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Seguro viagem: Entenda quando é obrigatório e quando você pode arriscar viajar sem

Entender as regras de cada destino e os custos reais de uma emergência é o primeiro passo para uma jornada tranquila

27/02/2026 - 14h00min

Reprodução/Pexels
Antes de embarcar, entender as regras do destino e os riscos envolvidos pode evitar prejuízos e dores de cabeça longe de casa.

Planejar uma viagem envolve escolher destinos, comprar passagens e reservar hotéis, mas um item frequentemente deixado para a última hora é o seguro viagem. Muitas vezes visto apenas como um custo extra, ele desempenha um papel crucial na segurança financeira do viajante diante de imprevistos médicos ou operacionais.

A relevância desse tema cresceu nos últimos anos com a mudança de regras em destinos populares e o aumento dos custos de saúde em países que não oferecem atendimento gratuito a estrangeiros. O que antes era uma recomendação, hoje pode ser o fator determinante para a entrada permitida em certas fronteiras.

A seguir, a ATL explica os fatores que ajudam a entender se essa escolha faz sentido para a sua realidade e quando a economia de não contratar um plano pode custar caro.

Onde a proteção é um requisito de entrada

Em diversos países, o seguro viagem é obrigatório, funcionando como um visto de entrada que deve ser apresentado na imigração. O exemplo mais conhecido é o Tratado de Schengen, que abrange a maioria dos países europeus e exige uma cobertura mínima de 30 mil euros (cerca de R$ 180 mil) para despesas médicas e hospitalares.

Recentemente, a América do Sul também viu mudanças importantes, com a Argentina publicando o Decreto 366/2025, que prevê a obrigatoriedade do seguro para turistas. Embora a fiscalização possa ser intermitente em alguns postos, a ausência da apólice pode resultar na negativa de entrada no país.

A diferença entre seguro e assistência

No mercado brasileiro, os termos costumam ser usados como sinônimos, mas existem diferenças técnicas importantes no funcionamento do serviço. O seguro tradicional opera majoritariamente por reembolso: o viajante paga as despesas do próprio bolso e solicita o valor de volta à seguradora mediante comprovação.

Já a assistência viagem oferece uma rede credenciada onde o atendimento é organizado e pago diretamente pela empresa, sem que o turista precise desembolsar grandes quantias na hora. Atualmente, a regulamentação da SUSEP permite que os planos combinem ambas as modalidades, oferecendo maior flexibilidade.

O custo real de viajar sem proteção

Para destinos onde o seguro não é obrigatório, como os Estados Unidos, muitos viajantes cogitam "arriscar" para economizar. Contudo, vale considerar que uma consulta simples ou um atendimento de emergência nesses locais pode ultrapassar facilmente os milhares de dólares, um valor muito superior ao custo de uma apólice diária.

Além das questões de saúde, o seguro cobre imprevistos logísticos, como extravio de bagagem, atrasos de voos e cancelamentos. Sem essa proteção, o turista arca sozinho com gastos extras de alimentação, novos itens de higiene e até multas de remarcação de passagens, que podem gerar prejuízos superiores a R$ 18 mil.

No fim das contas, contratar ou não um seguro viagem depende de muitas variáveis que devem ser analisadas com calma, como o destino (se é obrigatório ou não), o perfil do viajante e do nível de risco que se está disposto a assumir. Mais do que um gasto extra, o seguro pode representar previsibilidade e tranquilidade, dois fatores que fazem toda a diferença quando o assunto é viajar.


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