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Cosméticos "Clean Beauty": A diferença real entre natural, orgânico e vegano

Movimento prioriza fórmulas livres de substâncias tóxicas, mas exige atenção do consumidor para evitar interpretações equivocadas sobre a segurança dos ingredientes

14/02/2026 - 16h10min

Reprodução/Pexels
Movimento "Clean Beauty" prioriza fórmulas livres de substâncias tóxicas, mas exige atenção do consumidor para evitar interpretações equivocadas sobre a segurança dos ingredientes.

O mercado de beleza passou por uma transformação profunda nos últimos anos, impulsionado por consumidores que buscam mais transparência sobre o que aplicam na pele. Termos como "beleza limpa" deixaram de ser nicho para ocupar as prateleiras principais das grandes lojas.

Nesse cenário, a preocupação com a saúde e o meio ambiente motiva a escolha por produtos que prometem ser mais seguros e sustentáveis. No entanto, a grande variedade de selos e nomes pode gerar confusão na hora da compra. É isso que nós vamos explicar ao longo deste texto.

O que define a beleza limpa

O conceito de clean beauty refere-se a produtos feitos sem ingredientes considerados tóxicos ou potencialmente prejudiciais à saúde humana e ao planeta. O foco principal é a transparência sobre as fórmulas e a segurança do consumidor.

Entretanto, vale considerar que não existe uma regulamentação governamental padronizada para o termo "clean". Isso significa que cada marca pode definir sua própria lista de substâncias proibidas, o que exige um olhar crítico de nossa parte.

Geralmente, essas fórmulas evitam parabenos, ftalatos, sulfatos e fragrâncias artificiais. A proposta é oferecer uma alternativa com menor potencial de causar irritações ou distúrbios hormonais.

As diferenças entre natural e orgânico

Um erro comum é acreditar que todo cosmético natural é também orgânico. Para ser considerado natural, o produto deve conter, no mínimo, 95% de matérias-primas de origem natural na sua composição.

Por outro lado, os cosméticos orgânicos vão um passo além, pois exigem que os ingredientes naturais sejam cultivados sem o uso de agrotóxicos ou agentes químicos. Eles costumam carregar selos de certificadoras que garantem práticas sustentáveis.

Nós devemos lembrar que "natural" nem sempre é sinônimo de "seguro" para todos. Extratos botânicos em altas concentrações podem causar alergias e dermatites em peles mais sensíveis, tanto quanto os sintéticos.

O conceito vegano e o risco do greenwashing

O termo vegano indica exclusivamente que o produto não possui componentes de origem animal, como mel, colágeno ou cera de abelha. Além disso, esses itens não podem ser testados em animais em nenhuma etapa de produção.

Contudo, é importante notar que um produto vegano pode ser inteiramente sintético e conter derivados de petróleo. Ser vegano não garante que o cosmético seja natural ou livre de substâncias controversas.

Essa falta de clareza abre espaço para o greenwashing, prática em que empresas usam marketing "verde" de forma superficial ou enganosa. Nós precisamos verificar os rótulos e buscar selos de instituições confiáveis para confirmar as promessas das marcas.

Como fazer escolhas conscientes

A busca por uma rotina de cuidados mais saudável e ética é um caminho positivo para o bem-estar individual e coletivo. Entender as nomenclaturas ajuda a filtrar o que realmente faz sentido para as nossas necessidades específicas.

Nesse processo, consultar um dermatologista continua sendo a forma mais segura de introduzir novos produtos. A melhor escolha depende da sensibilidade da sua pele, dos seus valores pessoais e da transparência oferecida pelas fabricantes.


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