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Fundações e ONGs no Brasil que oferecem auxílio financeiro para universitários de baixa renda

Conheça iniciativas que ajudam estudantes a permanecer no ensino superior com mais segurança financeira

21/01/2026 - 11h00min

Reprodução/Pexels
Conheça instituições que auxiliam jovens de baixa renda a permanecerem na universidade.

Ingressar na universidade é um marco importante, mas também pode trazer um desafio imediato: como arcar com despesas de moradia, alimentação e materiais sem comprometer os estudos? Para muitos jovens de baixa renda, essa é a principal barreira para continuar no curso, mesmo após conquistar a tão sonhada vaga.

Nesse cenário, diversas ONGs e fundações brasileiras atuam para reduzir desigualdades e garantir que talentos não abandonem a graduação por falta de recursos. Elas oferecem bolsas mensais, mentoria, acompanhamento psicológico e redes de apoio que fazem diferença no dia a dia acadêmico.

Neste texto, você vai conhecer algumas das iniciativas de auxílio financeiro e suporte estudantil no país, entender como funcionam e descobrir como elas podem ajudar na sua permanência universitária.

Instituto Semear

O Instituto Semear apoia jovens de baixa renda que iniciaram a faculdade recentemente e encontram dificuldade para se manter nos estudos. O programa, voltado ao estado de São Paulo, oferece bolsa financeira mensal, oficinas, treinamentos, acesso à terapia e mentoria profissional. Ao longo de 2025, a ONG manteve o compromisso de apoiar 200 universitários selecionados segundo critérios como idade, vínculo com escola pública e início recente da graduação.

O processo seletivo inclui inscrição online e etapas posteriores de análise e entrevistas. Os estudantes aprovados participam da Trilha do Jovem Semente, que reúne atividades de desenvolvimento pessoal e profissional ao longo de um ano. Mesmo após o término da bolsa, os participantes continuam vinculados à Rede Semear, mantendo acesso a apoio psicológico e orientações de carreira.

Instituto Reditus

Criado para fortalecer a permanência de alunos de baixa renda na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Instituto Reditus lançou em 2023 a Bolsa Reditus. O programa concede R$ 800 por mês, além de mentoria com profissionais experientes e uma rede de apoio entre os bolsistas. O foco são estudantes de baixa renda que naturalmente enfrentam maiores riscos de evasão.

Desde a primeira edição, o número de inscritos passou de 200 para mais de 300, e dezenas de estudantes já foram contemplados e acompanhados regularmente. Para muitos, o apoio financeiro combinado com mentoria é decisivo para permanecer e progredir na universidade.

Fundação Lemann

Embora seja mais conhecida por apoiar trajetórias acadêmicas internacionais, a Fundação Lemann desempenha um papel relevante na democratização do acesso à formação avançada. Entre 2021 e 2024, 182 brasileiros receberam bolsas para estudar em universidades renomadas como Harvard, Oxford e Stanford, com foco em áreas de impacto social.

A organização também investe em equidade racial e econômica por meio da iniciativa Alcance, que prepara e oferece bolsas exclusivas para pessoas negras, pardas e indígenas. Além disso, mantém parcerias com instituições brasileiras, como USP, FGV e Insper, com oportunidades destinadas a estudantes de baixa renda da rede pública. Apesar de atuarem sobretudo na pós-graduação, essas ações ampliam horizontes e estimulam a continuidade dos estudos após a graduação.

Programas públicos e plataformas de acesso

Algumas políticas públicas também reforçam a permanência estudantil. O Programa Bolsa Permanência (PBP), do Ministério da Educação, oferece auxílio mensal de R$ 1.400 para estudantes indígenas e quilombolas matriculados em instituições federais. O benefício exige comprovação de renda, matrícula presencial e desempenho acadêmico, além de documentação específica conforme o grupo atendido.

Outra iniciativa relevante é o Portal do Bolsista, criado pelas ONGs Ponteduca e Educafro. A plataforma, prevista para ser lançada com um mapa interativo, reunirá instituições que oferecem bolsas pela política Cebas-Educação. Ela facilitará a busca por oportunidades e ainda permitirá o envio de denúncias sobre irregularidades em processos de concessão de bolsas, fortalecendo o controle social e o acesso à informação.

Se você é universitário de baixa renda, existem diversos caminhos para obter apoio financeiro e continuar sua formação com mais tranquilidade. ONGs, fundações e programas públicos oferecem desde bolsas mensais até mentoria e acompanhamento psicológico, criando uma rede essencial para quem enfrenta desafios socioeconômicos.


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