O Red Hot Chili Peppers voltou aos holofotes, mas dessa vez não por um novo álbum ou turnê. A banda fechou um acordo bilionário e vendeu seu catálogo de gravações por mais de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão), em uma das maiores negociações recentes da indústria musical.
O negócio envolve os chamados masters. Ou seja, os direitos sobre as gravações originais das músicas.

Um catálogo que ainda gera milhões
Não é exagero: o repertório do Red Hot Chili Peppers segue extremamente lucrativo. Estima-se que o catálogo gere cerca de US$ 26 milhões por ano, impulsionado por clássicos que continuam bombando nas plataformas.
E não é pouca coisa: o pacote inclui 13 álbuns de estúdio, com hits que atravessaram décadas e continuam relevantes, de “Californication” a “Under the Bridge”.
Não foi a primeira venda da banda
Esse movimento não aconteceu do nada. Anos antes, o grupo já havia vendido os direitos de publicação (composição) por cerca de US$ 140 milhões, em outro acordo milionário.
Agora, com a venda das gravações, a banda praticamente monetiza todo o seu catálogo, tanto a criação quanto a execução das músicas.
Na prática, a venda não muda nada para os fãs. As músicas continuam disponíveis normalmente nas plataformas.
A diferença acontece nos bastidores: decisões sobre uso das faixas, como o uso de trilhas em filmes ou campanhas, que passam a ser controladas pela gravadora.

