrangeiro.
O primeiro vencedor oficial foi A Estrada da Vida, clássico dirigido por Federico Fellini, que ajudou a consolidar a Itália como uma potência dentro da categoria. Desde então, o prêmio passou a refletir as transformações do cinema mundial. E, mais recentemente, abriu espaço para conquistas históricas de países fora da Europa.
Itália lidera o ranking de vitórias
Ao longo das 67 edições competitivas da categoria, nenhum país acumulou tantos troféus quanto a Itália. O país soma 11 estatuetas, resultado da força do cinema italiano nas décadas de 1950, 1960 e 1970.
A consagração italiana começou justamente com A Estrada da Vida e seguiu ao longo das décadas com títulos marcantes. A última vitória ocorreu em 2014, com A Grande Beleza, dirigido por Paolo Sorrentino.
Até 2025, o país europeu acumulava 30 indicações ao prêmio. A mais recente foi com Eu, Capitão, indicado em 2024.
França é o país mais indicado da história
Se a Itália domina em vitórias, a França lidera em número de indicações. O país soma 39 nomeações, o maior total já registrado na categoria.
Apesar disso, os franceses conquistaram nove estatuetas. A primeira em 1959, com Meu Tio, enquanto a última vitória aconteceu em 1993, com Indochina.
Mesmo sem levantar o troféu há décadas, o país continua presente nas disputas. Em 2025, por exemplo, a França concorreu com Emilia Pérez, produção francesa, apesar de ser ambientada no México e estrelada por uma atriz espanhola.
Os países que mais venceram o Oscar de Filme Internacional
Ao longo da história da categoria, alguns países se destacaram pela quantidade de vitórias. O ranking mostra uma forte presença europeia:
- Itália: 11 vitórias
- França: 9 vitórias
- Alemanha, Dinamarca e Espanha: 4 vitórias cada
- Holanda, Suécia e antiga União Soviética: 3 vitórias cada
- Argentina, Áustria, Hungria, Irã, Japão, Suíça e antiga Tchecoslováquia: 2 vitórias cada
Os países mais indicados da categoria
Além das vitórias, outro indicador importante da força de uma cinematografia no Oscar é o número de indicações.
Os países que mais chegaram à disputa final foram:
- França: 39 indicações
- Itália: 30 indicações
- Alemanha: 23 indicações
- Espanha: 21 indicações
- Suécia: 16 indicações
O raro feito do bicampeonato
Ganhar o Oscar de Filme Internacional já é uma conquista significativa. Fazer isso em anos consecutivos é algo ainda mais raro.
Desde que a categoria se tornou competitiva, apenas quatro países conseguiram esse feito:
- Itália (três vezes): 1956/1957, 1963/1964 e 1970/1971
- França (três vezes): 1958/1959, 1972/1973 e 1977/1978
- Suécia: 1960/1961
- Dinamarca: 1987/1988
O momento histórico do Brasil
O cenário pode mudar nos próximos anos graças ao Brasil. Em 2025, o país conquistou seu primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, marco histórico para o cinema brasileiro.
Agora, surge a possibilidade de um feito ainda maior. Caso Kleber Mendonça Filho vença novamente com O Agente Secreto, o Brasil alcançaria um bicampeonato consecutivo, algo extremamente raro na história da categoria.
Se isso acontecer, o país também se tornará o primeiro fora da Europa a repetir a vitória em dois anos seguidos, quebrando um domínio histórico que atravessa décadas do prêmio.
Um novo capítulo para o cinema brasileiro
A trajetória do Oscar de Filme Internacional mostra como a categoria sempre refletiu o peso cultural das cinematografias ao redor do mundo. Por décadas, o domínio foi europeu, com Itália e França liderando as estatísticas.
Mas a recente vitória de Ainda Estou Aqui indica que o cenário pode estar mudando. E, se O Agente Secreto repetir o feito no próximo Oscar, o Brasil não apenas ampliará sua presença na premiação, como também escreverá um novo capítulo na história do cinema mundial.
ATL TV no Oscar 2026
Neste domingo (15), Rede Atlântida, ATL TV, GZH e Gaúcha se unem, a partir das 19h30, para acompanhar o Oscar 2026 ao vivo, conectando informação, análise, entretenimento e aquela torcida sincera pelos favoritos da temporada.
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Do estúdio, em Porto Alegre, Lari Guerra, Ticiano Osório, Jaques Machado e Ramon Nunes se juntam ao time de transmissão na live do Oscar 2026. E, nas ruas da capital gaúcha, Camila Bengo acompanha a transmissão junto ao público.

