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CASO CELESTE RIVAS HERNANDEZ

Caso D4vd e Celeste Rivas Hernandez: cantor é acusado de homicídio e pode pegar prisão perpétua

Novos desdobramentos revelam detalhes perturbadores sobre a morte de adolescente e apontam que o cantor teria mantido o corpo da jovem em seu veículo por meses.

20/04/2026 - 18h27min

Reprodução
Investigação aponta que ameaça de exposição de relacionamento ilegal entre D4vd e Celeste motivou o crime.

O caso que chocou o mundo da música ganhou contornos ainda mais sombrios nesta segunda-feira (20). Após sua prisão na última semana, o cantor D4vd, de 21 anos, foi formalmente acusado de homicídio qualificado, ocultação e mutilação de cadáver, além de atos libidinosos com menor de 14 anos.

As novas informações, obtidas pelo portal TMZ, detalham uma linha do tempo macabra que liga o desaparecimento de Celeste Rivas Hernandez a ações calculadas pelo artista para preservar sua imagem pública.

Implicações legais e pena de morte

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, o promotor público Nathan Hochman afirmou que o cantor, cujo nome verdadeiro é David Burke, enfrentará uma acusação de homicídio em primeiro grau. Esta classificação, acompanhada de múltiplas "circunstâncias agravantes", torna o caso passível de pena de morte ou prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

As circunstâncias que agravam a denúncia incluem a prática de "emboscada", homicídio por ganho financeiro e, crucialmente, o assassinato de testemunha de um crime. Para a promotoria, Celeste Rivas Hernandez é considerada testemunha dos atos libidinosos cometidos pelo próprio Burke.

A cronologia do crime e a mutilação

De acordo com os promotores do caso, o assassinato de Celeste teria ocorrido em 23 de abril de 2025, na residência do cantor em Hollywood Hills. No entanto, o crime tomou um rumo hediondo dias depois: a acusação afirma que D4vd mutilou o corpo da vítima em 5 de maio.

As autoridades cruzaram esses dados com uma viagem misteriosa feita pelo cantor para uma área remota de Santa Bárbara no mesmo período. 

O detalhe mais impactante revelado pelo Ministério Público é que o corpo desmembrado de Celeste teria permanecido dentro do Tesla do cantor por cerca de quatro meses, em avançado estado de decomposição, o que comprometeu severamente os exames iniciais do legista.

Abuso sistêmico e a motivação do assassinato

Além da morte, o processo detalha um histórico de abusos. Os documentos listam que D4vd manteve relações sexuais contínuas com Celeste entre setembro de 2023 e setembro de 2024, período em que ela tinha apenas 13 anos.

O Promotor Público, Nathan Hochman, sustenta que a motivação do crime foi o silenciamento. Segundo a investigação, Celeste teria ameaçado expor o relacionamento ilegal e os abusos sofridos. 

Diante do risco iminente de ver sua carreira destruída e enfrentar acusações de pedofilia, o cantor teria optado por eliminá-la.

O posicionamento da defesa

A equipe jurídica de D4vd mantém a postura de negação. Os advogados afirmam categoricamente que o artista "não foi a causa da morte" de Celeste Rivas Hernandez. 

A defesa foca na dificuldade técnica do legista em determinar a causa exata do óbito devido ao estado dos restos mortais, tentando gerar dúvida sobre a autoria direta do homicídio.


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