
O caso que chocou o mundo da música ganhou contornos ainda mais sombrios nesta segunda-feira (20). Após sua prisão na última semana, o cantor D4vd, de 21 anos, foi formalmente acusado de homicídio qualificado, ocultação e mutilação de cadáver, além de atos libidinosos com menor de 14 anos.
As novas informações, obtidas pelo portal TMZ, detalham uma linha do tempo macabra que liga o desaparecimento de Celeste Rivas Hernandez a ações calculadas pelo artista para preservar sua imagem pública.
Implicações legais e pena de morte
Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, o promotor público Nathan Hochman afirmou que o cantor, cujo nome verdadeiro é David Burke, enfrentará uma acusação de homicídio em primeiro grau. Esta classificação, acompanhada de múltiplas "circunstâncias agravantes", torna o caso passível de pena de morte ou prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
As circunstâncias que agravam a denúncia incluem a prática de "emboscada", homicídio por ganho financeiro e, crucialmente, o assassinato de testemunha de um crime. Para a promotoria, Celeste Rivas Hernandez é considerada testemunha dos atos libidinosos cometidos pelo próprio Burke.
A cronologia do crime e a mutilação
De acordo com os promotores do caso, o assassinato de Celeste teria ocorrido em 23 de abril de 2025, na residência do cantor em Hollywood Hills. No entanto, o crime tomou um rumo hediondo dias depois: a acusação afirma que D4vd mutilou o corpo da vítima em 5 de maio.
As autoridades cruzaram esses dados com uma viagem misteriosa feita pelo cantor para uma área remota de Santa Bárbara no mesmo período.
O detalhe mais impactante revelado pelo Ministério Público é que o corpo desmembrado de Celeste teria permanecido dentro do Tesla do cantor por cerca de quatro meses, em avançado estado de decomposição, o que comprometeu severamente os exames iniciais do legista.
Abuso sistêmico e a motivação do assassinato
Além da morte, o processo detalha um histórico de abusos. Os documentos listam que D4vd manteve relações sexuais contínuas com Celeste entre setembro de 2023 e setembro de 2024, período em que ela tinha apenas 13 anos.
O Promotor Público, Nathan Hochman, sustenta que a motivação do crime foi o silenciamento. Segundo a investigação, Celeste teria ameaçado expor o relacionamento ilegal e os abusos sofridos.
Diante do risco iminente de ver sua carreira destruída e enfrentar acusações de pedofilia, o cantor teria optado por eliminá-la.
O posicionamento da defesa
A equipe jurídica de D4vd mantém a postura de negação. Os advogados afirmam categoricamente que o artista "não foi a causa da morte" de Celeste Rivas Hernandez.
A defesa foca na dificuldade técnica do legista em determinar a causa exata do óbito devido ao estado dos restos mortais, tentando gerar dúvida sobre a autoria direta do homicídio.

