
As redes sociais e plataformas de vídeo passaram a ser a principal fonte de informação para a população mundial, superando a televisão e os sites de notícias. Os dados fazem parte do relatório anual Digital News Report 2026, divulgado pela Reuters Institute.
O estudo ouviu cerca de 100 mil pessoas em 48 mercados ao redor do mundo e identificou uma mudança significativa nos hábitos de consumo de notícias.
Segundo a pesquisa:
- 54% utilizam redes sociais e plataformas de vídeo para se informar;
- 52% recorrem à televisão;
- 51% acessam sites e aplicativos de jornais;
- 21% afirmam obter notícias pelo rádio.
Os dados também revelam uma forte diferença geracional. Entre os entrevistados com mais de 45 anos, a televisão e os portais jornalísticos continuam sendo as principais fontes de informação. Já entre os mais jovens, o cenário é bastante diferente.
O estudo mostra que mais da metade dos participantes entre 18 e 24 anos (56%) nunca desenvolveu o hábito de ler jornais, indicando uma ruptura em relação aos costumes das gerações anteriores.
Outro dado que chamou atenção foi a queda na confiança do público no jornalismo. Globalmente, o índice atingiu o menor patamar desde 2015, chegando a 37%.
No Brasil, a situação é ainda mais desafiadora. A confiança nas notícias caiu seis pontos percentuais e chegou a 36%, o menor nível registrado pelo levantamento no país nos últimos doze anos.
Além disso, quase metade dos brasileiros (47%) afirmou evitar notícias ocasionalmente ou com frequência, comportamento que vem sendo observado em diversos países e que especialistas associam ao excesso de informações, à polarização política e ao desgaste provocado pelo consumo constante de conteúdos negativos.
O relatório reforça uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos: a forma como as pessoas se informam está mudando rapidamente, com as redes sociais assumindo um papel cada vez mais central na circulação de notícias.

