
A resposta à crise climática acontece em duas frentes principais: mitigação, que busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e adaptação, que procura preparar cidades, sistemas de produção e populações para os impactos que já estão acontecendo.
No Brasil, uma das principais iniciativas é o Plano Clima, que reúne estratégias para reduzir emissões e aumentar a capacidade do país de enfrentar eventos extremos. Entre as ações estão medidas voltadas à adaptação das cidades, transportes, recursos hídricos e prevenção de desastres.
O país também utiliza o Fundo Clima para financiar projetos ligados à transição energética, proteção de florestas, desenvolvimento urbano resiliente e outras iniciativas de baixo carbono. Em 2025, o mecanismo mobilizou R$ 34,6 bilhões em recursos públicos e privados.
E no resto do mundo?
Internacionalmente, o Acordo de Paris continua sendo uma das principais bases da ação climática. Países, cidades, empresas e investidores trabalham em medidas para reduzir emissões, ampliar energias renováveis e adaptar suas estruturas aos impactos do aquecimento global.
A expansão das fontes renováveis de energia é uma das principais frentes. Segundo a ONU, os investimentos globais em energia limpa vêm crescendo e a capacidade renovável representa grande parte das novas instalações de geração de energia.
Outra frente é a adaptação das cidades. Isso envolve planejamento urbano, infraestrutura mais resistente, sistemas de monitoramento e medidas para reduzir os riscos de enchentes, ondas de calor, secas e outros eventos extremos. No Brasil, o governo já possui um plano específico para orientar municípios nesse processo.
A existência dessas iniciativas, porém, não significa que a crise climática esteja resolvida. O desafio está em ampliar a velocidade e a escala dessas ações, principalmente porque os impactos climáticos já afetam diferentes regiões e populações de maneiras distintas.

