
A Copa do Mundo é um evento que transforma a rotina do Brasil, unindo torcedores em torno de um objetivo comum. Essa mudança de hábito reflete diretamente na economia, alterando a forma de consumo de produtos e serviços durante o torneio.
A relevância desse debate cresce à medida que o Mundial se aproxima, exigindo que empresas e consumidores entendam as flutuações do mercado. Percebe-se que o tempo dedicado ao lazer e aos jogos redistribui a circulação de dinheiro no país.
O impacto direto nos shoppings e no varejo de moda
Durante os jogos da seleção brasileira, é comum que haja um esvaziamento considerável em centros comerciais e lojas de rua. Estudos indicam que o fluxo de pessoas em shoppings pode cair até 40% nos horários das partidas, já que o foco do consumidor migra para o entretenimento.
Nesse período os consumidores passam a adiar a compra de roupas e acessórios, priorizando o tempo dedicado ao acompanhamento dos eventos esportivos. Dessa forma, o varejo de moda e outros segmentos de bens não essenciais tendem a ser os primeiros a sentirem o impacto nas vendas.
Por isso, muitos desses negócios adotam estratégias para atrair o público antes ou depois do apito final das partidas.
Os grandes vencedores: artigos esportivos e tecnologia
Enquanto a moda casual recua, o setor de artigos esportivos vive seu momento de maior brilho, com destaque para a venda de camisas oficiais. O Grupo SBF, por exemplo, projeta comercializar cerca de 850 mil camisas durante a competição, impulsionado pelo desejo da torcida de vestir as cores da seleção.
Além do vestuário, os brasileiros também buscam renovar seus aparelhos para garantir a melhor experiência visual durante as transmissões dos jogos. Dessa forma, o setor de tecnologia também registra picos de demanda, especialmente na venda de televisores e dispositivos de streaming.
Esse movimento gera um impacto positivo significativo para as grandes redes varejistas que focam em eletroeletrônicos. O aumento nas vendas dessas categorias ajuda a equilibrar o saldo do comércio geral durante o período do Mundial.
O consumo de alimentos, bebidas e o papel das marcas
Os setores de varejo alimentar e de bebidas são, sem dúvida, os que mais lucram com as reuniões de torcedores. Pesquisas mostram que itens como carnes para churrasco e bebidas (alcoólicas ou não) estão no topo da lista de prioridades de compra de mais de 50% dos torcedores.
A preferência do consumidor também é influenciada pelo patrocínio oficial do evento. Cerca de 56% dos fãs de esportes afirmam dar preferência a marcas que investem e apoiam a Copa do Mundo, o que gera uma vantagem competitiva para essas empresas.
Dessa forma, a conexão emocional com o futebol se transforma em oportunidade de negócio para o setor de alimentação. O desafio para essas marcas é garantir que o estoque e a logística atendam ao aumento repentino da demanda em dias específicos.
Perspectivas globais e o saldo para o bolso
Em uma escala maior, a Copa do Mundo de 2026 deve movimentar cifras bilionárias, com estimativas de gerar até US$ 41 bilhões ao PIB global. Esse montante envolve desde investimentos em infraestrutura e turismo até a criação de empregos temporários nos países sede.
No Brasil, o impacto individual é percebido no orçamento doméstico, onde o gasto médio por consumidor com produtos relacionados ao Mundial pode girar em torno de R$ 211,21.
