
Todo ano é a mesma coisa no Planeta Atlântida: a ansiedade toma conta, surgem críticas, elogios e muitas expectativas. A divulgação da line up é, sem dúvida, um dos momentos mais aguardados do festival porque ela ajuda a contar a história de cada edição. E isso não acontece por acaso. A escolha dos artistas começa a ser pensada muito antes de o público pisar na areia, envolvendo decisões que dependem de muita gente, planejamento e leitura de mercado.
Pra entender como tudo isso funciona, a Babi Bitencourt conversou com o diretor artístico do Planeta Atlântida, Gustavo Sirotsky. Ele explica que o mercado musical atual exige rapidez, mas também antecedência. Os artistas organizam turnês cada vez mais cedo, definem rotas, cidades e datas, e o Planeta precisa estar dentro desse quebra-cabeça pra conseguir viabilizar os shows que chegam aos palcos do festival.
Por isso, nem sempre é falta de atenção naquele artista que tu acompanha e vê crescer nas redes. Muitas vezes, as agendas simplesmente não se encontram. E no tamanho que o Planeta tem hoje, isso faz parte do jogo.
Desde 1996, quando tudo começou, o Planeta Atlântida mudou, e muito. O festival cresceu junto com a música, com o público e com a forma de consumir cultura. Se antes rádio e TV ditavam o que tocava, hoje os streamings aceleram tendências, revelam novos nomes e mudam o ritmo do mercado. Entender esse movimento é essencial pra construir uma line up que faça sentido com o tempo em que a gente vive.
Não existe fórmula pronta pra montar o line up do Planeta, ou de qualquer outro festival. O que existe é muita pesquisa, negociação, troca de ideias e conversas constantes entre os envolvidos. Tudo isso pra garantir diversidade, diferentes estilos musicais e manter viva a essência multicultural que sempre foi uma marca registrada do festival.
E quando o assunto são os artistas internacionais, o Planeta tem história pra contar. Já passaram pela saba nomes como The Offspring, Jason Mraz, Fatboy Slim, Wiz Khalifa e Phoenix. Mas o cenário global mudou. Hoje, o Brasil é protagonista e exporta música como nunca. O mercado latino vive um momento de destaque e reconhecimento mundial.
Pra ter uma ideia, Luísa Sonza já foi confirmada no Coachella na mesma noite que Justin Bieber. Anitta e Alok são artistas globais, que rodam o mundo, ocupam grandes palcos e levam a nossa cultura pra fora. Valorizar esses nomes também é fazer o Planeta seguir fazendo história.
No fim das contas, deu pra entender um pouco melhor? A construção da line up do Planeta Atlântida envolve muitos olhares, opiniões e decisões. E quando uma edição termina, pode ter certeza: o próximo Planeta já começou a ser pensado.


