O que a Geração Z quer do mercado de trabalho? Pesquisa aponta mudança de prioridades
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Geração Z quer empregos que paguem bem e tenham menos estresse, aponta pesquisa

Estudo da Gallup mostra que jovens priorizam equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, sem abrir mão de propósito e estabilidade financeira.

28/06/2026 - 10h00min

Reprodução

Encontrar um trabalho que ofereça um bom salário sem comprometer a saúde mental. Esse é um dos principais objetivos da Geração Z, segundo uma pesquisa divulgada pela consultoria Gallup.

O levantamento aponta que metade dos jovens entrevistados procura carreiras que combinem boa remuneração com baixos níveis de estresse. O resultado reforça uma mudança de comportamento no mercado de trabalho, onde o equilíbrio entre vida pessoal e profissional passou a ser tão importante quanto o salário.

Saúde mental entra na lista de prioridades

Para a Geração Z — formada, em geral, por pessoas nascidas entre o fim dos anos 1990 e o início da década de 2010 — o sucesso profissional deixou de estar ligado apenas ao crescimento na carreira.

A pesquisa mostra que preservar o bem-estar emocional aparece como uma das maiores preocupações dos jovens, ao lado da estabilidade financeira.

Esse movimento acompanha um cenário em que temas como burnout, ansiedade e qualidade de vida passaram a ocupar espaço nas conversas sobre trabalho.

Jovens querem profissões com propósito

O estudo também revela que a remuneração não é o único fator levado em consideração.

Quase 80% dos participantes disseram ter interesse em trabalhar em profissões voltadas para ajudar outras pessoas.

Além disso, 89% afirmaram sentir mais significado na própria vida quando conseguem gerar impacto positivo na vida de alguém.

Na prática, a pesquisa indica que muitos jovens buscam carreiras capazes de unir propósito, reconhecimento e qualidade de vida.

O desafio está no equilíbrio

Apesar do interesse por profissões ligadas ao cuidado e ao impacto social, muitos entrevistados acreditam que essas áreas oferecem salários menores e exigem maior desgaste emocional.

Quase metade dos jovens afirmou que preocupações financeiras e com o próprio bem-estar acabam desestimulando a escolha desse tipo de carreira.

Isso cria um dilema: encontrar uma profissão que permita ajudar outras pessoas sem abrir mão da estabilidade econômica e da saúde mental.

Uma nova forma de enxergar o trabalho

Os resultados ajudam a explicar mudanças observadas no mercado nos últimos anos, como a valorização de modelos de trabalho mais flexíveis, jornadas equilibradas e empresas que investem em saúde mental.

Mais do que buscar um emprego bem remunerado, a Geração Z parece querer construir uma carreira sustentável no longo prazo — em que crescimento profissional, propósito e qualidade de vida caminhem juntos.


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