
Muitos estudantes acreditam que os hackathons são eventos restritos a quem domina códigos e linguagens de programação complexas. No entanto, essas maratonas de criatividade têm se transformado em espaços onde o conhecimento de diferentes áreas é fundamental para o sucesso.
Nesse cenário, jovens das áreas de Humanas e Biológicas encontram oportunidades valiosas para aplicar seus saberes teóricos em problemas reais da sociedade. A relevância atual desses encontros reside justamente na necessidade de soluções que equilibrem tecnologia e impacto humano.
A participação nessas dinâmicas pode ser o diferencial para quem deseja sair da bolha acadêmica e entender como o mercado funciona na prática. Nos próximos parágrafos, nós explicamos como essa tendência funciona na prática.
Além do código: a força das equipes multidisciplinares
Embora o termo "hackathon" tenha origem no universo da tecnologia, hoje ele define maratonas focadas em inovação agilizada por grupos diversos. A presença de estudantes de diferentes cursos aumenta em até 38% as chances de criar soluções verdadeiramente inovadoras.
Times que contam com alunos de Psicologia, Direito ou Biologia conseguem olhar para as questões de saúde, ética e sustentabilidade com uma profundidade que apenas a tecnologia não alcança. É essa diversidade que permite validar se uma ideia é, de fato, viável para a sociedade.
Nesse processo, o papel do não-programador envolve desde a gestão do tempo até a criação de apresentações persuasivas para os avaliadores. É possível notar que a habilidade de articular ideias de forma clara é tão importante quanto o desenvolvimento do software em si
Desenvolvimento de habilidades comportamentais
Participar de uma maratona intensa, que costuma durar entre 24 e 72 horas, exige muito mais do que conhecimento técnico. Nós vemos que o ambiente sob pressão favorece o desenvolvimento das chamadas soft skills, como a resiliência e a comunicação eficaz.
Para estudantes de Humanas e Biológicas, essa é uma oportunidade rara de testar a capacidade de negociação e o trabalho em equipe com pessoas de vivências opostas. Vale considerar que essas competências são cada vez mais valorizadas por empresas que buscam profissionais completos.
Além disso, a experiência de transformar um conceito abstrato em um protótipo tangível gera um forte senso de realização pessoal. Esse tipo de vivência prática ajuda a construir um portfólio robusto, demonstrando proatividade para futuros empregadores.
Impacto social e novas perspectivas de carreira
Muitas dessas competições estão voltadas para resolver desafios globais, como sistemas de reuso de água ou plataformas de ensino inclusivo. Estudantes de áreas biológicas, por exemplo, podem liderar projetos de monitoramento ambiental que utilizam dados para o bem comum.
Ao participar desses eventos, observamos que o networking se expande significativamente, conectando alunos a mentores e líderes de grandes empresas. Estima-se que mais de 60% dos participantes conseguem oportunidades de emprego ou projetos após o evento.
Por outro lado, o contato com novas tecnologias, como inteligência artificial e drones, prepara o estudante para um mercado de trabalho em constante mudança. Isso permite que o jovem de qualquer curso visualize caminhos profissionais que antes pareciam distantes ou inexistentes.
