
Os Gilsons retornam a Porto Alegre neste sábado (20) para um show especial no Auditório Araújo Vianna, marcando uma nova fase na carreira. O trio apresenta, pela primeira vez na cidade, a turnê de Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão, segundo álbum de estúdio do grupo lançado em março deste ano.
O novo trabalho amplia a sonoridade que marcou sucessos como “Várias Queixas”, “Love Love” e “Devagarinho”, incorporando novas texturas, experimentações e reflexões sobre os desafios da vida.
Formado por José Gil, Francisco Gil e João Gil, filho e netos de Gilberto Gil, o trio chega à capital gaúcha em um momento de amadurecimento artístico. Mas sem abandonar as raízes da música brasileira.
Sobre o álbum Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão
O novo disco nasceu em um período particularmente delicado para o grupo. Entre luto, agenda intensa e mudanças pessoais, os integrantes encontraram na música um espaço de elaboração emocional e fortalecimento dos laços familiares.
Em comunicado, os Gilsons definem o projeto como uma obra construída a partir da resistência e da esperança.
Criar esse álbum foi como atravessar tudo o que a gente viveu e, ainda assim, continuar. A música aparece muito como essa fagulha que faz a gente seguir em frente. O disco nasce desse lugar de atravessamento, mas também de esperança.
GILSONS
O conceito fica evidente já na faixa de abertura, “Visão”. A faixa carrega o verso que dá nome ao álbum e resume a mensagem central do projeto: enxergar a luz mesmo diante das dificuldades.
Ao longo das dez canções, o grupo passeia por temas como perda, cuidado, amor e recomeços.
O trabalho conta ainda com participações de nomes como Arnaldo Antunes, Narcizinho, Julia Mestre, Sona Jobarteh e a família Veloso, formada por Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso.
As influências que moldaram a identidade dos Gilsons
Muito da identidade musical do trio está ligada à convivência familiar e às experiências compartilhadas desde a infância. Entre as referências mais marcantes estão o Carnaval de Salvador, os blocos afro e a força dos tambores e atabaques, elementos que fizeram parte da formação cultural dos três integrantes.
Em entrevista, João Gil explicou como essas memórias ajudaram a construir a sonoridade característica do trio.
Acho que muito do que compõe o som dos Gilsons vem justamente dessas memórias coletivas que a gente compartilhou por ter crescido junto, por ser família. Muito da sonoridade dos Gilsons vem dessa interseção das nossas musicalidades.
JOÃO GIL
Segundo o músico, a influência da música baiana e da cultura popular está presente de forma natural no trabalho do grupo. Ao mesmo tempo, os Gilsons buscam manter uma abordagem aberta e livre na criação artística, transitando entre diferentes estilos e épocas.
Uma nova fase sonora
Se o álbum de estreia, Pra Gente Acordar, consolidou a identidade do trio, o novo trabalho representa uma expansão desse universo.
A produção musical, assinada por José Gil, mantém elementos característicos da sonoridade do trio. Os violões, harmonias vocais e influências da MPB seguem presentes, mas abrem espaço para beats, camadas eletrônicas discretas e novas construções rítmicas.
“A gente quis dar um passo à frente sem perder a nossa gênese”, explicou José.
O resultado é um disco que preserva a atmosfera solar que tornou o trio conhecido, mas apresenta novas possibilidades estéticas e emocionais.
Turnê mundial passa por quatro continentes
O show em Porto Alegre integra a turnê mundial de Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão, que reúne mais de 30 apresentações confirmadas.
Após a passagem pela capital gaúcha, eles seguem para Santiago, Montevidéu e Buenos Aires antes de embarcar para uma série de shows pela Europa, incluindo festivais na Itália, Espanha, Alemanha e Dinamarca.
O que esperar do show em Porto Alegre?

Mais do que apresentar um novo repertório, os Gilsons chegam a Porto Alegre com um espetáculo que reflete o momento atual da carreira do trio.
Entre memórias familiares, influências da música brasileira e novas experimentações sonoras, o grupo transforma o palco em uma extensão da mensagem que guia seu segundo álbum.
E, além das músicas do novo álbum, o público pode esperar um repertório recheado pelos sucessos que ajudaram a consolidar a trajetória do trio nos últimos anos.
Serviço Gilsons em Porto Alegre
- Quando: 20 de junho de 2026 (sábado)
- Horário do show: 22h
- Abertura da casa: 20h30
- Onde: Auditório Araújo Vianna
- Endereço: Avenida Osvaldo Aranha, 685 – Bom Fim, Porto Alegre

