A princesa do pop fechou um acordo com a Primary Wave, empresa que já administra obras de nomes como Prince, Whitney Houston e Bob Marley. Segundo a Rolling Stone e o TMZ, o contrato teria sido fechado em um valor próximo ao que Justin Bieber recebeu em 2023, cerca de US$ 200 milhões.
Mas calma: Britney não “perdeu” suas músicas.
O que foi vendido são os direitos autorais e econômicos das canções, ou seja, a Primary Wave passa a administrar, explorar comercialmente, arrecadar royalties e autorizar remixes, sincronizações e derivados. Entram no pacote documentos, registros, demos e materiais relacionados às faixas.
O que não foi vendido?
Sua imagem, redes sociais e site. E qualquer uso da marca “Britney Spears” fora da promoção do catálogo precisa de autorização.
E a pergunta que não quer calar: ela ainda pode cantar seus hits? Pode sim! A venda não impede performances ao vivo. Britney continua livre para subir ao palco e cantar “…Baby One More Time”, “Oops!… I Did It Again” e “Gimme More” quando quiser.
A negociação acontece em um momento em que Britney mantém certa distância da indústria. Seu último álbum foi “Glory”, em 2016, e a última música inédita saiu em 2023, em parceria com will.i.am.
A venda de catálogos virou tendência entre artistas consolidados: Shakira, Katy Perry, Bob Dylan e o próprio Bieber já fizeram o mesmo. É estratégia financeira, é garantia de patrimônio e também uma forma de reorganizar a carreira.

