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O avanço dos robôs humanoides: onde eles já estão trabalhando e por que empresas apostam nessa tecnologia

De fábricas a centros de logística, robôs com aparência humana começam a deixar os testes e assumir tarefas específicas no ambiente de trabalho.

18/08/2026 - 17h06min

Reprodução
Robôs humanoides começam a ser testados em fábricas e centros de logística ao redor do mundo.

Os robôs humanoides deixaram de aparecer apenas em demonstrações de tecnologia e já começaram a ser utilizados em situações reais de trabalho. A maior parte dos projetos ainda está em fase de testes ou implantação inicial, mas algumas empresas já utilizam essas máquinas em tarefas específicas.

Onde os robôs humanoides já estão trabalhando?

Um dos exemplos mais avançados está na indústria automotiva. A BMW testou o robô Figure 02 em sua fábrica de Spartanburg, nos Estados Unidos. Durante dez meses, a máquina trabalhou em tarefas de produção, movimentando peças de metal para o processo de soldagem e contribuindo para a fabricação de mais de 30 mil veículos. Em 2026, a empresa passou a testar uma nova geração, o Figure 03, em atividades de logística.

Na Alemanha, a BMW também iniciou testes com o robô humanoide AEON na fábrica de Leipzig, incluindo atividades relacionadas à montagem de baterias e componentes.

A logística é outra área que vem recebendo esses robôs. O Digit, desenvolvido pela Agility Robotics, já realiza tarefas em operações de armazém, enquanto empresas como Amazon, Toyota e GXO estão entre organizações que testam ou utilizam robôs humanoides em ambientes de trabalho.

Também existem aplicações mais específicas. Na China, robôs humanoides já começaram a aparecer em entregas dentro de hotéis e algumas tarefas de linhas de montagem, embora a adoção em larga escala ainda seja limitada.

Por que as empresas estão apostando neles?

A principal vantagem está na possibilidade de utilizar uma máquina capaz de executar tarefas repetitivas, movimentar objetos e trabalhar em ambientes originalmente projetados para pessoas, sem a necessidade de reconstruir toda a estrutura de uma fábrica ou armazém.

Outro fator é a evolução da chamada IA física, que combina inteligência artificial com sensores, movimentos e capacidade de interação com o ambiente. A expectativa das empresas é que os robôs consigam realizar tarefas cada vez mais variadas e aprender novos procedimentos.

Mas ainda existe uma diferença importante entre demonstração e uso comercial. Custo, segurança, manutenção, autonomia e necessidade de supervisão humana continuam sendo obstáculos. Segundo uma análise da Reuters publicada em agosto de 2026, a adoção em larga escala ainda não aconteceu e muitas empresas continuam avaliando se os robôs conseguem gerar retorno econômico suficiente.

O cenário atual, portanto, está menos próximo de robôs substituindo trabalhadores em todos os setores e mais de máquinas assumindo tarefas específicas dentro de ambientes controlados. O avanço da tecnologia dependerá justamente de elas conseguirem fazer esse trabalho de forma confiável, segura e economicamente viável.


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