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Turismo na Copa do Mundo: o guia para o brasileiro que quer ir aos EUA, México ou Canadá assistir a jogos sem gastar uma fortuna 

Planejar com antecedência a documentação, os deslocamentos e a compra de ingressos é o caminho para reduzir os custos da viagem internacional 

14/05/2026 - 10h01min

“the world cup trophy” por Rafael Alvez/CC BY-NC-SA 2.0
Brasileiros já começam a planejar viagens para acompanhar a Copa de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá.

Assistir a uma Copa do Mundo de perto é o ápice para muitos brasileiros, mas a edição de 2026 traz um cenário logístico inédito por ser dividida entre três países anfitriões. Diferente de torneios anteriores, a enorme distância geográfica entre as sedes exige um planejamento financeiro mais rigoroso para que o sonho não se torne um fardo.

A relevância deste planejamento é imediata, já que processos como a emissão de vistos americanos podem ter filas extensas, e a compra antecipada de passagens é um dos pilares para garantir preços menos abusivos. Compreender as regras de cada país e o funcionamento do sistema de vendas da FIFA ajuda a evitar gastos desnecessários de última hora.

Ao longo dos próximos parágrafos, nós revelamos as melhores estratégias para garantir ingressos oficiais, escolher cidades-sede com custo de vida mais baixo e economizar no câmbio durante a estadia na América do Norte.

O primeiro passo: vistos e burocracias

Para o torcedor brasileiro, a viagem começa muito antes do aeroporto, com a necessidade de vistos para os três países-sede. O visto americano (B1/B2) é o mais estratégico: tê-lo em mãos isenta o viajante do visto mexicano e simplifica a entrada no Canadá, funcionando como uma "chave mestra" para o roteiro.

Em termos de valores, o visto para os Estados Unidos custa atualmente 185 dólares americanos, enquanto o do México gira em torno de 54 dólares e o do Canadá exige 100 dólares canadenses, além de taxas de biometria. Vale considerar que esses processos levam tempo; por isso, a solicitação deve ser feita o quanto antes para garantir que a documentação esteja pronta antes da compra dos ingressos.

Nesse cenário, a organização dos documentos evita o desperdício de dinheiro com taxas de reagendamento ou perda de passagens. Além disso, o seguro viagem, embora não seja obrigatório em todos os territórios, é um custo preventivo essencial, com média de R$ 65 por dia, protegendo o torcedor contra imprevistos médicos caros no exterior.

Ingressos e o sistema de categorias da FIFA

A FIFA divide os ingressos em quatro categorias de preços, sendo a Categoria 4 a mais acessível e reservada para assentos com visão mais distante do campo. Na fase de grupos, os preços podem começar em 60 a 75 dólares, mas os valores escalam rapidamente conforme o torneio avança, podendo ultrapassar os 6 mil dólares na grande final.

A FIFA organiza a venda de ingressos da Copa do Mundo em diferentes fases ao longo do ciclo que antecede o torneio. Os torcedores já tiveram diversas oportunidades de compra, como o “Sorteio Antecipado de Ingressos” e o “Sorteio de Seleção Aleatória”, e ainda haverá uma etapa decisiva: a chamada “Fase de Vendas de Última Hora”, que acontece mais próxima do início da competição.

Existem também pacotes de hospitalidade que garantem entradas, mas esses são voltados para quem prioriza conforto em vez de economia, com preços que partem de 1.400 dólares por jogo. Entender essa dinâmica é fundamental para decidir em quais partidas investir e como equilibrar o orçamento total da viagem.

Logística de transporte e hospedagem estratégica

A escolha das "cidades-sede base" será o divisor de águas no custo final da jornada, já que voos entre cidades como Nova York e Cidade do México podem ser caros durante o evento. Voos saindo do Brasil para cidades como Nova York ou Cidade do México têm estimativas de custo entre R$ 5.700 e R$ 6.300 em classe econômica, se comprados com antecedência.

Para economizar na hospedagem, vale considerar cidades próximas às sedes oficiais que possuam boa conexão de transporte público ou trem. Outra alternativa em crescimento é o uso de motorhomes para grupos maiores, o que pode diluir os custos de transporte e moradia em uma única despesa, permitindo maior mobilidade entre os estádios.

Vale considerar também o uso de cartões de débito internacionais para as despesas diárias, como alimentação e transporte local. Essas ferramentas permitem converter reais para dólares ou pesos com taxas de câmbio comercial, o que costuma ser mais vantajoso do que o uso de cartões de crédito convencionais ou a troca de moeda em aeroportos.

Com três países-sede e grandes distâncias entre os jogos, a Copa de 2026 deve transformar a experiência do torcedor em uma verdadeira operação de planejamento internacional. Nesse cenário, decisões estratégicas tomadas com antecedência podem fazer a diferença entre uma viagem financeiramente viável e gastos difíceis de controlar. Mais do que acompanhar partidas, o desafio será equilibrar paixão pelo futebol com organização e escolhas inteligentes ao longo da jornada.


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