Ela voltou! E que volta: triunfante, sem pausas e repleta de sucessos no repertório. Anitta não sobe ao palco do cumprir tabela. Ela chega para transformar o espaço, redefinir a temperatura da noite e assumir o controle absoluto da multidão. Foi exatamente isso que aconteceu na primeira noite do Planeta Atlântida 2026, quando a artista entregou um show grandioso, intenso e coreografado em cada detalhe do corpo à narrativa.
Headliner da noite e uma das atrações mais aguardadas da edição que celebra os 30 anos do festival , e de todas que ela participa, Anitta chegou à sua sétima participação no Planeta com o peso de quem carrega uma carreira internacional, números impressionantes e uma compreensão do próprio impacto cultural. Quando surgiu no palco, em meio a fogos, luzes e gritos que atravessaram a SABA, ficou claro que o Planeta estava prestes a girar em outro ritmo.
Logo nos primeiros blocos do show, Anitta transformou o festival em um verdadeiro baile funk. Com um elenco numeroso de bailarinos e coreografias executadas com precisão de um ensaio que sabemos ser rigoroso, a cantora conduziu uma sequência explosiva de hits que não deu espaço para descanso. “Modo Turbo”, “Combatchy”, “Bota um Funk”, “Lose Ya Breath” e “Gostosin” incendiaram a pista e colocaram os planetários para dançar até o chão sem hesitação. O público respondeu à altura, reproduzindo passos, refrões e movimentos já eternizados nas redes sociais.
Mais do que cantar, Anitta é a performance em pessoa, da cabeça aos pés. Cada música é tratada como um ato dentro de um espetáculo maior, onde figurino, luz, coreografia e interação com o público funcionam como engrenagens de um mesmo sistema. A Saba pulsava no mesmo ritmo do palco, um organismo vivo em movimento constante.
Mas reduzir o show de Anitta ao funk seria ignorar justamente uma de suas maiores virtudes: a versatilidade. Ao longo da apresentação, a cantora construiu um setlist que atravessou diferentes fases da carreira e múltiplos estilos musicais. O funk com sertanejo apareceu forte em canções como “Loka”, “Romance com Safadeza”, “Ao Vivo e a Cores” e “Some Que Ele Vem Atrás”.
Na sequência, a "patroa" ampliou o alcance do show ao trazer o repertório que a levou para além das fronteiras brasileiras. “São Paulo”, música com colaboração de The Weeknd, reforçou o status global da artista, que hoje figura entre os maiores nomes da música pop internacional. O público acompanhou com entusiasmo, provando que o Planeta Atlântida também é lugar de artista internacional sim.
Entre uma sequência e outra, Anitta conversou com a plateia, agradeceu o carinho e relembrou a relação construída com o festival ao longo dos últimos anos. Em determinado momento, lançou a pergunta que já virou ritual e antecede um dos trechos mais aguardados do show. A resposta veio em forma de gritos e expectativa.
"Vocês pensaram que eu não ia rebolar minha bunda hoje?" A partir dali, o espetáculo entrou definitivamente no ritmo que só a Girl from Rio. O Movimento da Sanfoninha tomou conta do fetival, transformando a apresentação em uma verdadeira batalha de dança, com os bailarinos se revezando na linha de frente do palco. “Vai Malandra” marcou o retorno ao início de carreira, seguida por uma sequência que incluiu “No Chão Novinha”, “Desce Pro Play” e “Onda Diferente”. O público, mesmo com horas de festival já tendo rolado, respondeu com ainda mais entrega.
“Favela Chegou”, “Rave de Favela”, “Sua Cara” e “Show das Poderosas” costuraram passado e presente, lembrando de onde Anitta veio e até onde chegou. Mesmo após mais de uma hora de show intenso, a sensação era de que ainda haveria repertório para muito mais tempo de palco, um luxo reservado a poucos artistas.
O som de “Boys Don’t Cry”, Ani marco o fim da apresentação que até quem não é fã, cantou junto o tempo todo.
Confira imagens de como foi o show da Anitta no Planeta Atlântida 2026:






No ano em que o Planeta Atlântida celebra 30 anos, Anitta reafirma seu papel como uma das grandes protagonistas dessa história. Uma artista que entende o palco como território, o público como aliado e cada show como se fosse o último, pensado aos mínimos detalhes.

