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A volta do Dress Code: Por que empresas de tecnologia estão exigindo roupa social?

Mudanças nas expectativas corporativas refletem uma busca por equilíbrio entre a flexibilidade do home office e o profissionalismo do trabalho presencial

23/02/2026 - 14h20min

Reprodução/Pexels

A forma como nos vestimos para o trabalho passou por uma transformação profunda nos últimos anos, impulsionada pela adoção em massa do trabalho remoto. O dress code formal deu lugar ao conforto das peças casuais e até esportivas dentro de casa.

Com o aumento do retorno presencial aos escritórios nos últimos anos, muitas empresas e colaboradores estão reavaliando o que é considerado apropriado. E esse movimento levanta dúvidas sobre se os padrões rígidos do passado retornarão ou se o conforto veio para ficar.

O fim do business casual tradicional

O modelo de "business casual" está perdendo espaço para políticas mais flexíveis ou, em alguns casos, para a ausência total de regras rígidas. Dados indicam que apenas uma pequena fração dos empregadores ainda exige vestimentas estritamente formais no dia a dia.

Essa mudança ocorre porque as empresas perceberam que permitir que os funcionários se sintam confortáveis pode elevar a produtividade e o bem-estar. Em setores como o de tecnologia e inovação, o conceito de "no dress code" tornou-se um diferencial para atrair talentos.

Por outro lado, a falta de clareza pode gerar confusão ou gafes em reuniões com clientes. Nesse cenário, o desafio das organizações é definir limites que preservem a imagem da marca sem sufocar a individualidade.

A estratégia do "Dress-for-your-day"

Uma das principais tendências para este ano, é o código de vestimenta baseado na agenda do colaborador, conhecido como "dress-for-your-day". A ideia é que o profissional escolha sua roupa conforme as atividades e as pessoas com quem irá interagir no dia.

Isso significa que, em dias de reuniões internas ou criação, o uso de jeans e tênis é amplamente aceito. Já em apresentações para investidores ou clientes externos, espera-se uma postura mais alinhada e formal.

Essa abordagem promove a autoconfiança e permite que o funcionário exerça seu senso de adequação. Vale considerar que essa flexibilidade exige maturidade profissional para entender as nuances de cada contexto.

O impacto geracional e a busca por controle

Curiosamente, as gerações mais jovens, como a Gen Z, estão adotando "uniformes de trabalho" próprios para evitar o cansaço de decisão. Inspirados por líderes como Steve Jobs, muitos optam por rotações de roupas simples e neutras para garantir que estejam sempre apresentáveis.

Essa escolha também reflete uma insegurança diante do cenário econômico e do medo de demissões. Ao adotar um visual mais conservador e estruturado, esses jovens profissionais buscam transmitir seriedade e foco.

Além disso, o uso de roupas repetitivas ajuda a economizar energia mental para tarefas críticas do trabalho. Assim, o que parece ser uma volta à formalidade é, na verdade, uma ferramenta de gerenciamento de carreira e produtividade.


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