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SERÁ QUE O DISBAND É REAL?

BLACKPINK pode acabar? O que há por trás dos rumores de fim do grupo

Entenda os rumores sobre um possível disband, as mudanças nas carreiras das integrantes e o que pode acontecer com o quarteto

09/09/2026 - 15h16min

Reprodução/Divulgação
Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa, do BLAKCPINK.

Basta abrir as redes sociais, principalmente o X, para se deparar com algum rumor de que o BLACKPINK está em disband (encerrando as atividades coletivas, em português).  Nada novo por aqui.

Mas, nas últimas semanas, os rumores cresceram e apontam que o girl group de K-Pop pode estar próximo de encerrar as atividades como grupo voltaram a crescer nas redes sociais e entre o fandom. A especulação ganhou força em meio às discussões sobre o futuro contratual do quarteto com a YG Entertainment.

Apesar disso, não existe confirmação de que Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa tenham decidido encerrar o grupo

O que, de fato, existe é uma combinação de fatores que tornou o futuro do grupo menos previsível: um contrato que a duração exata nunca foi divulgada. Além de quatro carreiras solo cada vez mais independentes, com as dificuldades para conciliar as agendas.

Por isso, é preciso voltar ao início para entender como o BLACKPINK chegou ao atual momento e quais caminhos podem surgir daqui para frente.

Como o BLACKPINK foi formado?

O BLACKPINK surgiu dentro da YG Entertainment como o novo grande girl group da empresa após o 2NE1. A formação final foi anunciada entre junho e agosto de 2016, com Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa. Segundo a YG, as quatro haviam passado entre quatro e seis anos em treinamento antes da estreia.

A empresa chegou a considerar uma formação de aproximadamente nove integrantes antes de definir o quarteto.

O debut aconteceu em 8 de agosto de 2016, com o single álbum Square One, que apresentou as faixas “BOOMBAYAH” e “WHISTLE”. Produzido por Teddy, o projeto marcou o início da trajetória de um grupo que rapidamente se tornou um dos principais nomes do K-pop no mercado internacional.

Ao longo dos anos seguintes, o BLACKPINK ampliou sua presença mundial com músicas como “DDU-DU DDU-DU”, “Kill This Love”, “How You Like That” e “Pink Venom”, além dos álbuns The Album e Born Pink.

As negociações contratuais

Os contratos originais das integrantes com a YG chegaram ao fim em agosto de 2023, quando o grupo completou sete anos. A partir daquele momento, começaram meses de especulações sobre o futuro do quarteto.

Entre os rumores que circularam na época estavam a possibilidade de Lisa receber propostas de outras empresas, a hipótese de apenas algumas integrantes renovarem e até a ideia de que o BLACKPINK poderia continuar com uma formação diferente.

O desfecho, porém, foi outro. Em dezembro de 2023, a YG anunciou que Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa haviam renovado os contratos para as atividades do BLACKPINK como grupo.

Há, porém, uma informação fundamental para entender os rumores atuais: a YG nunca revelou publicamente a duração exata desse novo contrato.

Por isso, não é possível afirmar oficialmente quando o acordo termina. A imprensa especializada e fontes da indústria passaram a considerar a possibilidade de um contrato de aproximadamente três anos. O que colocaria 2026 como um período natural para uma nova negociação.

A decisão que mudou completamente o modelo do BLACKPINK

Poucas semanas depois de confirmar a renovação do grupo, a YG anunciou outra decisão que mudaria a estrutura do grupo.

No final de dezembro de 2023, a empresa informou que as quatro integrantes não renovariam os contratos individuais para suas atividades solo. O acordo coletivo, entretanto, permanecia válido.

Na prática, o modelo passou a funcionar assim:

  • BLACKPINK → YG Entertainment
  • Jisoo → BLISSOO
  • Jennie → ODD ATELIER
  • Lisa → LLOUD
  • Rosé → The Black Label e parceiros internacionais

Ou seja, o grupo continuou ligado à YG, enquanto as quatro passaram a controlar suas próprias trajetórias individuais.

A mudança deu às integrantes mais liberdade criativa e empresarial. Mas também criou uma nova dificuldade: qualquer atividade do BLACKPINK precisa ser organizada entre quatro carreiras independentes, cada uma com seus próprios compromissos, empresas e contratos.

As carreiras individuais ganharam força

O período entre 2023 e 2026 foi marcado justamente pelo crescimento das integrantes fora do grupo. Após o fim da Born Pink World Tour, as integrantes anunciaram uma pausa nas atividades coletivas para focarem nas suas individuais.

Em vez de simplesmente aguardarem um novo comeback, as quatro aproveitaram a pausa para construir identidades próprias em áreas como música, atuação, moda e empreendedorismo.

Essa transformação foi apontada pela imprensa especializada como uma nova fase do BLACKPINK, na qual o sucesso individual das integrantes passou a coexistir com a carreira coletiva.

Jisoo

Reprodução/Internet
Jisoo do Blackpink.

Depois de lançar ME, em 2023, com o sucesso de “FLOWER”, Jisoo passou a administrar suas atividades solo pela BLISSOO. Em 2025, lançou o EP Amortage, enquanto também ampliou sua atuação como atriz.

Em 2026, protagonizou a série Boyfriend on Demand e retomou a carreira musical com “CLICK”, lançada em 4 de setembro como o primeiro passo de uma nova fase solo.

Jennie

Reprodução/Internet
Jennie do Blackpink.

Jennie criou a ODD ATELIER e passou a conduzir sua carreira individual de forma independente. Depois de trabalhos como “You & Me”, “One of the Girls” e “Mantra”, lançou seu primeiro álbum completo, Ruby, em março de 2025, com participações de nomes como Dua Lipa e Doechii.

Em 2026, voltou com o EP Fallen Angel, lançado em 28 de agosto pelo seu selo em parceria com a Columbia Records.

Rosé

Reprodução/Internet
Rosé do Blackpink.

Rosé seguiu um caminho diferente das demais integrantes e assinou com a The Black Label para administrar sua carreira solo na Coreia. Em 2024, lançou “APT.”, parceria com Bruno Mars, que se transformou em um dos maiores sucessos individuais de uma integrante do BLACKPINK, e posteriormente apresentou o álbum rosie.

O projeto consolidou uma identidade mais pessoal para a cantora e ampliou sua presença no mercado internacional.

Lisa

Reprodução/Internet
Lisa do Blackpink.

Lisa criou a LLOUD em 2024 e ampliou sua carreira para além da música. A integrante lançou “Rockstar”, “New Woman”, com Rosalía, e “Moonlit Floor”, antes de apresentar o álbum Alter Ego, em 2025. No mesmo período, estreou como atriz em The White Lotus.

Em 2026, Lisa iniciou uma nova fase com “SaWaDiKa”, lançada em setembro, e prepara o EP Press Play, previsto para 23 de outubro, além do documentário Always Lalisa.

O que aconteceu com o BLACKPINK em 2025 e 2026?

Apesar do crescimento das carreiras solo, o BLACKPINK voltou a trabalhar como grupo.

Em julho de 2025, as integrantes lançaram o single “JUMP” e iniciaram a BLACKPINK WORLD TOUR [DEADLINE]. A turnê atravessou 2025 e 2026 e marcou o retorno do quarteto aos grandes palcos após o período dedicado às atividades individuais.

Depois, em fevereiro de 2026, o grupo lançou o EP DEADLINE, seu primeiro projeto coletivo desde Born Pink, de 2022. O trabalho marcou o retorno oficial das quatro integrantes à música como BLACKPINK depois de mais de três anos.

Por que os rumores de um disband voltaram agora?

A discussão ganhou força novamente em 2026 principalmente por causa da incerteza sobre o próximo contrato.

Em fevereiro, o Korea Herald publicou uma análise questionando se DEADLINE poderia ser o último lançamento do BLACKPINK pela YG. A reportagem não afirmou que o grupo iria acabar, mas levantou a possibilidade de que o contrato estivesse entrando em sua fase final, considerando as estimativas da indústria sobre sua duração.

A situação ganhou ainda mais atenção porque, diferentemente de 2023, as integrantes agora possuem estruturas individuais consolidadas. Uma nova negociação precisa levar em consideração não apenas o interesse da YG, mas também os planos de quatro artistas que já possuem empresas, equipes e contratos próprios.

Por isso, a questão atual não é simplesmente se o BLACKPINK quer continuar, mas também como seria possível conciliar as quatro carreiras com um novo acordo coletivo.

O aniversário de 10 anos aumentou as especulações

O BLACKPINK completou dez anos de carreira em agosto de 2026 e a expectativa dos fãs era de uma grande celebração. O que aconteceu, entretanto, foi bem mais discreto.

A YG anunciou um encontro com fãs apenas dois dias antes da data, com a participação limitada de 40 pessoas. A comunicação inicial também indicava que a presença das integrantes dependeria de suas agendas, o que gerou especulações sobre a possibilidade de o grupo não aparecer completo.

Posteriormente, a presença das quatro foi confirmada e elas compareceram ao evento.

Mesmo assim, a maneira como o evento foi organizado provocou críticas entre os fãs, especialmente porque o grupo havia realizado celebrações maiores em aniversários anteriores.

Depois do evento, Jisoo foi filmada chorando enquanto deixava o local. As imagens rapidamente foram interpretadas por parte do fandom como um possível sinal de que algo estaria acontecendo nos bastidores do BLACKPINK.

A situação ganhou força porque a cantora havia se desculpado publicamente pela maneira como o evento de aniversário havia sido organizado.

No dia seguinte, entretanto, a própria integrante tratou de esclarecer o episódio. Nas redes sociais, Jisoo pediu aos fãs que não atribuíssem um significado específico às suas lágrimas e explicou que estava emocionada pela trajetória de dez anos do grupo.

O que pode acontecer com o BLACKPINK?

Mesmo sem confirmação de uma separação, o futuro do grupo pode seguir diferentes caminhos. Hoje, existem pelo menos quatro possibilidades:

1. As quatro renovam com a YG

O cenário mais simples seria Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa renovarem o contrato coletivo e continuarem realizando atividades como BLACKPINK, enquanto mantêm suas carreiras solo separadas.

Foi exatamente esse modelo que começou em 2023 e demonstrou que o grupo consegue coexistir com as carreiras individuais.

2. As quatro continuam, mas com um contrato mais flexível

Outra possibilidade seria uma estrutura ainda mais independente.

Em vez de manter uma agenda tradicional de grupo, o BLACKPINK poderia trabalhar com comebacks mais espaçados, turnês pontuais, singles, projetos especiais e grandes eventos.

Nesse modelo, as integrantes continuariam sendo BLACKPINK, mas passariam períodos maiores dedicadas às próprias carreiras.

3. Uma integrante deixa o grupo

Também existe a possibilidade, ainda que atualmente sem confirmação, de uma das quatro não renovar o contrato coletivo.

Nesse caso, o BLACKPINK poderia tentar continuar como trio. Porém, seria necessário resolver questões contratuais, comerciais e relacionadas ao uso do nome do grupo.

Até o momento, não existe confirmação pública de que qualquer integrante esteja planejando deixar o BLACKPINK.

4. As quatro deixam a YG, mas o BLACKPINK continua

Não renovar com a YG também não significaria necessariamente o fim do grupo.

O mercado do K-pop possui precedentes de artistas que deixaram suas empresas e continuaram suas atividades coletivas. O próprio iKON, por exemplo, deixou a YG e continuou utilizando o nome do grupo.

No caso do BLACKPINK, entretanto, uma eventual saída coletiva envolveria uma negociação mais complexa sobre marca, catálogo, contratos e direitos de exploração comercial.

Por isso, fim do contrato com a YG e fim do BLACKPINK são duas coisas diferentes.

Então, o BLACKPINK vai acabar?

Por enquanto, não há evidências suficientes para afirmar que o BLACKPINK esteja se dissolvendo.

Os rumores têm origem em elementos reais. Ao mesmo tempo, em que existem fatos que apontam para a continuidade das atividades coletivas.

O principal ponto de mudança está justamente nas carreiras individuais. O BLACKPINK não precisa mais funcionar como funcionava em 2016 ou 2020. As quatro chegaram a um estágio em que podem construir suas próprias trajetórias e, ao mesmo tempo, se reunir para projetos coletivos.

Por isso, mais do que perguntar se o BLACKPINK vai acabar, talvez seja necessário perguntar que tipo de grupo o BLACKPINK será daqui para frente.

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