
A Justiça dos Estados Unidos deu ganho de causa ao rapper canadense Drake em um processo contra a Universal Music Group (UMG). A decisão, divulgada na última quarta-feira (2), permite que o artista tenha acesso a documentos internos da gravadora, fortalecendo sua ação por difamação.
Drake processou a UMG alegando que a empresa impulsionou artificialmente a música Not Like Us, de Kendrick Lamar, que o retrata de forma difamatória. Na faixa, lançada durante a rivalidade entre os dois artistas, há referências que insinuam ataques e trechos em que Drake é chamado de pedófilo.
A defesa do rapper argumenta que a gravadora se beneficiou financeiramente da polêmica e pede acesso a contratos entre a UMG e Lamar, além de informações sobre pagamentos e incentivos financeiros de 2020 a 2025. Segundo o processo, a gravadora “aprovou, publicou e lançou uma campanha para criar um hit viral a partir de uma faixa de rap com a intenção de transmitir a alegação factual específica, inconfundível e falsa”.
O advogado de Drake, Mark Gottlieb, celebrou a decisão:
Agora é hora de ver o que a UMG (Universal Music Group) estava tentando esconder tão desesperadamente.
MARK GOTTLIEB
Advogado de Drake fala sobre o processo contra UMG
Lançada em 2024, Not Like Us se tornou um dos maiores sucessos da carreira de Kendrick Lamar e venceu cinco prêmios no Grammy deste ano. A música também cita momentos polêmicos da vida pessoal de Drake, incluindo seu relacionamento com a ex-tenista Serena Williams.

Até o momento, a Universal Music não se manifestou sobre a decisão judicial.