João Gomes fez do Planeta Atlântida um lugar de encontro. Entre o vento do litoral, a noite quente do fim de janeiro e milhares de vozes reunidas, o cantor pernambucano entregou um dos shows mais emocionais desta edição histórica de 30 anos do festival, e ainda nem chegamos ao segundo dia. Não foi apenas uma apresentação musical, foi um momento de pertencimento, de emoção e de celebração coletiva.
Desde os primeiros acordes, ficou claro que o clima seria diferente. A sanfona ecoou pela SABA anunciando uma noite guiada pela sensibilidade e pela força das raízes nordestinas que o cantor carrega com tanto orgulho. João surgiu no palco visivelmente emocionado, com chapéu em homenagem a seu estado, Pernambuco, sendo recebido por um público que já sabia cada palavra, cada pausa e cada refrão. O Planeta virou coro.

Natural de Serrita, no Sertão do nordeste, João Gomes construiu uma trajetória que o levou dos palcos regionais aos maiores festivais do país sem jamais abrir mão de sua identidade. No Planeta Atlântida, essa essência se fez presente do início ao fim. O piseiro, o forró e o romantismo popular encontraram um público atento, entregue e disposto a cantar junto, do começo ao último acorde.
Ao longo do show, João passeou por alguns de seus maiores sucessos, como “Meu Pedaço de Pecado”, “Dengo”, “Me Ama Sem Pausa (Aquelas Paradas)” e “Se For o Amor”, criando cenas que se repetiam pela pista: casais abraçados, grupos de amigos emocionados e celulares erguidos para registrar o momento. Cada música parecia carregar uma história diferente, mas todas desembocavam no mesmo sentimento de conexão.
Entre uma canção e outra, João conversou com o público de forma próxima, quase íntima. Falou sobre a emoção de estar no Planeta, agradeceu o carinho e cantou clássicos da música brasileira, como "A Noite", de Tiê, e "Como Eu Quero" do grupo Kid Abelha, mostrando que não importa o ritmo, quando a toca aquela música, todo mundo sente.
Um dos pontos altos da apresentação foi a presença do repertório do projeto Dominguinho, parceria com Jota.pê e Mestrinho. A escolha de músicas desse projeto deu um tom ainda mais sensível ao espetáculo, quando os acordes de "Lembrei de Nós" balançaram a Saba, a emoção instaurou um contraste bonito com os momentos mais dançantes.
A apresentação também abriu espaço para homenagens às influências do cantor. Ao som de "Pontes Indestrutíveis", ainda no bloco de canções do projeto Dominguinho, João comemorou: "Viva o Charlie Brown!". O Planeta Atlântida, conhecido por unir estilos e histórias, respondeu com atenção e muita animação.
Durante pouco mais de uma hora de apresentação, João Gomes provou por que é um dos nomes mais relevantes da música brasileira atual. Com números impressionantes, recordes de público e reconhecimento nacional, o cantor segue conquistando novos espaços sem perder a proximidade com quem o acompanha desde o início. No Planeta Atlântida, isso se traduziu em entrega total, de quem canta e de quem escuta.
O encerramento veio em clima de celebração. "Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)", de Tim Maia, trouxe o bloco final de apresentações e com a pista inteira cantando junto, transformou o final do show em um grande coral que no repertório só quer saber dele, João Gomes. Um daqueles momentos que ficam marcados na memória de quem estava ali.
Confira imagens de como foi o show de João Gomes no Planeta Atlântida 2026:





No ano em que o Planeta Atlântida completa 30 anos, receber João Gomes no palco é reafirmar que o festival segue sendo um espaço onde diferentes regiões, sotaques e histórias se encontram. Onde o sentimento não muda.

