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IA no TCC: como as universidades estão definindo o que é plágio em 2026

Entenda o que mudou nas regras acadêmicas, o que pode ou não ser feito com IA e como evitar problemas na sua graduação ou pós

21/02/2026 - 10h31min

Reprodução/pixabay
Regras acadêmicas buscam regularizar o uso de IA em trabalhos científicos.

O uso de inteligência artificial na vida acadêmica deixou de ser exceção e passou a fazer parte da rotina de muitos estudantes. Ferramentas que revisam textos, organizam referências e até sugerem estruturas para trabalhos já estão presentes em TCCs, artigos e projetos de pesquisa.

A principal dúvida de quem estuda hoje é simples, mas decisiva: usar IA é permitido ou pode resultar em punição? A resposta não é um “sim” ou “não” absoluto.

Diante desse cenário, universidades no Brasil e no exterior precisaram rever conceitos tradicionais de autoria e plágio. E, em 2026, as instituições caminham para regras mais claras, que diferenciam o uso da IA como apoio legítimo do uso que substitui o esforço intelectual do aluno.

O que as universidades estão chamando de plágio na era da IA

O conceito de plágio deixou de se limitar à cópia literal de textos e passou a envolver autoria, intenção e transparência. Em linhas gerais, as universidades entendem como plágio toda situação em que o estudante apresenta como próprio um conteúdo que não resultou de seu processo intelectual, mesmo que o texto tenha sido gerado por uma máquina.

Outro ponto central é a ausência de citação ou declaração do uso da ferramenta. Trabalhos entregues com trechos inteiros gerados por IA, sem revisão crítica, sem adaptação à voz do autor e sem indicação de apoio tecnológico, tendem a ser enquadrados como violação de integridade acadêmica. A lógica é simples: não importa quem “escreveu”, mas quem assume a autoria e a responsabilidade pelo conteúdo.

Quando a IA é aceita como ferramenta de apoio acadêmico?

Por outro lado, o uso da IA como suporte vem sendo amplamente aceito quando ela auxilia tarefas mecânicas ou operacionais. Revisão gramatical, reorganização de parágrafos, tradução inicial de textos, auxílio na formatação de referências e apoio na compreensão de conceitos complexos são exemplos recorrentes de usos permitidos.

O critério-chave é que a IA não substitua a análise, a interpretação e a tomada de decisão do estudante. Em muitas instituições, é esperado que você revise criticamente tudo o que a ferramenta gera, corrija erros, valide fontes e adapte o conteúdo ao seu argumento.

Em alguns casos, recomenda-se inclusive registrar, na metodologia ou em nota explicativa, como e para que a IA foi utilizada.

Novas regras, avaliações diferentes e mais foco em transparência

A dificuldade de detectar textos gerados por IA levou universidades a repensarem seus métodos de avaliação. Em vez de confiar apenas em softwares de detecção, muitas instituições passaram a valorizar apresentações orais, projetos aplicados, análises baseadas em dados próprios e avaliações que acompanham o processo de produção do trabalho.

Além disso, cresce a exigência de transparência. Cada vez mais regulamentos pedem que o aluno declare o uso de IA, detalhe sua função no trabalho e comprove que a autoria intelectual permanece humana. Essa mudança desloca o foco da punição automática para a responsabilidade acadêmica, estimulando o uso ético e consciente da tecnologia.

Em 2026, o consenso nas universidades não é proibir a inteligência artificial, mas estabelecer limites claros para seu uso. Plágio continua sendo apresentar como seu aquilo que você não produziu intelectualmente, enquanto a IA passa a ser aceita como apoio desde que não substitua o pensamento crítico, a autoria e a responsabilidade do estudante.


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