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Entenda por que os programas de trainee voltaram com tudo e o que exigem além do inglês fluente em 2026

O mercado reaquece com salários atrativos e foco em liderança, exigindo novas competências comportamentais e digitais dos candidatos

26/01/2026 - 08h00min

Reprodução/Pexels
A volta dos programas de trainee em 2026 aquecem o mercado de trabalho.

Para quem busca iniciar a carreira com o pé direito, os programas de trainee sempre representaram a porta de entrada para grandes empresas e cargos de liderança. No entanto, em 2026, percebemos que esses processos seletivos ganharam um novo fôlego, atraindo milhares de recém-formados em busca de desenvolvimento acelerado.

O cenário atual combina remunerações que podem superar cinco vezes o salário mínimo com a exigência de habilidades que vão muito além da formação técnica tradicional. As companhias buscam perfis que unam competências digitais a um forte alinhamento cultural e comportamental, visando a inovação.

A seguir, nós detalhamos as competências técnicas e comportamentais que passaram a definir quem avança ou não nesses processos seletivos concorridos.

A atratividade financeira e a concorrência

Um dos principais motores para esse reaquecimento é, sem dúvida, o retorno financeiro, que coloca os aprovados em uma faixa de renda privilegiada logo no início da trajetória profissional. Dados recentes apontam que a média salarial se consolidou em cerca de R$ 7.300, com setores como tecnologia e varejo oferecendo valores ainda maiores.

Essa valorização transformou os processos seletivos em verdadeiras maratonas, com centenas de candidatos disputando uma única vaga em grandes organizações, tornando a seleção extremamente criteriosa. A busca não é apenas por um emprego, mas pela oportunidade de assumir postos estratégicos e participar de decisões com a alta liderança.

O que as empresas buscam hoje: além do técnico

Para além do currículo acadêmico, as empresas estão priorizando o "fit cultural" e as competências comportamentais, conhecidas como soft skills. A capacidade de adaptação, o aprendizado contínuo e a inteligência emocional tornaram-se critérios decisivos para quem deseja avançar nas etapas de seleção.

Isso ocorre porque as companhias enxergam nesses jovens os futuros líderes que perpetuarão a identidade e os valores da organização a longo prazo, garantindo a sustentabilidade do negócio. Diferente do estágio, que foca no suporte operacional, o trainee é preparado para resolver desafios complexos e gerir equipes em pouco tempo.

Tecnologia e Inglês: diferenciais ou obrigações?

Embora o comportamento conte muito, as habilidades técnicas específicas continuam sendo um divisor de águas, especialmente no que tange ao domínio de idiomas e ferramentas digitais. O inglês fluente, por exemplo, pode representar um incremento salarial superior a R$ 3 mil, funcionando como um passaporte para as melhores remunerações.

Simultaneamente, a transformação digital impôs a necessidade de conhecimentos em inteligência artificial e análise de dados, independentemente da área de formação do candidato. As organizações valorizam quem consegue utilizar a tecnologia para inovar, testar novas abordagens e trazer eficiência aos processos do dia a dia.

O propósito como moeda de troca

Por outro lado, nós observamos que a nova geração de talentos não se move apenas pelo salário; o senso de propósito e o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho ganharam peso inédito. Para atrair a Geração Z, as empresas precisaram reformular seus programas, oferecendo flexibilidade e impacto social real.

Apenas uma pequena parcela desses jovens tem como meta principal a liderança tradicional hierárquica; a maioria busca desenvolvimento pessoal e um ambiente que promova bem-estar. Assim, os programas de sucesso são aqueles que conseguem alinhar os objetivos estratégicos do negócio com os valores pessoais dos candidatos.


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