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CRISE CLIMÁTICA

O que já está sendo feito para diminuir os efeitos da crise climática no Brasil e no mundo

De energias renováveis à adaptação das cidades, governos e empresas já adotam medidas para reduzir emissões e preparar sociedades para eventos climáticos mais extremos.

11/08/2026 - 17h05min

Reprodução
Infraestruturas urbanas podem ajudar cidades a enfrentar enchentes, calor extremo e outros impactos da crise climática.

A resposta à crise climática acontece em duas frentes principais: mitigação, que busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e adaptação, que procura preparar cidades, sistemas de produção e populações para os impactos que já estão acontecendo.

No Brasil, uma das principais iniciativas é o Plano Clima, que reúne estratégias para reduzir emissões e aumentar a capacidade do país de enfrentar eventos extremos. Entre as ações estão medidas voltadas à adaptação das cidades, transportes, recursos hídricos e prevenção de desastres.

O país também utiliza o Fundo Clima para financiar projetos ligados à transição energética, proteção de florestas, desenvolvimento urbano resiliente e outras iniciativas de baixo carbono. Em 2025, o mecanismo mobilizou R$ 34,6 bilhões em recursos públicos e privados.

E no resto do mundo?

Internacionalmente, o Acordo de Paris continua sendo uma das principais bases da ação climática. Países, cidades, empresas e investidores trabalham em medidas para reduzir emissões, ampliar energias renováveis e adaptar suas estruturas aos impactos do aquecimento global.

A expansão das fontes renováveis de energia é uma das principais frentes. Segundo a ONU, os investimentos globais em energia limpa vêm crescendo e a capacidade renovável representa grande parte das novas instalações de geração de energia.

Outra frente é a adaptação das cidades. Isso envolve planejamento urbano, infraestrutura mais resistente, sistemas de monitoramento e medidas para reduzir os riscos de enchentes, ondas de calor, secas e outros eventos extremos. No Brasil, o governo já possui um plano específico para orientar municípios nesse processo.

A existência dessas iniciativas, porém, não significa que a crise climática esteja resolvida. O desafio está em ampliar a velocidade e a escala dessas ações, principalmente porque os impactos climáticos já afetam diferentes regiões e populações de maneiras distintas.


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