A 'Lombar de 20 anos': Fisioterapeutas alertam para epidemia de dores nas costas em jovens home office | Atlântida
logo atlântida

AO VIVO

Vida Adulta

cuidados no home office

A 'Lombar de 20 anos': Fisioterapeutas alertam para epidemia de dores nas costas em jovens home office

O aumento do sedentarismo e a falta de ergonomia no trabalho remoto estão antecipando problemas de coluna que antes surgiam apenas na meia-idade

15/02/2026 - 15h20min

Reprodução/Pexels
O aumento do sedentarismo e a falta de ergonomia no trabalho remoto estão antecipando problemas de coluna que antes surgiam apenas na meia-idade.

Atualmente, observamos que as dores nas costas deixaram de ser uma queixa exclusiva de pessoas acima dos 45 anos para se tornarem frequentes entre jovens de 18 e 19 anos. No Brasil, cerca de 27 milhões de adultos convivem com algum tipo de problema na coluna, o que representa uma parcela significativa da população.

Essa mudança no perfil dos pacientes está diretamente ligada à transição para o modelo de trabalho remoto, muitas vezes realizado em ambientes improvisados e sem a estrutura adequada. O impacto é tão visível que as disfunções da coluna já lideram os motivos de afastamento do trabalho no país.

Siga a leitura para entender por que a postura inadequada no ambiente doméstico gera lesões crônicas e como as pausas ativas podem salvar a sua produtividade.

As causas da antecipação do desgaste físico

A principal razão para essa "epidemia silenciosa" entre os mais novos é a combinação entre o sedentarismo e as posturas erradas durante o expediente. O corpo humano não foi projetado para permanecer estático por longos períodos, e a falta de movimento reduz a circulação e sobrecarrega os músculos.

Nesse cenário, o uso excessivo de notebooks em superfícies inadequadas, como sofás ou camas, acelera o processo de degeneração das articulações vertebrais. Quando a musculatura estabilizadora é negligenciada, o risco de lesões crônicas aumenta drasticamente, mesmo em organismos jovens.

Vale considerar também que o estresse e a carga mental do trabalho remoto contribuem para a tensão muscular persistente. Essa sobrecarga emocional potencializa o desconforto físico, criando um ciclo difícil de romper sem intervenções específicas.

O impacto da ergonomia no ambiente doméstico

A ausência de mobiliário ajustável é um dos maiores vilões para quem trabalha de casa, com dados indicando que mais da metade dos trabalhadores remotos relatam dores nas costas. Cadeiras sem apoio lombar e monitores abaixo da linha dos olhos forçam a curvatura natural da coluna e tensionam a região cervical.

Por outro lado, ajustes simples podem transformar a realidade do trabalhador, como manter os pés totalmente apoiados no chão e os joelhos em um ângulo de 90 graus. A posição da tela também é crucial; o topo do monitor deve estar alinhado à visão para evitar a inclinação constante do pescoço.

A organização correta do espaço de trabalho não é apenas uma questão de conforto, mas de prevenção de doenças ocupacionais sérias. Pequenas adaptações, como usar suportes para elevar o computador ou almofadas na região lombar, já trazem resultados expressivos.

O papel vital do movimento e das pausas

Especialistas são unânimes ao afirmar que a atividade física regular é a intervenção mais eficaz para prevenir e tratar as dores na coluna. Exercícios que trabalham força e flexibilidade, como o pilates e o yoga, ajudam a criar uma "estabilidade dinâmica" que protege as vértebras.

Além dos treinos regulares, a prática de pausas ativas durante a jornada de trabalho é fundamental para aliviar a rigidez muscular. Nós sugerimos que, a cada 50 ou 60 minutos, o trabalhador se levante, caminhe um pouco e realize alongamentos rápidos para pescoço e punhos.

Essas interrupções ajudam a estimular a circulação sanguínea e evitam que o corpo acumule a fadiga de uma posição mantida por muito tempo. Manter-se ativo é a melhor estratégia para evitar que pequenos incômodos evoluam para quadros de dor crônica ou hérnias de disco.


MAIS SOBRE