Mudança de cidade: quanto custa, na ponta do lápis, um estudante se mudar para uma capital em 2026?
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Mudança de cidade: quanto custa, na ponta do lápis, um estudante se mudar para uma capital em 2026?

Um guia prático para entender os principais gastos e desafios de começar a vida estudantil em outra capital

07/01/2026 - 14h08min

Mudança de cidade: quanto custa, na ponta do lápis, um estudante se mudar para uma capital em 2026? / Pexels

Mudar de cidade para estudar é um passo marcante, mas também traz uma pergunta inevitável: quanto isso vai custar no dia a dia? Muitos estudantes entram na faculdade sem ter plena noção das despesas envolvidas e acabam se surpreendendo com preços que variam bastante de uma capital para outra. Essa diferença aparece principalmente no aluguel, na alimentação e no transporte, que juntos formam a maior parte do orçamento mensal.

Neste texto, nós vamos lhe explicar, de maneira simples e direta, quanto custa viver em capitais brasileiras em 2026 usando dados atualizados, além de trazer orientações práticas sobre como se preparar para a mudança.

Aluguel: o peso mais visível do orçamento

Entre todas as despesas, o aluguel costuma ser o maior desafio. Nas capitais monitoradas pelo FipeZAP, o preço médio em junho de 2025 chegava a R$ 61,32 por metro quadrado em São Paulo e R$ 58,99 em Belém, enquanto Porto Alegre e Goiânia apareciam em faixas mais baixas, entre R$ 41,89 e R$ 41,82 por metro quadrado. Para um apartamento compacto de 30 metros quadrados, isso significa algo entre R$ 1.200 e R$ 1.800 em muitas cidades.

Esses valores ajudam o estudante a entender o cenário que deve encontrar em 2026. Dá para supor que as capitais mais caras tendem a permanecer no topo, enquanto cidades médias continuam com valores mais acessíveis. É por isso que planejar a moradia com antecedência faz diferença.

Alimentação: a cesta básica muda de cidade para cidade

O Dieese mostra que, em novembro de 2025, a cesta básica custava R$ 841,23 em São Paulo, R$ 800,68 em Florianópolis e R$ 789,98 em Cuiabá, enquanto cidades como Aracaju e Maceió registravam valores bem menores, entre R$ 538 e R$ 571. Para o estudante, isso significa que a despesa mensal com alimentação pode variar facilmente em mais de R$ 300 dependendo do destino.

Mesmo que você não consuma todos os itens da cesta, o indicador mostra como o custo de vida é diferente entre as capitais. No cotidiano, isso se traduz em preços variados de arroz, carne, frutas e outros alimentos.

Transporte: tarifas que afetam o mês inteiro

As tarifas de transporte público também entram no cálculo. No início de 2025, várias capitais reajustaram seus preços: São Paulo passou de R$ 4,40 para R$ 5,00; Recife subiu para R$ 4,30; Salvador chegou a R$ 5,60; e Natal ficou em R$ 4,90. Para quem depende de ônibus diariamente, mesmo um reajuste considerado pequeno tem impacto direto no fim do mês.

Esse custo pode variar muito de acordo com a distância entre a moradia e a faculdade, daí a recomendação de priorizar regiões mais próximas ao campus sempre que possível.

Simulação básica: quanto um estudante pode gastar

Em uma capital de custo elevado, como São Paulo ou Florianópolis, um estudante pode enfrentar algo como R$ 1.500 a R$ 2.000 de aluguel, R$ 750 a R$ 850 em alimentação básica e mais cerca de R$ 150 a R$ 220 em transporte mensal. Já em capitais mais baratas, como Maceió e Aracaju, esses números caem tanto no aluguel quanto na comida, o que torna a mudança financeiramente menos pesada.

Mudar de cidade para estudar envolve custos que variam bastante entre as capitais brasileiras. Ao analisar aluguel, alimentação e transporte com base em dados confiáveis, você ganha clareza para tomar decisões melhores e evitar surpresas no primeiro semestre longe de casa.



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