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Adoção de animais em alta: o impacto positivo na saúde mental documentado por pesquisas e os cuidados que muita gente subestima antes de adotar 

Um panorama sobre a relação entre humanos e pets e como ela influencia o bem-estar emocional na atualidade 

15/04/2026 - 17h00min

Reprodução/Pexels
A adoção de animais cresce no Brasil impulsionada pelos benefícios emocionais — mas a decisão exige planejamento e responsabilidade

A presença de animais de estimação nos lares brasileiros é uma realidade consolidada, com cerca de 80% dos tutores optando pela adoção. Esse movimento reflete uma mudança na percepção da sociedade sobre o bem-estar animal e o papel desses companheiros na dinâmica familiar.

Muitas pessoas buscam nos pets um suporte emocional para enfrentar momentos de solidão, ansiedade e estresse cotidiano. A conexão criada com cães e gatos é frequentemente descrita como transformadora para a qualidade de vida.

A seguir, nós vamos analisar os principais pontos que envolvem esse assunto, desde os benefícios comprovados até os desafios que precisam ser considerados.

Os benefícios do vínculo afetivo

A interação com animais de estimação pode proporcionar um acalento emocional significativo, ajudando a reduzir sintomas de depressão e ansiedade. Estudos indicam que o forte apego ao pet está inversamente ligado a resultados negativos de saúde mental.

Além do suporte psicológico, os pets incentivam a socialização e a manutenção de uma rotina mais ativa, especialmente no caso de cães. Para muitos tutores, cuidar de um animal traz um senso de propósito e alegria que impacta diretamente o humor.

O que as pesquisas científicas ponderam

Apesar dos relatos positivos, estudos recentes sugerem que os benefícios podem não ser universais e dependem do contexto de vida do tutor. Em alguns casos, não foram encontradas diferenças mensuráveis nos níveis de ansiedade entre quem tem e quem não tem animais.

Pesquisadores apontam que, para indivíduos que vivem acompanhados, a presença do pet pode não alterar significativamente a sensação de solidão. A ciência reforça que os animais não são uma solução isolada para problemas complexos de saúde mental.

Desafios e custos da posse responsável

A adoção traz responsabilidades que incluem a adaptação do animal ao novo lar, citada por 26% dos tutores como o principal desafio. É comum que surjam dificuldades comportamentais se o pet não for socializado ou treinado adequadamente.

O impacto financeiro é outro fator crucial, com gastos inesperados em saúde e o aumento nos preços de rações pesando no orçamento. Estimativas indicam que o custo da posse pode crescer acima da média salarial, exigindo planejamento financeiro prévio.

Abandono e a necessidade de planejamento

Infelizmente, a falta de reflexão antes de adotar contribui para que o Brasil tenha cerca de 30 milhões de animais abandonados. Mudanças de moradia e viagens sem planejamento são causas frequentes que levam ao desamparo de cães e gatos.

Políticas de castração e campanhas de conscientização, como o Dezembro Verde, buscam combater esse cenário e promover a tutela consciente. A decisão de integrar um pet à família deve ser sustentada por recursos de longo prazo e estabilidade emocional


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