
O verão de 1996 marcou o início de uma história que ninguém imaginava que atravessaria gerações. O que começou como uma comemoração de aniversário da Rádio Atlântida, em Atlântida Sul, no litoral norte do Rio Grande do Sul, rapidamente se transformou em algo muito maior. Nascia ali o Planeta Atlântida, hoje um dos maiores e mais longevos festivais de música do Brasil, e um verdadeiro símbolo da cultura jovem do Sul.
Desde as primeiras edições, o Planeta já carregava no DNA a ideia de movimento. Não era só música. Era experiência. Pista de kart, esportes radicais, paredão de escalada, ativações que iam além do palco e uma atmosfera que misturava adrenalina, verão e liberdade. O festival já nasceu com o pé no acelerador e com a ambição clara de fazer história.

E fez. Em 30 anos, o Planeta Atlântida se consolidou como um espaço onde diferentes gerações se encontram. Quem esteve nas primeiras edições não esquece da energia quase surreal dos palcos, da resposta imediata do público e da sensação de estar vivendo algo único. Ali, o Planeta mostrou para o que veio: ser um palco democrático, diverso e em constante transformação.
Ao longo dessas três décadas, o festival reuniu mais de 1.300 atrações, nacionais e internacionais, atravessando gêneros como rock, pop, rap, trap, eletrônico, reggae e música brasileira. Artistas consagrados dividiram espaço com novos nomes, ajudando a lançar carreiras e a apresentar tendências que mais tarde dominariam o cenário musical. O line-up nunca parou de crescer e de se reinventar.

Mas o Planeta é mais do que números no palco. É também um fenômeno social. A cada edição, dezenas de milhares de pessoas passam pelo festival, vindas de diferentes cidades, estados e até países. São amigos que se reencontram, famílias que criam tradições, grupos que fazem do Planeta um ritual anual. O pôr do sol clássico, as pessoas se abraçando, sorrindo e cantando juntas fazem parte da identidade do evento tanto quanto a música.
Nos últimos anos, o festival encontrou na SABA um espaço à altura de sua grandiosidade. Com uma estrutura que envolve múltiplos palcos, áreas de convivência, experiências de marca e uma operação de grande escala, o Planeta Atlântida se tornou também um importante motor econômico. O evento movimenta setores como turismo, hotelaria, transporte, alimentação e serviços, gerando milhares de empregos diretos e indiretos a cada edição.
O impacto cultural do Planeta Atlântida vai além do verão. O festival ajudou a moldar comportamentos, tendências e a própria identidade de uma geração que cresceu ouvindo Atlântida e fazendo do evento um ponto de encontro obrigatório. Por três décadas, o Planeta fez, e continua fazendo, a cultura girar no Sul do Brasil, celebrando diversidade, criatividade e pertencimento.

Hoje, aos 30 anos, o Planeta Atlântida segue atual, conectado com o seu tempo e atento às transformações do mundo e da música. Uma celebração que movimenta a economia, impulsiona a indústria criativa e reforça a importância dos grandes eventos como espaços de expressão cultural e coletiva.
E para quem quiser reviver um pouco dessa trajetória, é possível acompanhar, em vídeo, na voz de Alexandre Fetter, alguns dos momentos mais marcantes desses 30 anos de Planeta Atlântida. Se liga:

