Neste domingo (9), o Dia dos Pais celebra as relações entre pais e filhos e, na música, algumas dessas histórias também atravessaram gerações. De artistas que ajudaram a transformar gêneros inteiros a nomes que construíram carreiras próprias, diferentes famílias deixaram suas marcas na indústria musical.
Em alguns casos, os filhos seguiram os mesmos caminhos dos pais e ajudaram a preservar um legado. Em outros, a influência familiar serviu apenas como ponto de partida para trajetórias completamente diferentes.
Entre reggae, rock, música latina, jazz, pop e country, confira pais e filhos que fizeram história na música.
Bob Marley e Ziggy Marley

Bob Marley transformou o reggae em um fenômeno mundial e se tornou um dos maiores símbolos da música jamaicana. Ao longo da carreira, o artista ajudou a levar o gênero para além das fronteiras da Jamaica e tornou-se uma das figuras mais importantes da música do século XX.
Filho mais velho de Bob Marley e Rita Marley, Ziggy seguiu os passos do pai na música. Além de continuar parte desse legado, o artista construiu uma trajetória própria e ajudou a apresentar o reggae para novas gerações, conquistando reconhecimento por seu trabalho.
John Lennon e Sean Lennon

John Lennon foi fundamental para a transformação dos Beatles em um dos maiores fenômenos culturais do século XX. Depois do fim da banda, o músico também construiu uma carreira solo marcada pelo ativismo e por trabalhos que ampliaram sua influência para além da música.
Filho de John Lennon e Yoko Ono, Sean Lennon também seguiu carreira musical. Ao longo de sua trajetória, trabalhou com artistas de diferentes gerações e manteve uma conexão direta com o legado deixado pelo pai, ao mesmo tempo em que desenvolveu sua própria identidade artística.
Ravi Shankar e Norah Jones

Ravi Shankar foi um dos principais responsáveis por apresentar a música clássica indiana ao público ocidental. Virtuoso do sitar, o músico exerceu influência direta sobre artistas como George Harrison e teve papel importante na aproximação entre a música indiana e o rock ocidental.
Sua filha, Norah Jones, construiu uma carreira própria e seguiu por um caminho musical bastante diferente. Misturando jazz, pop, soul e folk, tornou-se uma das grandes artistas de sua geração e conquistou reconhecimento internacional.
Julio Iglesias e Enrique Iglesias

Julio Iglesias ajudou a popularizar a música latina internacionalmente e se tornou um dos artistas de língua espanhola mais bem-sucedidos da história. Com uma carreira marcada por sucessos em diferentes países e idiomas, o cantor ajudou a ampliar o alcance da música latina no mercado global.
Anos depois, seu filho Enrique Iglesias levou essa herança para a era do pop global. A partir dos anos 1990, o artista ajudou a aproximar ainda mais a música latina do mainstream internacional, tornando-se um dos principais nomes do gênero nas décadas seguintes.
Peter Tosh e Andrew Tosh

Peter Tosh foi um dos fundadores do The Wailers, ao lado de Bob Marley e Bunny Wailer, e posteriormente construiu uma importante carreira solo. O músico se tornou uma das figuras fundamentais do reggae jamaicano e também ficou conhecido por suas letras de forte posicionamento político e social.
Seu filho, Andrew Tosh, seguiu carreira musical e ajudou a preservar parte da tradição do reggae jamaicano. Ao continuar ligado ao gênero que marcou a trajetória de seu pai, Andrew também manteve viva uma parte importante da história musical da família.
Billy Ray Cyrus, Miley Cyrus e Noah Cyrus

Billy Ray Cyrus se tornou um dos grandes nomes do country dos anos 1990 com o sucesso “Achy Breaky Heart”. A trajetória do cantor abriu caminho para uma família que, anos depois, conquistaria diferentes públicos e gêneros musicais.
Sua filha Miley Cyrus transformou-se em uma das maiores estrelas pop de sua geração, construindo uma carreira marcada por diferentes fases e mudanças de estilo. Noah Cyrus, por sua vez, desenvolveu uma identidade própria entre o pop alternativo e o country, seguindo um caminho musical diferente do pai e da irmã.
As histórias dessas famílias mostram que a música pode funcionar como uma espécie de herança, mas não necessariamente determina o caminho de quem vem depois. Em diferentes gêneros e épocas, pais e filhos encontraram maneiras próprias de preservar referências, reinventar influências e construir novas histórias.
Neste Dia dos Pais, essas trajetórias também lembram que alguns dos maiores legados da música não estão apenas nos discos e nas canções, mas nas relações que ajudam a manter a arte viva entre diferentes gerações.

