
Encontrar um trabalho que ofereça um bom salário sem comprometer a saúde mental. Esse é um dos principais objetivos da Geração Z, segundo uma pesquisa divulgada pela consultoria Gallup.
O levantamento aponta que metade dos jovens entrevistados procura carreiras que combinem boa remuneração com baixos níveis de estresse. O resultado reforça uma mudança de comportamento no mercado de trabalho, onde o equilíbrio entre vida pessoal e profissional passou a ser tão importante quanto o salário.
Saúde mental entra na lista de prioridades
Para a Geração Z — formada, em geral, por pessoas nascidas entre o fim dos anos 1990 e o início da década de 2010 — o sucesso profissional deixou de estar ligado apenas ao crescimento na carreira.
A pesquisa mostra que preservar o bem-estar emocional aparece como uma das maiores preocupações dos jovens, ao lado da estabilidade financeira.
Esse movimento acompanha um cenário em que temas como burnout, ansiedade e qualidade de vida passaram a ocupar espaço nas conversas sobre trabalho.
Jovens querem profissões com propósito
O estudo também revela que a remuneração não é o único fator levado em consideração.
Quase 80% dos participantes disseram ter interesse em trabalhar em profissões voltadas para ajudar outras pessoas.
Além disso, 89% afirmaram sentir mais significado na própria vida quando conseguem gerar impacto positivo na vida de alguém.
Na prática, a pesquisa indica que muitos jovens buscam carreiras capazes de unir propósito, reconhecimento e qualidade de vida.
O desafio está no equilíbrio
Apesar do interesse por profissões ligadas ao cuidado e ao impacto social, muitos entrevistados acreditam que essas áreas oferecem salários menores e exigem maior desgaste emocional.
Quase metade dos jovens afirmou que preocupações financeiras e com o próprio bem-estar acabam desestimulando a escolha desse tipo de carreira.
Isso cria um dilema: encontrar uma profissão que permita ajudar outras pessoas sem abrir mão da estabilidade econômica e da saúde mental.
Uma nova forma de enxergar o trabalho
Os resultados ajudam a explicar mudanças observadas no mercado nos últimos anos, como a valorização de modelos de trabalho mais flexíveis, jornadas equilibradas e empresas que investem em saúde mental.
Mais do que buscar um emprego bem remunerado, a Geração Z parece querer construir uma carreira sustentável no longo prazo — em que crescimento profissional, propósito e qualidade de vida caminhem juntos.
