Marina Sena: do Norte de Minas ao posto de voz oficial do Carnaval 2026
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A MUSA DO CARNAVAL 2026 

Marina Sena: do Norte de Minas ao posto de voz oficial do Carnaval 2026

Com hits como “Carnaval” e “Descalço numa Ilha”, Marina dominou blocos, playlists e redes sociais neste feriado

18/02/2026 - 17h06min

Marina Sena: do Norte de Minas ao posto de voz oficial do Carnaval 2026 / Reprodução

Se você saiu na rua neste Carnaval e não ouviu Marina Sena, provavelmente estava em outro planeta.

Entre bloquinhos lotados, trios elétricos e playlists, a voz da mineira virou trilha sonora oficial da folia este ano. “Carnaval” explodiu nos blocos, “Numa Ilha” virou o som de stories na praia, e o repertório de Coisas Naturais consolidou de vez Marina Sena como protagonista do Carnaval 2026.

Mas esse domínio do verão não aconteceu do nada. 

De Taiobeiras para o Brasil

Antes de virar hitmaker nacional, Marina Sena era uma artista do interior de Minas Gerais.

A artista, que nasceu em Taiobeiras, no Norte de Minas Gerais, em 1996, cresceu em uma região marcada por forte influência musical regional e começou a cantar ainda na adolescência.

Aos 17 anos, decidiu levar a música a sério e passou a integrar projetos locais, iniciando sua trajetória profissional.

Reprodução

O primeiro destaque veio com a banda A Outra Banda da Lua, projeto independente de MPB, rock alternativo e sonoridades regionais. Foi ali que Marina começou a desenvolver o timbre que hoje é sua assinatura: doce, mas potente; suave, mas segura.

A estrela trabalhou com o grupo por 5 anos, e conta que foi um período excelente para experimentar. Seu maior sucesso com a banda foi a música "Cavalaria".

A Outra Banda da Lua / Reprodução

Mais tarde, ela integrou o grupo Rosa Neon, banda que ganhou repercussão no cenário alternativo brasileiro entre 2018 e 2020. O Rosinha, como o grupo ficou carinhosamente conhecido pelos fãs, era pra ser um projeto paralelo na carreira dos artistas, mas acabou tomando proporções muito maiores depois do sucesso do hit "Ombrim", que viralizou no YouTube.

O Rosa Neon ajudou Marina a circular por festivais e ampliar público, mas foi também o espaço onde ela percebeu que queria explorar uma identidade solo.

Rosa Neon / Reprodução

2021: o ano em que tudo mudou

Em 2021, aos 25 anos, Marina lançou seu primeiro álbum solo, De Primeira. O disco trouxe “Por Supuesto”, faixa que viralizou nas plataformas, entrou nas principais playlists do país e apresentou sua voz a um público muito além da cena independente.

O hit colocou Marina no centro da nova MPB-pop brasileira e provou que é possível sim misturar regionalidade, sensualidade e modernidade sem perder autenticidade.

“Escada do Prédio” e o mainstream

Se “Por Supuesto” apresentou Marina ao grande público, “Escada do Prédio” consolidou sua presença nas paradas. A faixa, parceria com Pedro Sampaio, uniu o pop autoral da cantora ao funk eletrônico característico do produtor.

Lançada em 2022, a música teve forte execução nas plataformas digitais e nas rádios, ampliando ainda mais sua base de fãs. Foi um momento importante, já que, Marina mostrou que conseguia transitar entre o alternativo e o mainstream sem perder identidade.

De “Vício Inerente” a “Coisas Naturais”

Em 2023, com Vício Inerente, Marina apresentou uma sonoridade mais ousada e urbana. O disco mostrou uma artista mais madura e segura da própria sexualidade artística.

Com produção mais robusta e letras que falam sobre desejo, poder e autonomia, o álbum consolidou sua posição dentro do pop nacional.

Já em 2025, o álbum Coisas Naturais marcou uma nova fase. Mais orgânico, mais brasileiro e ao mesmo tempo contemporâneo, o projeto misturou MPB, reggae, piseiro, pop e referências regionais. No dia do lançamento, todas as faixas entraram entre as mais ouvidas do Spotify Brasil.

Carnaval 2026: a consagração 

O Carnaval sempre funciona como termômetro cultural no Brasil. E em 2026, Marina Sena foi um dos nomes mais presentes na festa.

Marina Sena / Reprodução

Em Belo Horizonte, arrastou multidões em bloco próprio. Em Salvador, levou seu repertório para o epicentro da folia baiana. No Rio de Janeiro, estreou em eventos na Sapucaí. Nas redes sociais, seus hits dominaram vídeos e trends.

Além disso, neste Carnaval ela protagonizou uma parceria recente com Anitta e Pablo Vittar em “Fala Quem É”, ampliando ainda mais sua visibilidade em um dos momentos mais estratégicos do calendário musical brasileiro.

Mais do que números de streams, o que chamou atenção foi a identificação cultural. Marina virou estética de verão. Virou figurino de bloco. Virou trilha sonora de romance e de libertação.

Estética, autenticidade e voz própria

Marina construiu uma imagem que foge do padrão óbvio do pop. Seus visuais misturam referências místicas, naturais e sensuais na medida certa. O styling conversa com crochê, brilho, textura, elementos artesanais, algo que se conecta com o espírito do Carnaval de rua e com uma geração que valoriza autenticidade.

Mas é a voz que sustenta tudo. Um timbre marcante, reconhecível em segundos, que transita entre delicadeza e intensidade. Ao vivo, entrega presença. Em estúdio, entrega identidade.

Marina Sena / Reprodução



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