
Entrar na faculdade também pode significar assumir novas responsabilidades financeiras. Mesmo quando o estudante ainda depende da família, gastos com transporte, alimentação, materiais, moradia e lazer podem tornar necessário acompanhar melhor para onde o dinheiro está indo.
Um estudo publicado em 2026 sobre educação financeira entre universitários brasileiros, realizado com 721 estudantes da Universidade Federal do Maranhão, reforça a importância do tema diante do maior acesso ao crédito e da complexidade dos produtos financeiros.
Da mesada ao próprio orçamento
A mudança costuma acontecer quando o estudante começa a ter maior autonomia sobre o próprio dinheiro. Bolsas, estágios, trabalhos temporários ou a própria renda familiar passam a precisar ser distribuídos entre diferentes despesas.
Nesse cenário, o planejamento financeiro deixa de significar apenas guardar dinheiro. Ele envolve saber quanto entra, quais são os gastos fixos e variáveis e quais compromissos podem ser assumidos sem comprometer o orçamento.
Uma pesquisa da UFRJ com universitários identificou justamente uma diferença entre conhecer conceitos de educação financeira e conseguir aplicá-los no cotidiano: muitos estudantes reconheciam a importância do planejamento, mas tinham dificuldade de transformar esse conhecimento em prática.
Crédito também entra na rotina
O acesso a cartões, empréstimos e outras formas de crédito torna o conhecimento financeiro ainda mais relevante. Um estudo com universitários da Unioeste encontrou que instrumentos de crédito eram utilizados com frequência, enquanto conhecimentos sobre juros, prazos e cláusulas contratuais ainda apresentavam dificuldades entre parte dos estudantes.
Por isso, a educação financeira passou a ocupar um espaço maior na discussão sobre a vida universitária. Mais do que aprender a economizar, entender como funcionam orçamento, crédito, juros e investimentos ajuda o estudante a tomar decisões que podem acompanhar sua vida depois da faculdade.

